“A EXPOH cumpriu e superou os objetivos a que se propôs”

No rescaldo da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital que decorreu no Parque do Mandanelho, entre 16 e 24 de julho, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital já veio fazer um balanço positivo do certame onde, desde o início, eram esperadas 30 mil pessoas.

Ainda que as condições climatéricas não tenham sido favoráveis ao certame e algumas noites tenham registado uma reduzida afluência de público, a organização assegura que a meta estabelecida chegou a ser superada, garantindo que, nos nove dias, a EXPOH recebeu a visita de “perto de 34 mil visitantes”.

“A EXPOH cumpriu e superou os objetivos a que se propôs”, afirmou ontem, em conferência de imprensa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e responsável pela comissão organizadora do certame, que não tem dúvidas de que está perante “uma mostra/ feira consolidada na região, com identidade própria e a fazer um caminho de crescimento.

No entender de José Francisco Rolo, “o concelho ganhou com esta segunda edição da EXPOH”, pelo que não deixou, por isso, de agradecer aos expositores e visitantes, sem esquecer também as instituições que “voluntariamente proporcionaram animação à feira”.

O espetáculo de Emanuel foi apontado como o responsável pela maior enchente de visitantes que acorreu ao Parque do Mandanelho, quer pela qualidade do artista, quer também pelo facto de a atuação ter acontecido no primeiro dia da EXPOH.

“Havia muita curiosidade por ser o primeiro dia”, referiu a vereadora da cultura, Graça Silva que também destacou a mais valia resultante da participação dos grupos culturais do concelho no palco dois, bem como as atividades dinamizadas pelo Cultjovem.

O grupo local Alta Frequência foi igualmente determinante para o sucesso do certame já que, este ano, representou um acréscimo em termos de bilheteira.

Foram, no entender da organização, grandes noites que associadas a outras dedicadas às atividades concelhias, como a Gala Social e ao concurso ” Soltem Talentos”, acabaram por “compensar” aquelas em que o público não afluiu, tal como era expectável.

Confrontada com a reduzida afluência de público ao espetáculo, com que o britânico Lloyd Cole encerrou a segunda edição da EXPOH, a organização recusa estar em face de uma aposta falhada. Pelo contrário, José Francisco Rolo entende que o britânico “deu grande visibilidade e projeção nacional à feira”.

“Não foi um problema, foi uma mais valia para a feira”, continuou o vice-presidente do município que, reconhecendo que o espetáculo apresentado é de natureza “intimista”, entende que o mesmo “cumpriu as expetativas daqueles que apreciam a música do cantor internacional”.

Na opinião de Rolo a presença de um artista internacional no cartaz da feira de Oliveira do Hospital permitiu que a EXPOH fosse notícia “em jornais, televisão e revistas da especialidade”.

Indissociável das considerações a tecer, relativamente à 2ª edição da EXPOH, está também o demorado fogo de artifício, que deu por encerrado o certame. José Francisco Rolo garantiu que o “foguetório” não estava previsto na programação da EXPOH e, que o mesmo só foi incluído na sequência de várias abordagens efetuadas por populares nesse sentido.

Depois de, em entrevista, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital se ter recusado a gastar “30 mil euros em fogo de artifício”, os dois vereadores ,que o acompanham no executivo, garantem que a introdução deste tipo de animação no cartaz resultou de “um bom negócio” e, que o valor gasto foi “residual e irrisório”. Francisco Rodrigues revelou, porém, que o “lucro obtido no espetáculo do grupo Alta Frequência deu para pagar o fogo de artifício”.

Numa altura em que a comissão organizadora ainda faz contas aos nove dias de EXPOH, José Francisco Rolo garante que o certame teve por base “um registo de rigor orçamental com correspondente controlo de custos”.

Por dentro dos números, Francisco Rodrigues assegurou que “a Câmara não vai investir mais de 50 mil euros”.

Para “ajudar a cofinanciar algumas despesas”, é contudo determinante o financiamento da ADIBER, por via do PRODER.

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