Vivó Mundial de 1966 !!! E a seguir o de 2006 !!! Autor: João Dinis, Jano

E “prognósticos só no fim do jogo”…

Sim, já somos daqueles que viram as fases finais dos Mundiais em 1966 e, depois, por aí fora…  E aquele Mundial de 2006, na Alemanha, que também foi especial. Vimo-los pela televisão, pois claro, que não temos a estaleca do actual Presidente da Junta de Freguesia de Lourosa que faz questão em ir aos estádios como também agora o vimos pelas Rússias do nosso desencanto…

E sim, a nossa melhor Selecção em Mundiais foi a de 1966, em Inglaterra. Foi a Selecção de Eusébio e companheiros, em que o “King” – salve! – foi o melhor marcador com 9 golos dos quais 4 num só jogo, contra a Coreia do Norte !  E aquele golaço dele contra o Brasil, em que a bola praticamente nem se vê depois de ser rematada em estilo mais do que perfeito…“remember”?!…. E se quiserem ir mais longe, embora um pouco mais atrás no tempo, agora via Net, revejam aquele outro golaço de Eusébio pela Selecção, contra a Checoslováquia, em Praga, ainda na fase de qualificação para esse Mundial de 1966… E depois falem comigo sobre Selecções e jogadores da bola…

Lembrar que essa Selecção de 1966 não foi “só” Eusébio embora este fosse realmente um espectacular fora-de-série. Em 1961, Portugal tinha sido campeão europeu em Selecções de Juniores; no início dos anos sessenta, o Benfica tinha sido Campeão Europeu – dos Clubes Campeões Europeus – duas vezes seguidas e perdidas duas outras finais; o Sporting tinha ganhado uma “Taça das Taças” a nível europeu também. E destas duas equipas saiu a maioria dos jogadores seleccionados e presentes em campo nesse Mundial em Inglaterra…

Em 2006, ainda era a Selecção da geração de Luís Figo, então com 33 anos, e onde já se afirmara Cristiano Ronaldo. Era uma Selecção mais consistente que a actual e onde estiveram quatro ou cinco dos então melhores Jogadores desse Mundial nas suas posições, incluindo o nosso Guarda-Redes, Ricardo. Perdemos por 0 – 1 aquele jogo com a França (de Zidane). “Remember?”…

Em 2016, dez anos depois, fomos “Campeões Europeus” mas, aí, acabaram-se os “milagres”…apesar dos “profetas”e dos verdadeiros alarves que, aos berros, relatam e até comentam, em “futebolês”, os jogos de futebol da Selecção.

Este Mundial de 2018  mostra que o sector mais fraco da nossa Selecção continua a ser o Sector Técnico com o Seleccionador/Treinador à cabeça !…

Não é nova esta minha convicção. Aliás, já exprimi, também por escrito, que Fernando Santos é um “retranqueiro militante” com aspirações a “matreiro”… Para além das suas opções tácticas donde resultam as suas escolhas para os nossos “onzes” iniciais para cada jogo, ainda por cima tem “ataques” de misticismo aliás na linha do seu antecessor, essa fraude “obscurantista” que (ainda) dá pelo nome de Scolari! Em minha opinião, o maior problema da geração de Figo – e eles foram duas vezes campeões mundiais em Selecções de sub-20 anos — foi terem tido esse tal Scolari como seleccionador e treinador em europeus e mundiais no início deste século XXI…

Actualmente, a concepção dogmática das tácticas de que Fernando Santos enferma, assente no postulado de que o mais importante “é fazer circular a bola”…é lateralizar… é meter trincos e retrincos à defesa para defender…está na base dos seus e nossos insucessos mais gritantes. O Barcelona e Cróife, e Guardiola e a Selecção de Espanha praticaram o “tiki- taka” porque tinham artistas às carradas e o Barça tinha, e tem, Messi.  Ou seja, nisto do gerir a bola e as emoções, nem oito nem oitenta…Depende !

Em 2016, no Europeu em França, houve  um “milagre” e fomos campeões apesar e para além de Fernando Santos.  E houve um “negrinho” – Ederzinho – que deu o pontapé da sua vida e, assim, nos atirou para a vitória de uma Selecção que não se assumia como “mandona”, com atitude vencedora, passem estes lugares comuns de opinião em abstracto. Desta vez, para este Mundial, Ederzinho não foi convocado por Fernando Santos…

Desta vez, andámos com um “ponta-de-lança” um “falso” número 9 – Gonçalo Guedes – que não o é, embora tenha outro valor específico como jogador. Então como explicar que os nossos dois avançados, os “números 9” de função em campo, não tenham marcado um só golo nos 4 desafios que fizeram na Rússia?! Ora, quando um alegado “ponta-de-lança” não marca golos em 4 jogos seguidos, é porque está ou mal posicionado na táctica ou fora de forma. Por isso é que, neste jogo com o Uruguai, Cristiano Ronaldo ficou manietado dentro daquelas pernas todas que se lançavam à volta dele, e sem apelo nem agravo até porque também Cristiano se revelou desinspirado e sobrecarregado…

Sim, do que nos lembramos, o mais influente jogador dentro de campo, a decidir jogos e a carregar as suas equipas às costas, ou na ponta da mão, esse “maior” foi Diego Armando Maradona!…

Na segunda parte destes oitavos, fomos mais pressionantes dentro do meio-campo do Uruguai. Pudera, que “eles” deram-nos “o jardim” todo para lá brincarmos e de mansinho! Porém, não tivemos uma oportunidade flagrante de golo…

Cá atrás, sofremos dois golos em que “desapareceram” os nossos dois laterais na construção e finalização das duas jogadas fatídicas da equipa do Uruguai, jogadas em que a nossa defesa “retranqueira” também se esqueceu de Cavani e de Suarez… Será que nunca tinham visto ambos a jogar futebol em ataque rápido?…

O nosso meio-campo é “burocrático”… Lateraliza, manda para trás… Não conseguem ir à frente de ataque com confiança e com eficácia… Aliás, há lá quem só tenha um “carreto” e trabalhe, por assim dizer, “a gasóleo”, sem sobressaltos de ritmo… Outro, sendo embora bom jogador, desta vez foi como se nem estivesse em campo, com ele jogámos com menos um…  Não vou dizer os nomes porque seria “chato”…

Depois, Manuel Fernandes entrou a cinco minutos do fim do desafio, se calhar para cortar o ritmo…ao Uruguai que nos vencia, embora ele tenha tentado fazer aquilo que a nossa Selecção não tinha feito: chutar à baliza do adversário. Mas não tinha “ambiente” e faltou-lhe mais tempo de jogo…e de “tiros”…

Cá atrás de tudo, Rui Patrício, desta vez, não foi o “São Patrício” de que precisávamos a tempo inteiro como ele esteve no Europeu em 2016… E Pepe, com aquela infelicidade do atraso da bola, com a cabeça, antes do segundo golo do Uruguai, aí “desmereceu” o golo que marcou para o 1-1 da nossa esperança. Foi pena que Pepe até estava bem neste Mundial…

Mas para “colorir” com cores escuras a capacidade “destreinadora” de Fernando Santos, nada melhor que aquela sua reacção de incredulidade depois do jogo com Marrocos – que poderíamos ter perdido – em que afirmou não perceber o que estava a acontecer com a Selecção… Afinal da Selecção da qual ele é seleccionador e treinador há vários anos seguidos!…

Pois é “mister”… A Selecção Nacional esteve “formatada” pela mentalidade conservadora – “retranqueira” – e sem ambição maior de Fernando Santos!

Eu cá, se fosse o Seleccionador, tinha levado dois ou três jogadores que desta vez não foram. E se fosse o Treinador tinha assumido, desde o início, que como Campeões Europeus em título, e também por isso, éramos uns incontornáveis favoritos a este Mundial na Rússia! E, sem euforias, “caía-lhes em cima” com personalidade, de preferência rápido, e com toda a artilharia disponível! E não descansava “apenas” na inspiração de Cristiano Ronaldo…ou numa “trivela” do Quaresma…

Salvé ! Que daqui a 4 anos haverá mais! E sem Messi e sem Cristiano, pelo menos como ainda hoje os conhecemos, como grandes “craques”!…

E, embora “prognósticos só no fim do jogo”, ainda assim, arrisco em dizer que se não se encontrarem antes pelo caminho, a final deste Mundial vai ser entre o Brasil e a França. E o Brasil ganha essa final, embora a França disponha de um potencial enorme. É o Samba Brasileiro, vindo de África, versus o Perfume forte e “africano” da França…

Salvé ! Jogai, soltos de amarras, livres dos tacticismos, Jogadores da Bola, que continuais sendo aquilo que de melhor há no Futebol, mesmo no melhor Futebol!

E, podem crer, talvez que a minha maior “pena” neste Mundo seja a de nunca ter ido jogar à bola numa fase final nem que fosse dum “Torneio Ibérico” em Selecções de Futebol…

 

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  • João Dinis, Jano

    Já agora…

    Já agora, o jogo Tchecoslováquia – 0 — Portugal – 1, a 25 de Abril de 1965, foi disputado na cidade de Bratislava e não em Praga…
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    E quero aqui exprimir a minha indignação perante o desplante alienado do Presidente da República que se apresta a fazer comentários futebolísticos para as televisões prostrado em frente do vasto placare publicitário que é utilizado nos comentários curtos que treinadores e jogadores fazem depois das partidas…

    Ou seja, quem é que paga as deslocações do Presidente da República quando ele vai assistir a estes jogos ? As empresas que são publicitadas nesses placares ou nós os contribuintes portugueses ? Ou então, desta vez, terá sido Putin a pagar que até fez de Marcelo Rebelo de Sousa um servil “pombo correio” para levar mensagens a Trump…

    Andamos a brincar de “Presidente da República”…

    João Dinis, Jano