A vereadora da Educação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, defendeu esta segunda-feira, dia 28, que o Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira “tem que ter um papel de marketing para captar alunos”.

A Escola de Lagares da Beira tem que ter um papel de marketing para captar alunos”

Imagem vazia padrãoFátima Antunes falava no âmbito da apresentação feita pelo conselho executivo da escola a um conjunto de três elementos da Inspecção-geral da Educação que ali se deslocaram por estar em curso um processo de avaliação externa.

No debate que sucedeu a apresentação da escola, a constatação de que o agrupamento dá resposta a uma reduzida comunidade escolar – por exemplo, o 9º ano é frequentado por apenas 12 alunos – levou um dos inspectores a questionar-se sobre qual o futuro da escola. Para o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento a solução poderá passar pela instalação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital nos espaços da ACIBEIRA, funcionando como chamariz para novos alunos. Apesar dos números, o presidente da Junta de Freguesia de Lagares da Beira revelou-se confiante no futuro, por constatar que ultimamente têm surgido várias “pessoas grávidas” e por ser também visível um aumento de fixação de população na freguesia. “É uma tendência que se vai alterar. Lagares da Beira está a crescer e penso que também pode resultar num aumento de alunos”, referiu Raul Costa, dando conta de “algum optimismo”.

Responsável pelo pelouro da Educação, Fátima Antunes defendeu que para inverter a tendência de diminuição de alunos, o agrupamento “tem que desenvolver uma política mais forte”, dado que – como explicou – hoje os pais podem matricular os filhos na escola da sua preferência, sendo difícil à Câmara Municipal planificar os espaços escolares. “A escola tem que ter um papel de marketing para inverter essa tendência e captar alunos”, referiu a vereadora, notando que a autarquia estará receptiva a novas situações, assegurando transportes para que os alunos do concelho se possam matricular, por exemplo, no agrupamento de Lagares da Beira ou da Cordinha.

“Seria um erro” construir uma nova escola na cidade

No mesmo debate, o responsável pelo Agrupamento aproveitou também para se posicionar do lado da autarquia no que respeita à não construção de um novo edifício escolar na sede do concelho. “Penso que seria um erro. O desenvolvimento não passa pelo desenvolvimento centralizado na sede do concelho”, defendeu Ernesto Gouveia, frisando que “se o professor César Oliveira entendesse que o melhor para o concelho seria uma escola na cidade não avançaria com a construção de duas em Lagares da Beira e na Cordinha”.

Com a apresentação da Escola ao grupo de três inspectores, o Conselho Executivo do Agrupamento de Lagares da Beira quis fomentar uma interpelação sistemática sobre a qualidade das práticas e resultados da escola, bem como articular os contributos da avaliação externa com a cultura e os dispositivos de auto-avaliação do agrupamento. Foi também objectivo do grupo de trabalho liderado por Ernesto Gouveia, reforçar a capacidade do agrupamento para desenvolver a sua autonomia e, ao mesmo tempo, contribuir para um melhor conhecimento da escola, fomentando a participação social.

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