Álvaro Herdade anunciou hoje a intenção da FAAD avançar para a construção de residências seniores. Um novo hospital com serviço de urgência e um heliporto também estão nos horizontes da nova Administração.

Administração da FAAD quer construir novo edifício hospitalar e residências seniores

De portas abertas para acolher a “visita de cortesia” do Rotary Club de Oliveira do Hospital, a Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD) tornou-se, esta manhã, no palco de todas as atenções, com o presidente do Conselho de Administração (CA) a tornar público um conjunto de ambições para aquela Instituição Particular de Solidariedade Social que se dedica à área hospitalar e ao apoio a crianças e idosos.

“O hospital tem 55 anos e, de maneira nenhuma, está de acordo com aquilo que gostaríamos que fosse”, afirmou Álvaro Herdade, que no comando da Administração da FAAD desde Dezembro de 2009, admitiu esta manhã que pensa “seriamente na construção de um novo edifício”.

Embora verifique estar em face de “um projecto muito ambicioso” e que se traduz num investimento de “milhões de euros”, o conhecido médico considera que o novo edifício “tem que ser uma realidade dentro de pouco tempo”.

“A altura não é a melhor, mas é um sonho que tem que se concretizar”, sustentou Herdade, justificando a sua posição com a necessidade de melhor servir o crescente número de utentes que, diariamente, acorre à unidade hospitalar.

Apontando o dedo à “falta de espaço” na área de cirurgia – “temos 31 camas e o ideal era termos 40”, frisou – o clínico defende uma reestruturação do actual edifício e chega a sugerir que no piso actualmente usado para Medicina, sejam instalada uma unidade de Cuidados Paliativos – em substituição da deseja unidade de Cuidados Continuados – e até um lar de acamados.

Para o novo edifício – “ainda só há projectos na cabeça”, contou – Álvaro Herdade perspectiva ainda a instalação de uma “unidade de urgência”. “Estamos em negociações”, adiantou, especificando que o novo espaço não seria do tipo do SAP, mas antes dotado de um ou dois gabinetes de consulta, sala de cirurgias, sala de pensos e 12 camas.

Para complementar a resposta de urgência prestada pela FAAD, o clínico tem ainda nos seus horizontes a construção de um heliporto na zona alta do hospital. “Aqui com o serviço de urgência e com o heliporto dávamos condições óptimas assistenciais”, observou.

Revelando grande preocupação com o conforto de todos os que acorrem ao hospital da FAAD – “vêm de todo o lado”, referiu – o presidente do CA destacou também o empenho em dotar o hospital com os melhores equipamentos – “temos um bloco operatório que nos satisfaz” – e os melhores clínicos. “Os nossos serviços têm qualidade excepcional”, sublinhou, lamentando que actualmente seja notória a falta de gabinetes de consulta e uma sala de espera condigna.

“Há muitas pessoas em pé e não temos condições para as receber”, continuou, incluindo no leque de constrangimentos que afecta a instituição, as deficientes acessibilidades que servem o concelho. “Muitas pessoas não querem cá vir dar consultas pelo tempo que demoram a cá chegar. Oliveira do Hospital está isolada e parece uma ilha”, frisou, aludindo ao facto de o último troço do IC6 que foi inaugurado, ter parado no meio do pinhal.

“Talvez ainda este ano consigamos avançar com a construção (de residências seniores)”

As ambições da equipa comandada por Herdade não se esgotam no hospital. A valência de apoio idosos é outra das preocupações do Conselho de Administração que até Outubro conta ampliar o lar residencial, a lavandaria, a cozinha e o serviço de secretaria de toda a FAAD.

A novidade recai, contudo, na intenção de construção de residências seniores na Quinta da Comenda, onde está instalado todo o complexo que compõe a IPSS. “Talvez ainda este ano consigamos avançar com essa construção”, afirmou Herdade, explicando que estão em causa pequenas casas geminadas dotadas de um quarto, casa-de-banho e quitchnet.

Destinadas para uma população de nível médio, as residências – o direito de usufruto deverá rondar os 30 mil Euros – vão beneficiar de todo o apoio disponibilizado pelas valências de lar e serviço domiciliário.

Ainda que não seja um serviço lucrativo para a FAAD, também a resposta de ATL carece de ampliação por parte da instituição, que já prevê a construção de mais uma sala.

Ao nível de creche, a FAAD garante que a resposta é suficiente. “Foi inaugurada há dois anos e há cada vez menos crianças”, observou.

Apesar de estar em face de um conjunto de ambições a que o Rotary Club de Oliveira do Hospital não consegue dar resposta de forma isolada, o presidente Carlos Carvalheira destacou a disponibilidade daquela estrutura para a resolução de alguns constrangimentos e estabelecimento de parcerias.

“É importante ver esta pujança da FAAD no sentido da melhoria do concelho de Oliveira do Hospital, que mais tem sofrido de interioridade e das poucas acessibilidades”, afirmou o presidente do Rotary Club, entendendo que “chegou a hora de se juntarem sinergias e de se compensar rapidamente aquilo que não foi feito”.

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