Adesão à greve nos CTT superior a 90%, diz sindicato

adesão dos trabalhadores dos CTT à greve desta sexta-feira está a ser “superior a 90%”, adiantou o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações. Vítor Narciso referiu que “o descontentamento leva a crer que haverá novas medidas de luta” se o Governo não recuar na intenção de vender a empresa.

“Os números dizem respeito ao universo de cerca de 600 trabalhadores das centrais de correios e dos transportes postais de Lisboa, Porto e Coimbra”, explicou o sindicalista. No entender de Vítor Narciso os dados da adesão “espelham o descontentamento dos trabalhadores em relação à privatização da empresa, à perspectiva da perda de direitos e aos despedimentos”. Um descontentamento que leva o sindicato a admitir que haverá nova contestação no futuro. “Os trabalhadores estão dispostos a lutar mais”, disse.

A greve desta sexta-feira serve de arranque a uma quinzena de protestos que afectará sobretudo o setor dos transportes públicos. A vaga de contestação foi agendada contra os cortes inscritos pelo Governo no Orçamento do Estado (OE) para 2014 e na nova lei das empresas públicas.
No caso dos CTT, o foco é a privatização da empresa, que o executivo quer concretizar ainda este ano através da dispersão da maioria do capital em bolsa. Uma operação que levará à transferência dos reformados do grupo para a ADSE, o sistema de saúde da função pública. Esta passagem será acompanhada do pagamento por parte da empresa de cerca de 200 milhões de euros ao Estado, que entrarão como receitas extraordinárias no OE do próximo ano.

publico.pt

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