A afirmação foi proferida ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a propósito do anunciado encerramento da indústria de confecções...

“A assiduidade e produtividade são fundamentais para a viabilidade de uma empresa”

…Jammo e responsável pelo desemprego de cerca de seis dezenas de trabalhadores. Em reunião pública do executivo, Mário Alves garantiu que a autarquia estabeleceu contactos com o empresário e o Centro de Emprego de Arganil para tomar conhecimento de como estava a decorrer o processo de acesso ao subsídio de desemprego.

Sem deixar de lamentar o encerramento da Jammo, o presidente do município criticou o facto de o Governador Civil de Coimbra andar a tratar deste assunto, sem dar qualquer conhecimento ao presidente da Câmara. “Só temos que lamentar estas atitudes”, afirmou Alves, notando que “estas coisas devem ser tratadas com realismo”.

Convidado a pronunciar-se sobre o encerramento da empresa pelos três vereadores socialistas deixando o apelo para que sejam accionados mecanismos de ajuda às famílias afectadas pelo desemprego, o presidente Mário Alves não deixou de referir a indicação que lhe foi dada de que por parte da entidade patronal “tudo foi feito no sentido de evitar esta situação”.

 

No que respeita à atitude dos trabalhadores – a vereadora Maria José Freixinho enalteceu o papel dos funcionários que “souberam na hora própria estar do lado da gerência” – o autarca referiu: “às vezes está-se, mas sem o que é essencial que é a questão produtiva”, salvaguardando porém desconhecer se foi o que aconteceu na indústria de confecções que acabou de fechar portas na zona industrial da cidade. “Isso é muito importante e poderá ser negativo e levar a que o fosso seja ainda maior”, reforçou Mário Alves, para mais adiante no decorrer da reunião voltar a vincar que “a assiduidade e produtividade são fundamentais para a viabilidade de uma empresa”, notando que no sector “público, os problemas de assiduidade são um desastre”.

Rolo quer plano de contingência e observatório a funcionar

Subscrita pelos três elementos da oposição, a preocupação em torno do desemprego que assombra os ex-trabalhadores da Jammo dominou o período antes da ordem do dia. “O que é que se poderá fazer?” questionou Maria José Freixinho, constatando estar em face de uma “depressão” que carece de atenção para que se possa actuar preventivamente.

“São situações dramáticas que gostaríamos de ver bem longe. Que se faça tudo o que estiver ao nosso alcance”, defendeu a eleita socialista, lembrando que no caso da Infinitum, a Câmara Municipal chegou a receber os trabalhadores para em conjunto analisarem o problema.

Informando que nas últimas semanas tem vindo a acompanhar o problema junto do Governo Civil, Centro Distrital da Segurança Social e Centro de Emprego, José Francisco Rolo lamentou ontem o que se está a passar, recordando que o mesmo já aconteceu em 2005 e 2006. Lembrou que já em 2005 propôs a definição de um plano de contingência para “antever problemas e possíveis soluções” e voltou a insistir na sua criação.

“Poderá haver outras empresas em situação de dificuldade. Porque não criar um observatório para monitorizar estas empresas”, avançou o socialista, propondo que “estas medidas sejam tidas em conta, na elaboração do plano de desenvolvimento social do concelho. A proposta de Rolo não convenceu Mário Alves que na ocasião referiu que a Câmara não se pode substituir aos organismos que devem tratar esses assuntos. “Deve ser um organismo desconcentrado do Governo a criar esse observatório”, defendeu o presidente da autarquia.

Também o vereador José Ribeiro de Almeida considerou “preocupante” o desaparecimento das indústrias. “É dramático para as pessoas chegarem ao fim do mês e não terem dinheiro para pagar os seus encargos”, sublinhou.

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