mini-hídrica no mondego

Abandono de mini-hídrica no Mondego defende “as suas riquezas naturais”

O presidente da Câmara de Penacova, Humberto Oliveira, disse hoje que o abandono definitivo da construção de uma mini-hídrica no rio Mondego deve ser aproveitado para a região continuar a defender as suas riquezas naturais. Também o PCP de Penacova se congratulou hoje, em comunicado com este desfecho, considerando que “o enterro da mini-hídrica é uma vitória do rio sobre as parcerias público-privadas da energia”.

Em declarações à agência Lusa, o socialista Humberto Oliveira disse que o empreendimento, caso avançasse, “iria prejudicar de uma forma definitiva” as populações ribeirinhas e os municípios de Penacova, Vila Nova de Poiares e Coimbra, que apoiaram a contestação desde o início.

Diversas entidades que integram o movimento Plataforma Mondego Vivo promoveram hoje, na Foz do Caneiro, “uma iniciativa simbólica de encerramento” do processo de mais de três anos de luta contra a mini-hídrica.

Humberto Oliveira salientou que a barragem inviabilizaria as descidas turísticas do Mondego e a gastronomia tradicional, ao impedir a subida do rio pela lampreia e diversos peixes que desovam a montante de Penacova. “Esta é uma boa oportunidade para construirmos as nossas sinergias”, disse, ao preconizar a criação de uma “rede de povoações ribeirinhas do Mondego e seus afluentes”, com base nos “produtos turísticos associados ao rio”.

Para o PCP local, que “sempre se associou e incentivou” a luta das populações e da Plataforma Mondego Vivo, a contestação “levou ao enterro da mini-hídrica, com a declaração de impacto ambiental desfavorável”. Aquele movimento reúne autarquias, ambientalistas, empresas de canoagem, restaurantes, colectividades e cidadãos das zonas ribeirinhas, entre Coimbra e Penacova.

Fonte: Lusa

 

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