ACIBEIRA entrou em posse plena do município de Oliveira do Hospital

 

… se tornar num importante pólo de desenvolvimento regional.

“É um dia de felicidade, mas de grande responsabilidade”. O estado de espírito foi partilhado ao início da tarde pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, na cerimónia da escritura do direito de superfície da antiga Acibeira, localizada em Lagares da Beira.

José Carlos Alexandrino referia-se assim ao ponto final da ‘saga’ em torno daquele desativado complexo empresarial que acaba de entrar em plena posse da autarquia oliveirense, cumprindo-se um anseio antigo do concelho. Já proprietária dos núcleos empresariais e do anfiteatro que compõem o complexo, a autarquia consumou hoje, por 150 mil Euros – 50 mil foram entregues hoje, igual valor deve ser liquidado até outubro, sendo os restantes 50 mil Euros entregues em 2014  – a aquisição do direito de superfície à Caixa Agrícola da Beira Centro, assumindo a posse plena do desativado centro de negócios.

“O município fez melhor negócio do que o Crédito Agrícola”, constatou o presidente da autarquia, valorizando a colaboração prestada em todo o processo pelo diretor do Crédito Agrícola da Beira Centro – “é de homens destes que os concelhos precisam”, referiu – e pelo responsável nacional por aquela instituição bancária.

Um negócio que, ironizou o autarca, permitiu à Câmara Municipal adquirir “um conjunto de problemas”, porque- gracejou Alexandrino – a partir de hoje a autarquia já não poderá usar a desculpa do direito de superfície para justificar a inexistência de um projeto de recuperação e desenvolvimento daquele espaço.

Num dia de “felicidade”, é aqui que entra a “responsabilidade” de dar “um novo ar” à antiga Acibeira, em estado de total abandono e destruição.

“Hoje em Oliveira do Hospital joga-se o futuro”, considerou José Carlos Alexandrino, certo de que o futuro daquele espaço passará, necessariamente, pela BLC3 que já tem em curso duas candidaturas a fundos comunitários, destinados a transformar a antiga Acibeira num centro tecnológico e importante pólo de desenvolvimento regional. “Comprámos com esse objetivo claro”, reforçou o presidente oliveirense, reiterando a confiança que deposita no projeto da BLC3, que conta com o conhecimento de um grupo de investigadores e que, pelo seu potencial, já chega a fazer “inveja” entre os interlocutores políticos. “Não entendem que Oliveira do Hospital tenha um centro de investigação e que desenvolva projetos que podem ser pioneiros em Portugal e no mundo”.

Propósitos que deixam satisfeito o presidente do Crédito Agrícola Nacional por perceber que por via do “bom negócio” feito entre as duas partes, o município pretende “dotar a região de mais postos de trabalho”. “Assim retém mais pessoas porque o desenvolvimento faz-se com mais pessoas”, referiu Licínio Prata, considerando mesmo tratar-se de um “projeto âncora” com vantagens claras para o concelho e para a região.

“Satisfeito por este passo em frente”, revelou-se também o diretor da Caixa Agrícola da Beira Centro que desde há oito anos lutava pela boa resolução do processo em torno do “elefante branco” onde foi investido “perto de um milhão de Euros”. Sem deixar de assinalar o empenho do anterior executivo na resolução do problema do direito de superfície, Francisco Batista elogiou a persistência do atual presidente da Câmara – “não mais parou” – que culminou na escritura hoje assinada.

“Data histórica para Lagares da Beira e o nosso concelho”

A presidir ao Conselho de Administração da BLC3, João Nunes revelou-se expectante quanto à adaptação da antiga Acibeira – “é o maior falhanço de investimento comunitário que existe à data”, comentou – no desejado centro tecnológico e pólo de desenvolvimento. Um processo que, referiu, decorrerá de forma faseada na adaptação de espaços destinados a acolher a incubadora de empresas, biorefinaria e outros projetos de valorização do território e na área agro-alimentar, numa lógica de aproximação aos jovens do concelho e da região.

Boas notícias que agradam ao presidente da Junta de Freguesia de Lagares da Beira, Raul Costa, que se confessou esperançado no futuro de um espaço com “grande potencial de desenvolvimento económico e social”. “Espero sinceramente que esta data, seja uma data histórica para Lagares da Beira e para o nosso concelho”, referiu o autarca, expectante relativamente à concretização dos projetos da BLC3. “Que os mesmos se concretizem e poderá ser essa uma forma de revitalizar a Acibeira e desenvolver Lagares da Beira e o concelho”, sublinhou.

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