Adega de Nogueira do Cravo pode ir parar às mãos da Caixa de Crédito

… de Oliveira do Hospital, como forma de amortização total do empréstimo contraído em 1998. A possibilidade está a ser discutida desde o início da tarde em Assembleia-geral da Adega Cooperativa que há instantes reunia no auditório da CCAM cerca de 40 associados.

A indicação de que a “situação é grave” e de que “é urgente uma solução” foi por várias vezes repetida pelo presidente da Assembleia-geral, António Vaz Pato que, colocou à discussão uma possibilidade para o problema ser ultrapassado: entregar a adega à CCAM para pagamento da dívida. É que, como explicou o responsável, o difícil entendimento entre as nove adegas associadas da UDACA – União das Adegas Cooperativas do Dão, tem inviabilizado o tão desejado projecto de fusão das cooperativas.

Sem previsão para efectivação do projecto de fusão, a possibilidade de arrendamento da adega pela UDACA foi posta em cima da mesa na Assembleia-geral realizada anteontem, 18 de Dezembro, em Viseu. Contudo, para os responsáveis da Adega de Nogueira do Cravo, a solução não será viável, porque traria outras implicações para a adega e seria uma solução temporária. Segundo foi hoje revelado, a CCAM terá interesse em receber a Adega, mas caso a solução que está a ser estudada não venha a ser viável, a direcção da adega não põe de parte a venda a privados.

Para além da dívida à banca, a Adega está também em dívida para com os associados num valor que ronda os 100 mil Euros, relativos a parte das campanhas de 2004, 2005 e 2006.

ecididos em não levar por diante um problema que se arrasta há um ano e que carece de solução urgente, até porque – como disse o presidente da direcção, Luís Vaz Pato – “a adega neste momento não tem vinho”, a direcção da adega já passou a carta de despedimento aos seus funcionários, pelo que a partir de Janeiro, deixa de contar com pessoal efectivo.

No decorrer da primeira hora da Assembleia-geral, foram vários os associados que se revelaram descontentes com o estado a que a adega chegou. “Os sócios estão desanimados e têm-se desenrascado por outros lados”, chegou a referir um associado, referindo-se em concreto ao protelar do pagamento das dívidas aos associados. “Mas a Adega Cooperativa não valerá mais dinheiro do que o montante da dívida à banca?” questionou outro associado. O sócio não ficou sem resposta, porque segundo António Vaz Pato, uma avaliação feita pela UDACA no mês passado, situava a adega cooperativa na casa dos 700 mil Euros.

O correiodabeiraserra.com desconhece a decisão tomada em Assembleia- geral, já que durante o decorrer dos trabalhos, o presidente da Assembleia, António Vaz Pato convidou os jornalistas a retirarem-se da reunião, já que a mesma era reservada exclusivamente a associados.

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