Abaixo-assinado reclama por consultas médicas em Meruge

“Alguém está a faltar à palavra dada e, por isso, alguém tem que dar a cara responsabilizando-se pela grave situação criada com a ausência de médicos, na prática, desde Agosto de 2008”, refere o presidente da Junta de Freguesia de Meruge em comunicado enviado ao correiodabeiraserra.com.

Apoiado por um abaixo-assinado, composto por 271 assinaturas recolhidas numa semana e enviado à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Centro de Saúde local, Ministério da Saúde e Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), João Abreu não aceita que a população local – cerca de 500 utentes – esteja desprovida dos cuidados primários de saúde que, desde 1987 vinham a ser prestados por dois médicos no “Posto Avaçando de Saúde de Apoio a Idosos”.

Discordante das justificações até agora dadas – “ falta de médicos, férias dos médicos e de mil outras desculpas e outras tantas promessas”, como refere em comunicado – João Abreu critica, em concreto, a “directora do até agora designado Centro de Saúde de Oliveira do Hospital” que “com o beneplácito, ou à revelia da coordenação distrital dos serviços de saúde, numa atitude prepotente, manteve o “encerramento”, de facto, deste equipamento de saúde, atentando contra elementares direitos dos utentes”.

O autarca de Meruge recorda o acordo resultante da reunião efectuada com várias juntas de freguesia do concelho, os responsáveis do Centro de Saúde e a tutela da Sub-região de Saúde de Coimbra, mediante o qual, os “Postos Avançados”, não encerrariam, sem que fosse discutida com as autarquias locais uma alternativa que significasse uma melhoria efectiva do serviço prestado.

“Este estado de coisas é insustentável e está a ter graves consequências no estado de saúde dos nossos idosos”, adianta o autarca, referindo-se ao aumento do número de acamados por falta de consulta e o número de pessoas que deixam de tomar medicação por ausência de médico que a prescreva. Destaca ainda o registo de casos “de desfecho trágico, que podem ser atribuídos à falta de acompanhamento médico regular”.

Em caso de não resolução do problema, a autarquia de Meruge e a população já equacionam a ida à ARSC, em Coimbra para reclamar uma solução.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o gabinete de imprensa da ARSC remeteu, para mais tarde, esclarecimentos sobre o assunto.

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