Turismo do Centro Portugal acusa Turismo de Portugal de esquecer zona centro

A Turismo do Centro Portugal está indignada com a forma como foi tratada pelo Turismo de Portugal no suplemento da revista “Monocle”, sobre Portugal, o “Portugal: A Monocle Travel Guide”. Um suplemento pago pelo Turismo de Portugal, I.P, instituição pública que irá ainda financiar em cerca de 190 mil euros a conferência “Quality Live”, organizada por aquela revista, em Abril, na cidade de Lisboa.

Considerando ser de louvar o trabalho realizado e a atenção dedicada a esta matéria, a nota assinada pelo presidente da Entidade Regional do Centro, Pedro Machado, salienta que foi “com elevada estranheza, dúvida e indignação” que aquela entidade verificou “a ausência do tratamento e referência à Região Centro de Portugal, uma das regiões portuguesas de maior riqueza e diversidade”, no referido suplemento. “Esta região, sendo a mais extensa em termos de território, engloba 100 municípios e conta com sete sub-regiões – Castelo Branco, Coimbra, Leiria/Fátima/Tomar, Oeste, Ria de Aveiro, Serra da Estrela, Viseu/Dão Lafões – que, só por si, justificam plenamente (e pelo menos) um tratamento igualitário às restantes regiões de turismo, aí retratadas”, refere, adiantando que foram esquecidos 100 municípios, com uma enorme riqueza natural, cultural e paisagística, recursos patrimoniais edificados (e outros) qualificados pela Unesco como Património da Humanidade, bem como algumas das melhores e mais reconhecidas zonas costeiras do país.

A estranheza, refere ainda a nota, aumenta quando, por exemplo, na secção do referido suplemento “Where to go – Coastal Surf Towns”, se encontram referenciadas praias como “Moledo” e “Comporta”, e se “negligenciam praias como a Nazaré ou Peniche, reconhecidas nacional e internacionalmente, como dos melhores sítios para a prática de surf em Portugal”. A terminar, Pedro Machado, pede explicações sobre os critérios do Turismo de Portugal, I.P., para a escolha dos conteúdos deste suplemento e o que levou negligenciar-se, totalmente, a Região de Turismo do Centro. “Será que o Turismo de Portugal, I.P. não considera o Centro como parte do País? Será que não o considera, bem como aos seus 100 municípios, dignos de serem tratados de forma igualitária, relativamente às restantes regiões de turismo? Não terá a Região Centro (fortíssimos) argumentos para figurar num trabalho, com estas características, sobre o Turismo em Portugal?”, concluiu.

 

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