“25 de Abril… «na ternura dos 40»” no auditório da Caixa Agrícola de Oliveira do Hospital

O professor Augusto José Monteiro é esperado, dia 23 de abril pelas 15h00, no auditório da Caixa Agrícola de Oliveira do Hospital para fazer uma comunicação alusiva às comemorações de Abril.

No concelho oliveirense, Augusto José Monteiro irá debruçar-se sobre o tema “25 de Abril…«na ternura dos 40» destinada a evocar as quatro décadas volvidas desde a revolução dos cravos.

A iniciativa destinada à comunidade é organizada pela Área Disciplinar de História do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, com o apoio da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

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  • António Lopes

    “Ternura dos 40” mas pouco. Para os que teimam em não querer entender o que é por demais evidente,para os que pensam que o dinheiro cai do céu,para os que não percebem como lhe moldam a opinião,fica o texto de Jorge Figueiredo.

    Temas proibidos na TV portuguesa

    – A estreita margem da liberdade consentida

    por Jorge Figueiredo

    Hoje há mais censura em Portugal do que antes da Revolução
    de 25 de Abril de 1974. Mas trata-se de uma censura camuflada, que não
    se assume como tal. Os censores já não são
    funcionários do Estado e sim empregados, com carteira de jornalista, das
    empresas que dominam os media portugueses. Eles são contratados (quando
    não precarizados) preferencialmente pela sua afinidade com a ideologia
    dominante. Assim já não precisam sequer de auto-censurar-se,
    aquilo sai-lhes naturalmente. Para os recalcitrantes, há as regras
    não escritas impostas pelo patronato e pela publicidade que os financia.
    Nem por serem não escritas elas são menos respeitadas. Pode-se
    dizer, até, que as regras mais estritamente cumpridas são as
    não escritas. Os empregados das empresas de TV que não tiverem
    antenas afinadas para captá-las não terão ali uma carreira
    muito longa, pouco importando se os canais são estatais ou privados.

    Tal como noutros países, os media portugueses (TV e não
    só) adoptam o sistema da “margem de liberdade consentida”, bem
    explicado por Chomsky
    [1]
    . A diferença com os outros países é que no Portugal de
    hoje esta margem é extraordinariamente estreita. Entretanto, eles
    precisam promover algum debate ou fingimento de debate para dar a ideia de
    democracia. Mas o mesmo tem de ter, necessariamente, limites precisos e
    rígidos que não podem ser ultrapassados. Devem, de
    preferência, centrar-se em questões acessórias e ignorar as
    essenciais. Promove-se assim a ilusão do debate, mantêm-se as
    pessoas entretidas e faz-se perdurar a ideia de que ainda há liberdade
    de imprensa.

    Para os neófitos nessas lides, aqui vão algumas das regras
    não escritas da TV-empresa que domina Portugal ministrando-lhe a sua
    dose diária de desinformação.

    – É proibido dizer ser desejável, necessário e
    indispensável que Portugal recupere a sua soberania monetária. Na
    verdade, a TV portuguesa prefere nem sequer mencionar o assunto: a
    pertença à Zona Euro é por ela considerada eterna,
    definitiva, imutável e irrevogável – jamais pode ser posta
    em causa.

    – É proibido igualmente recordar que, com o programa da troika, a
    dívida pública portuguesa aumenta e aumentará cada vez
    mais, mencionar que já é absolutamente impossível
    liquidá-la e que por sua causa as riquezas do país estão a ser saqueadas.

    – É proibido dizer que Portugal já é um contribuinte
    líquido da UE pois paga mais do que dela recebe. Para esta TV, mencionar
    a possibilidade da saída de Portugal da UE é o mais
    terrível dos pecados.

    – É proibido falar do estado catastrófico em que se encontra hoje a economia e o povo
    grego sob a ditadura da Troika BCE/UE/FMI. E é ainda mais proibido
    recordar que em relação a Portugal a Grécia tem apenas dois anos
    de avanço temporal quanto à imposição de medidas da
    Troika.

    – É proibido mostrar imagens com gente jovem em
    manifestações do PCP.

    – É proibido falar da existência do Pico Petrolífero e,
    muito menos, da necessidade de Portugal tomar medidas urgentes a fim de
    minimizar os seus efeitos.

    – É proibido falar das munições com urânio
    empobrecido, das regiões do mundo por ele devastadas, dos soldados que
    morreram devido à sua contaminação e das suas pavorosas
    consequências entre as populações civis atingidas.

    – É proibido condenar os alimentos geneticamente modificados. Se deles
    se falar será sempre em tom neutro ou apologético, com muito
    respeitinho para com as transnacionais que os comercializam.

    – É proibido dizer que o chamado “aquecimento global” (agora
    ridiculamente rebaptizado como “alterações
    climáticas”) é uma impostura.

    – Foi permitido discutir extensamente a localização do novo
    aeroporto de Lisboa, mas rigorosamente proibido discutir se havia alguma
    necessidade real de um novo aeroporto (agora o projecto está adiado

    sine die

    devido apenas à ruína do país, não por ter sido
    objecto de uma decisão racional e consciente de rejeição).

    – É proibido por em causa quaisquer das várias versões
    incongruentes e absurdas do governo estado-unidense acerca dos acontecimentos
    do 11 de Setembro de 2001.

    – É proibido chamar a invasão do Iraque de invasão (e o
    mesmo quanto as invasões/agressões ao Afeganistão,
    Líbia, Mali, Síria, Jugoslávia, Sudão ou qualquer
    outro país por parte da NATO ou de membros da NATO).

    – É proibido chamar o imperialismo de imperialismo.

    – É proibido convidar para quaisquer programas televisivos quem possa
    dizer verdades como estas acima.

    Este artigo encontra-se em
    http://resistir.info

  • Não me digam

    Artigo de Helena Matos hoje no DE: Não é apenas o País que está em dívida para com os militares. Os militares também estão em dívida para com o País. E não lhe devem pouco. Os militares portugueses devem ao País terem conseguido sair de forma honrada de um dos momentos mais tenebrosos da sua história – a forma como impuseram a saída de África e de Timor – e devem-lhe também poderem manter a mentira conveniente de que em Abril estavam unidos. Não é verdade: estiveram unidos na guerra. Mas dividiram-se criminosa e perigosamente na hora de negociar a paz. Por isso ainda hoje se sentem mais à vontade a falar da ditadura e da guerra do que da democracia e dos países independentes. Em boa verdade o país não tinha escolha: havia que defender as Forças Armadas. De quem? Delas mesmas. Mesmo que tal implicasse pactuar com quem atacava os interesses do País e desdenhava das suas populações mais frágeis, os civis residentes nos territórios africanos. Desfeita a hierarquia de comando nas FAP, só os sectores esquerdistas pareciam capazes de garantir um mínimo de ordem e salvar as aparências entre as tropas estacionadas em África. Daí chegavam histórias que o País não podia conhecer a bem já não da nação mas sim das suas Forças Armadas. Comandantes que por iniciativa e ideologia próprias resolviam confraternizar ou dialogar com os mesmos que combatiam na véspera e que levaram as suas companhias a cair emboscadas com mortos, feridos e sequestrados (Bambandica, Guiné)…

    • Bernardo

      Pura mentira.