Administrador da Jammo culpa funcionários de incumprimento dos prazos das encomendas

… 60 funcionários a responsabilidade pelo estado a que a empresa chegou. “Houve incumprimento na entrega de encomendas”, afirmou há instantes Manuel Moita através de um telefonema que o próprio retribuiu ao correiodabeiraserra.com.

“Tem sido dito um conjunto de inverdades”, afirmou a este diário digital o administrador da empresa, rejeitando as acusações de falta de diálogo para com os funcionários. “Estive ausente numa formação em Lisboa a que não podia faltar”, começou por adiantar, garantindo que se mantinha em contacto com o encarregado da fábrica.

Recuou, contudo, no tempo para se referir ao problema de incumprimento de prazos que vinha a ameaçar a viabilidade da empresa. “Tínhamos somente um cliente, a ZARA, que a 30 de Novembro cortou as encomendas”, contou ao correiodabeiraserra.com, explicando que o prazo de entrega findava naquele dia e a encomenda só ficou concluída na primeira semana de Dezembro. A este diário digital, garantiu que o dinheiro da encomenda da ZARA entrou nos cofres da empresa, mas não pôde ser usado para regularizar a situação salarial dos trabalhadores. “Os meses em atraso nunca poderiam ser pagos com a encomenda em atraso”, sustentou.

Em face da falta de clientes, a empresa conseguiu uma encomenda para um cliente de Oliveira do Hospital, mas “mais uma vez o prazo de entrega não foi cumprido”, referiu Moita. Segundo explicou, o incumprimento de prazos terá conduzido à falta de encomendas, levando a administração a deixar junto do encarregado um comunicado a antecipar em um dia as férias de Natal. “Por razões que desconheço, o comunicado não foi colocado no último dia de trabalho e só foi divulgado aos funcionários no dia em que começavam as férias”, adiantou, lamentando a “greve de zelo” protagonizada pelos funcionários.

Para além do incumprimento dos prazos das entregas, Manuel Moita acusa ainda os funcionários de terem repartido entre eles a totalidade do montante recebido pela encomenda – cerca de sete mil euros, como disse – entregue ao cliente de Oliveira do Hospital. “Tinha deixado ordem para que o dinheiro fosse depositado e depois transferido para os funcionários”, adiantou o empresário, garantindo só ter tido conhecimento do que realmente aconteceu quando regressou da formação.

“Quando cheguei e depois de conjugados todos os factos vi que não havia condições para continuar a laboração”, referiu Manuel Moita, clarificando também que na ocasião em que soou o alarme não estavam vencidos cinco salários. “Estavam em dívida parte do ordenado de Outubro, o mês de Novembro e o subsídio de férias. Na ocasião ainda não estavam vencidos o ordenado de Dezembro, nem o subsídio de Natal”, avançou, garantindo que ele próprio, que ganha “150 contos”, tem “seis salários em atraso”.

Moita revelou-se ainda crítico no que respeita às partes que com ele se reuniram em Outubro no Governo Civil em Coimbra. “Ninguém cumpriu com o prometido”, referiu, denunciando ainda que agora “o Sindicato do Sector Têxtil está a cobrar cerca de 200 euros a cada funcionário para tratar do assunto de cada um”.

Contactada por este diário digital, a sindicalista Fátima Carvalho preferiu não comentar as declarações de Manuel Moita.

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