“A Câmara não faz empresários, mas pode contribuir”

… Municipal de Oliveira do Hospital, com os três vereadores socialistas a fazerem eco das suas preocupações e que o presidente Mário Alves reconheceu como suas, valendo-se contudo do argumento de que “o momento que se vive é de desaparecimento de empresas e não de aparecimento”.

“Estamos a perder tempo”, constatou a vereadora Maria José Freixinho referindo-se ao caso concreto da prometida incubadora de empresas que – na sua opinião – deve avançar “seja em instalações arrendadas, seja num espaço edificado de raiz”. “Há capital humano e vontade, e temos que acolher todas estas iniciativas dos nossos empresários, para dinamizarmos adequadamente este concelho”, sublinhou, para de seguida dar conta do facto de “repetidamente” ser abordada por pessoas que denunciam “rejeição por parte do executivo” no que respeita à implementação de novas empresas. “Avancemos convictamente. Temos que hierarquizar as prioridades”, sustentou a vereadora que, na ocasião se mostrou igualmente preocupada relativamente à falta de condições da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) para acolher os cerca de 700 alunos que a frequentam. “É bom que estejamos assim, é sinal de que a escola tem qualidade e continua atractiva, mas temos que fazer mais”, considerou a eleita socialista, notando que é essencial a tomada de “atitudes mais visíveis e audíveis junto da Administração Central”.

O parceiro de vereação, José Ribeiro de Almeida, partilhou das preocupações de Freixinho, sublinhando que “a Câmara não faz empresários, mas pode contribuir”. O eleito socialista propôs por isso que o município avance, em parceria com a Universidade de Coimbra, com uma formação destinada a potenciais empreendedores.

Também o vereador José Francisco Rolo abordou o tema, assumindo “o empreendedorismo de base local” como uma “questão central para o concelho”. Sem deixar de insistir no arranque da incubadora de empresas, ampliação da Zona Industrial e melhor divulgação do Pólo Industrial da Cordinha, Rolo voltou a destacar a importância de se avançar para a criação de uma Área de Localização Empresarial.

No entender do socialista é igualmente necessária a remodelação dos programas Empreender + e Invista + – “as coisas não resultaram”, disse – começando por dialogar com o sector empresarial, o ensino superior, passando pela criação do gabinete de apoio ao investidor e pela formação na área do apoio ao empreendedorismo. “O Empreender + e o Invista + na prática não servem para nada, se não se investir na captação de talentos”, referiu.

Curso de empreendedorismo para o próximo ano

“Percebo a vossa preocupação, que é a nossa preocupação”, afirmou o presidente do município, destacando contudo que “o momento que se vive é de desaparecimento de empresas e não de aparecimento”.

Revelando-se bastante crítico relativamente a algumas formações que vão sendo ministradas, Mário Alves posicionou-se a favor da formação de qualidade e deu conta de que para o ano, mediante protocolo assinado com a ESTGOH vai avançar um curso na área do empreendedorismo que culmina com a apresentação de ideias de negócio.

Sem nunca se referir à incubadora de empresas, o autarca desvalorizou a proposta de criação da ALE, notando que “é possível requalificar os espaços existentes”. Sublinhou ainda que no respeita à inexistência de empresas no pólo da Cordinha o problema “será da falta de capacidade financeira dos investidores, aliada à falta de apoio do Estado para o investimento que pretendem fazer” porque – como disse – a Câmara já teve que reaver lotes por falta de implementação do negócio.

Sobre as instalações cada vez mais limitadas da ESTGOH, Mário Alves referiu que “esse é um problema do governo”. O autarca garantiu que a Câmara tem “colaborado com tudo o que tem sido solicitado pela ESTGOH, pelo seu director e pela Associação de Estudantes”, dando conta da intenção de ceder a Casa da Cultura César Oliveira três vezes por semana para a ESTGOH desenvolver actividades lectivas. Alves sublinhou ainda que a “situação não é nova” e que espera que o governo “olhe para a situação com olhos de ver e resolva o problema que é de capital importância na região da Beira Serra”.

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