“A pontinha de IC6 que falta fazer, que a faça o PSD”

 

Não ficou sem resposta a “Marcha pelo Ic6” levada a cabo, recentemente, pelo PSD de Oliveira do Hospital.

Uma iniciativa que, para o presidente da concelhia socialista de Oliveira do Hospital não passou de “um número político”, tendo em conta todo o processo em torno da construção daquela via considerada estratégica para a região e para o concelho, em particular.

A participar no dia da Federação Distrital do PS realizada no parque Merendeiro do Senhor das Almas e que contou com a presença do secretário geral do partido, José Francisco Rolo lembrava ao PSD local que o apregoado movimento de luta pelo IC6 já está criado há muito tempo e que está em condições de poder ser recebido pelo senhor secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações.

O líder concelhio do PS reagia assim à informação que foi transmitida pelo líder do partido da oposição no concelho, António Duarte, que no final da marcha anunciava a constituição de um movimento que viria a ser liderado por Belmiro de Azevedo, ao mesmo tempo que dava como garantida a disponibilidade do secretário de Estado para o receber e assim ficar a par de todo o processo em torno do IC6.

À semelhança daquela que vem sendo a sua intervenção em torno desta matéria, Rolo voltou a lembrar que os troços já construídos “se devem a governos PS”. “Foi com António Guterres primeiro ministro e Luís Parreirão que o primeiro troço foi construído e com José Sócrates e Paulo Campos que o segundo troço foi feito”, recordou Rolo, verificando que em falta está apenas “uma pontinha”. “ Diz o povo que o rabo é o que mais custa a esfolar”, ironizou o responsável, desafiando o governo que sustenta o governo a fazer “a pontinha do IC6 que falta fazer, porque o que existe de IC6 foi feito por governos socialistas”.

O líder concelhio foi ainda mais longe ao verificar que se o governo tem dinheiro para prosseguir as obras do IC2 – “não somos invejoso em Oliveira do Hospital”, notou – também tem que haver “vontade política para servir os portugueses de primeira, que são os da Beira Serra”. “Aqui é Portugal”, registou.

Palavras partilhadas pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que logo apontou o dedo ao PSD como o partido responsável pela não conclusão do IC6. “Quem foi contra o investimento público foi o PSD”, afirmou José Carlos Alexandrino, que não aceita as “más interpretações” a que têm estado sujeitos dois oliveirenses que integraram o anterior governo.

“Tenho muita honra em saber que fizeram o que era possível”, frisou o autarca, na certeza de que “se o IC não continuou, não foi por falta de vontade de Paulo Campos, mas sim do PSD”. Na presença de António José Seguro, Alexandrino apelou a que o “PS não deixe de se bater por esta obra na Assembleia da República”.

É que, segundo o autarca, está em causa a melhoria das acessibilidades tão importantes para as empresas de Oliveira do Hospital que “ contribuem para as exportações deste país”. “O IC6 é uma questão de justiça e já é tardio”, observou.

Uma preocupação que a juntar a outras partilhadas a propósito de reforma administrativa e ESTGOH mereceu a “compreensão” de António José Seguro. “As vossas reivindicações também são as minhas reivindicações”, referiu o líder nacional do principal partido da oposição, contando que por isso mesmo iniciou, há meio ano, o roteiro em defesa do interior de Portugal.

“Não aceito que existam portugueses de primeira e de segunda, porque todos temos direito às mesmas oportunidades”, referiu Seguro, que se recusa a olhar para o interior como um “custo”, mas antes como uma “oportunidade”. Manifestamente contra o encerramento de serviços no interior do país, o socialista defendeu que o desafio que se coloca é o de “valorizar o interior”.

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