Administradores da Caixa de Crédito de Oliveira do Hospital foram suspensos

 

A decisão foi hoje comunicada aos elementos que ainda se mantêm no conselho de administração (CA) daquela entidade bancária, após uma reunião realizada na CCAM.

Com esta polémica decisão, caem também os administradores daquela instituição bancária, que acabam de ser suspensos. O presidente do CA, Carlos Vieira Mendes, que não quis prestar declarações sobre o processo, deixa assim de exercer as funções que vinha mantendo há cerca de 20 anos, e o coordenador geral da CCAM, Carlos Oliveira, também já foi convidado a entregar as chaves e informado de que “só pode entrar na caixa como cliente”.

“Os actos ficam sob a responsabilidade de quem os toma”, referiu ao Correio da Beira Serra o candidato da lista B que, no mês passado, venceu as eleições para a presidência do conselho de administração da CCAM, mas que de acordo com uma informação apurada por este quinzenário, poderá nem vir a tomar posse.

Após ter sido convidado a entregar as chaves, Carlos Oliveira também afirmou ao Correio da Beira Serra que considera a atitude da Caixa Central como “uma falta de educação e de respeito”.

No seio dos elementos que recentemente venceram as eleições contra a lista adversária, encabeçada por Carlos Mendes, o ambiente é de grande revolta, uma vez que acusam o agora suspenso presidente da instituição – bem como o presidente do conselho fiscal, José Vitorino – de serem os responsáveis por esta intervenção da Caixa Central.

Isto porque – conforme vem sendo noticiado –, foram aqueles dois elementos que, poucos dias antes das eleições, solicitaram a intervenção da casa mãe do crédito agrícola.

Esta situação gerou aliás muita polémica na última assembleia-geral da CCAM, já que Mendes e Vitorino não explicaram aos associados as razões que terão estado por detrás daquele pedido de intervenção à instituição.

Entretanto – e este é um assunto que ainda promete fazer correr muita tinta –, está já marcada para o dia 16 de Abril uma assembleia-geral extraordinária da CCAM, onde um dos pontos da ordem de trabalhos consiste precisamente em “mandatar a mesa da Assembleia-Geral, na pessoa do seu presidente para, da forma que entender mais conveniente e eficaz, reagir, se necessário for judicialmente, contra a intervenção da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo na CCAM de Oliveira do Hospital.

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