ADI alerta para “grau de destruição que o IVA a 23 % está a causar no setor da restauração”

… da restauração de 13 para 23 por cento que – alerta a ADI – está a ter um impacto “demolidor” no setor.

Não se augura nada de bom para as unidades do setor de restauração e similares do concelho de Oliveira do Hospital. O alerta é feito pela Agência de Desenvolvimento Integrado (ADI) que numa auscultação aos empresários concelhios se deparou com um setor que vive assombrado com o “aumento brutal” do IVA da restauração que passou de 13 para 23 por cento, que em valores absolutos corresponde a uma subida de mais de 70 por cento do imposto aplicado ao setor.

Às portas de um evento destinado a promover o comércio local oliveirense – o “1º Compre Local” começa amanhã – José Francisco Rolo revela-se receoso quanto ao futuro do setor, temendo mesmo que o IVA da restauração a 23 por cento conduza à “asfixia” de restaurantes e bares e ao desemprego de centenas de pessoas no concelho.

“Corremos o risco de encerramento maciço e com efeito dominó”, registou o presidente da ADI e vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, alertando para o risco de a excessiva carga fiscal “levar à falência de centenas de restaurantes a nível nacional e originar 70 mil desempregados”.

A par das preocupações dos empresários concelhios, José Francisco Rolo não vê outra solução que não seja o “recuo” do governo nesta matéria. “Ou há inversão por parte do governo ou, num país de turismo, corremos o risco de perder a restauração”, alerta o responsável, num apelo público aos “poderes tributários, governo e entidades” para que coloquem termo ao momento de “asfixia de restaurantes e similares”.

“Apelo ao ministério das Finanças para ter atenção ao grau de destruição que o IVA a 23 por cento está a causar no setor”, reitera o presidente da ADI, preocupado que está com o definhamento da restauração. “É um setor atrativo, mas pode vir a ficar debilitado”, regista, notando a dificuldade dos empresários em fazer face ao cada vez menor poder de compra dos portugueses, agora associada à “carga fiscal brutal”.

“Menos receita e mais impostos vão levar à asfixia e encerramento de muitos restaurantes e bares”, perspetiva José Francisco Rolo.

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