ADN chamada à 2ª divisão nacional de Futebol

 

Esperada pela direção, a boa notícia foi hoje confirmada, dando cumprimento ao sonho do falecido presidente Pedro Marques.

“Ficamos satisfeitos por cumprirmos o objetivo traçado no início da época por Pedro Marques”, afirmou há instantes o sucessor de Pedro Marques – em setembro não resistiu às queimaduras provocadas por uma explosão de gás em que esteve envolvido – na presidência da Associação Desportiva Nogueirense, equipa que, apesar de na disputa do campeonato nacional da 3ª divisão, não se ter conseguido posicionar nos lugares de acesso à 2ª divisão, acabou agora por ser chamada ao patamar superior.

Uma decisão que foi, hoje, oficialmente confirmada à direção do clube pela Federação Portuguesa de Futebol, mas que já era esperada pela ADN, pelo facto de existir uma vaga deixada pelo Marítimo A e de a equipa de Nogueira do Cravo somar, entre os restantes terceiros classificados, o maior número de golos marcados.

A subida enche de satisfação a direção da Associação Desportiva Nogueirense que não deixa porém de sublinhar que se a subida tivesse sido conseguida no decorrer normal do campeonato, teria outro sabor. “O nosso objetivo era subir sem esperar pelo melhor terceiro lugar”, sublinhou José Brito, que assegura já ter em curso a preparação da próxima época que se afigura de dificuldade acrescida.

“Estamos conscientes do que vamos fazer”, garante o dirigente, dando como certa a continuidade da equipa técnica, comandada por Pedro Ilharco, prevendo-se algumas mexidas no plantel.

A acompanhar de perto o percurso da ADN, Joaquim Marques, pai do falecido presidente do nogueirense, também não esconde a satisfação pelo objetivo alcançado. “Não tenho palavras para descrever o contentamento que sentimentos”, referiu esta manhã o conhecido nogueirense que , perante a partida do filho, não hesitou em dar continuidade aos projetos de Pedro Marques que era “um empreendedor e ganhador nato”.

“Como pai amo os seus ideais, querer e vontade e aproximei-me da ADN em defesa do seu caráter e da sua honra”, sublinhou, deixando a certeza de continuar a dar a cara pelos projetos de Pedro Marques e que no caso da ADN acontecerá pelo menos por mais uma ano, por ser esse o ‘timing’ com que o qual o seu filho se comprometeu ao presidir à direção da associação.

Neste domínio, também Joaquim Marques afina pelo diapasão de José Brito, na certeza de que Pedro Ilharco segue no comando da equipa. “É um homem que muito admiro como condutor técnico e de homens”, disse, sem deixar de valorizar a boa relação que existia entre o técnico e Pedro Marques. “Ele tinha muito respeito pelo trabalho do Pedro e eram muito leais e bons amigos”, recordou.

“Os grandes vencedores vêem-se nas tragédias”, teve oportunidade de afirmar, esta manhã, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital louvando a boa prestação da ADN numa época desportiva que ficou marcada pela perda do seu dirigente. Para este êxito, José Carlos Alexandrino apreciou a especial coragem de Joaquim Marques em levar por diante o desígnio do filho. “Este homem passou uma fase muito difícil na sua vida, mas empenhou-se muito para que o sonho do filho fosse concretizado”, afirmou o presidente da Câmara.

Cumprido o sonho, José Carlos Alexandrino acredita que o nogueirense “vai fazer uma equipa forte para honrar o concelho de Oliveira do Hospital e a freguesia de Nogueira do Cravo”. Em face de uma redução na ordem dos três milhões de Euros em matéria de receita municipal, Alexandrino falou, porém, da necessidade de o município “repensar a sua estratégia desportiva” na componente sénior e de desafiar os clubes “a fazerem melhor com menos dinheiro”.

“Vamos ver o que é possível fazer”, referiu, perspetivando, tal como já tinha anunciado, um corte nas verbas a transferir às camadas seniores das várias modalidades desportivas concelhias. Questões que, como referiu, carecem ainda de reunião entre os vários dirigentes desportivos, na condição porém de que “o desporto tenha determinado nível no concelho”. .

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