A OPINIÃO DE CARLOS BRITO: A Lista dos Independentes

Creio que ser-se independente ou procurar ser-se independente é meio caminho para não sermos extremistas, quer na vida social, quer na vida política.

Tivesse eu que me apresentar a votos e não poderia deixar de o fazer, nas actuais circunstâncias, senão num estatuto de Independente, condição essa que me esforço, todos os dias, por cultivar.

Perdoar-me-á o leitor a imodéstia, mas este facto manifestou-se sempre na forma irreverente de ser e escrever, o que justifica eu defender posições ou listas de Independentes.

Mas será esta uma lista de verdadeiros Independentes? Não, que me desculpem os seus apoiantes, mas esta lista não se enquadra naquilo que eu chamo de Independentes. Considero-a mais uma lista de Dissidentes que de Independentes.

O facto é que esta lista resultou de conflitos internos, de interesses partidários, que nasceu para punir o baronato de Mário Alves e o caciquismo anquilosado do PSD distrital e nacional! Quer se goste ou não, é uma lista constituída por Dissidentes.

Esta lista terá ainda, no meu ponto de vista, outra dificuldade em se impor como factor regenerador e reformador. Nascendo como uma lista de cariz dissidente, releva mais a solidariedade de colegas a um Professor, do que a um projecto dotado de um conteúdo filosófico, social e económico, autónomo e participado Curiosamente, apresenta-se com um perfil de seguidismo e fidelidade idêntico ao que evidencia a lista de Mário Alves!

De facto, o que separa verdadeiramente estas listas é somente o estilo de cada um dos candidatos à Presidência: numa, temos um candidato “soft”, dialogante e conciliador, com perfil para uma gestão participativa; na outra, um candidato “bronco”, autoritário e centralizador, caracterizado pelo seu chefe hierárquico, Dr. Pedro Machado, como uma pessoa do tipo “antes partir do que vergar”.

Em ambas as listas não identifico recursos humanos capazes de criar e impulsionar os meios necessários à ruptura da política de estagnação económica sofrida nos últimos anos e, assim, contribuir para uma retoma e estimulo tão necessários à economia do nosso Concelho.

Como dizia há dias, na SIC Notícias, o ex-ministro Medina Carreira, “o País precisa de políticos com “profissão”, ou seja, de quem conheça a economia real e não de quem nos governe com uma visão do Mundo visto através da janela do seu gabinete de trabalho.

Estará, então, à partida, afastado o valor desta lista? NÃO. Espero, genuinamente, que esta lista demonstre aos Partidos quão errados são o caciquismo e o baronato! Espero, genuinamente, que esta lista seja um leitmotiv para os cidadãos melhor se situarem dentro e fora dos Partidos! Espero, genuinamente, que esta lista possa ser o gérmen de um espírito de maior independência dos eleitores e mesmo dos filiados partidários neste Concelho!

E, finalmente, faço votos para que, integrando esta lista tantos professores, não se fiquem unicamente pela pretensão de dar lições, mas sim que se empenhem em fazer História no Concelho! S Martinho do Porto1,Set,2009

LEIA TAMBÉM

E porque digo eu que o Futebol Clube do Porto é a equipa de futebol mais próxima de jogar como faz o Real Madrid? Autor: João Dinis

Tipo “declaração de interesses”, digo que sou Benfiquista desde que me conheço (tenho 64 anos) …

VIV´Á REPÚBLICA ! Autor: João Dinis

Viv´ó 5 de Outubro, Dia da República !  Viv´ó Feriado do 5 de Outubro que …