Afinal em que país vivemos? Autor: António Lopes.

Fazendo uma análise superficial ao resultado das eleições do último Domingo, considerando as euforias e os discursos, positivos e negativos, que tenho ouvido, não posso deixar de me interrogar:

Afinal em que país vivemos?

A verdade e o rigor ainda valem alguma coisa?

“A estrondoso vitória do PS”, resume-se a mais oito Câmaras, a mais 144 674 votos, algo igual a 1,56%..! É motivo de tantas trombetas..?

A “derrota humilhante do PSD” resume-se a oito Câmaras, menos que a CDU. Entretanto, sozinho, perdeu 2904 votos, algo igual 0,067%. Somando as coligações com o CDS subiu 73 276 votos..! Que raio de “derrotas” são estas..? O CDS perdeu 17 672 votos. Perdeu 6 mandatos. “Teve uma “estrondosa vitória”! Ganhou uma câmara a mais! Mas, onde está a vitória..?

A CDU perdeu mesmo 10 Câmaras; 63 501 votos. Nada como “estender a passadeira” ao PS e oferecer-lhe um governo! Aprendeu pouco com a queda, quando apoiou Mário Soares!

A quem interessa todo este alarido falso? Passos Coelho teve uma derrota ou não teve a vitória que precisava? Ter mais 73 mil votos é uma derrota?

Numa manifestação que me escuso de comentar muito, por contraditória, um autarca, em que se diz na condenação que recebia envelopes a troco de licenciamentos, é eleito ou reeleito presidente de Câmara.

Acontece que, foi só, no Concelho considerado o de maior literacia/ conhecimento!

Qual é a moral deste Povo, quando vota desta maneira, para acusar políticos?

Que seriedade política existe, quando somos confrontados com estas realidades? Que futuro estamos a construir?

Autor: António Lopes

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  • josé garcia

    Sr. Lopes
    Vou voltar a tentar obter o seu comentário sobre uma verdade objectiva, porque não acredito que haja censura para quem pensa de forma diferente. Aqui vai:
    Como o Sr. em comentário anterior afirmou que eu pouco sabia de política (e é bem capaz de ter razão) ajude-me a perceber o aparente paradoxo– Na sua freguesia que é a mesma do candidato que o Sr. apoiou para a C. M. o PSD teve cento e muito poucos votos, número inferior ao total de candidatos efectivos/suplentes e respectivos agregados familiares directos que concorriam às três entidades em disputa. Presumo que deve ser no minímo bastante embaraçante que nem os candidatos e ao seus familiares directos acreditam e votam no partido em que concorrem.

    • António Lopes

      Porquê embaraçante? Por exemplo, constou-me que uma minha irmã terá declarado apoio publico ao meu principal opositor, que sendo pessoa de “caráter” há muito a andava a assediar nesse sentido.Naturalmente que me foi colocada a questão.Ao que respondi, que fizesse o que entendesse. Que quem tinha discordâncias era eu.Respondeu-me que se eu não fosse candidato, que o apoiava a ele e explicou porquê.Por acaso o motivo desse apoio é uma das minhas principais críticas.O fazer-se favores com a coisa pública.Pois, na minha família, vota-se ou votava-se maioritariamente PCP.Mas tinha um irmão que votava CDS. Era rico.Eu, sou pobre.Também me consta que nessa mesma freguesia um dos irmãos do meu principal opositor não vota nele, e que, disso não faz segredo.É uma estranha conclusão essa que o Senhor apresenta.Podendo ter alguma lógica, todos sabemos que não funciona.E, voltando a “ofendê-lo”, se percebesse alguma coisa de política, saberia que a principal guerra civil que Portugal já teve, entre 1832 -34, foi entre dois irmãos.D.Pedro IV e D.Miguel. Saberia que o princípe D.Pedro, filho de D.João I, morreu na batalha de Alfarrobeira, ali junto à portagem da A1 em Alverca.Lutou contra os partidários do Sobrinho,D.Afonso V , que por ser menor, em nome do qual governava. Mais atrás e mais abaixo, há um marco no Campo Grande, em Lisboa, que assinala uma tentativa de batalha entre os partidários de Afonso Sanches e os de D.Afonso IV , meios irmãos , ambos filhos de D.Diniz, que não da Rainha Santa. E há outro no Castelo de Leiria, pelos mesmos motivos e intervenientes.Ainda agora, na série da Madre Paula, O D.Francisco, sanguinário infante que este reino teve, várias vezes tentou destronar o irmão,D.João V.Como já o pai deles, D.Pedro II, destronou o irmão Afonso VI.D.António Prior do Crato travou e perdeu a atalha de Alcantara, contra as forças do sobrinho, reide Espanha,levando à perda da independência em 1580.Repito, percebe pouco destas coisas.É preciso estudar e compreender. Com quem estuda e sabe, os Alexandrinos, os Isaltinos, os Valentins, e uma larga maioria do que por aí anda,tem poucas hipóteses.Quando assim não é, são os maiores..! E são mutos e muitas vezes..! E espero não ouvir dizer mais mal dos políticos.Se alguma coisa estas eleições provaram, é que o Povo gosta disto como está…Entretanto , a dívida, atingiu os 250 mil milhões.Mas, não se preocupe.Temos um governo de “sucesso”.Estamos na maior..!

      • josé garcia

        Boa noite
        Ponto prévio 1– Não conheço qualquer candidato do P.S.D ou familiares directos nessa união de freguesias.
        Ponto prévio 2–O Senhor não foi candidato a nada, logo as referências a familiares seus é completamente desajustada.
        Vamos aos factos apoiado tão-somente pelos números da CNE.
        O candidato que o Senhor promoveu e apoiou à CM obteve este ano menos 500 votos que a Senhora do partido que concorreu à quatro anos, e relembro que essa oliveirense era muto pouco conhecida, e estava a fazer um frete político( após escassas Assembleias Municipais seguiu a sua vida e abdicou do seu lugar de vereadora).Mas o mais significativo, para além dos escassos votos nas vossas freguesias, foi o facto de em todas as outras freguesias ter obtido menos votos que as listas para a AM ou para as JF.Está tudo dito. A sua influência política com a escolha feita desceu a ´níveis baixos e digo uma vez mais que o Senhor não merecia..E não vale a pena dizer que a enorme maioria dos Oliveirenses a quem apelida de Povo anda com o passo trocado. Lembre-se daquela graça que se contava na Escola-alunos de VFX. Como sabe sou Oliveirense vivendo muito longe há muito tempo, mas tenho memória sobretudo quando o PPD perseguiu e quase matou, ouviu bem e quase matou oliveirenses que não pensavam da mesma maneira. Se isso alguma vez voltar a acontecer avise-me por favor.

        • António Lopes

          “José Garcia”: Na escola de alunos de VFX, onde tive a honra de ser o primeiro classificado, mesmo às praças ou alunos, como quiser, davam-se noções básicas de navegação.O meu amigo parece que ficou um bocado “à deriva”. Acaso não foi o meu amigo que veio dizer que nem os votos dos familiares conseguiram?

          Chamei um familiar meu, para reforçar a comparação e também, para definir o caráter.Jamais iria pedir o voto e forçar o apoio publico a um irmão de um opositor direto.Ainda por cima conseguido de forma ínvia..!

          Quanto aos votos do meu candidato e à minha derrota: Se eu me preocupasse muito com essas coisas, ou quisesse ser político a qualquer preço, como infelizmente é o vulgo, deixava-me estar caladinho e a “colher” à sombra da maior maioria de sempre, que consegui, e se mantém. .Mas,essa, não é a minha.

          Quando tentei estimular para se conseguir essa maioria, da primeira vez, em 2009, o principal responsável respondeu-me que não ia comprometer a carreira pela política.Mas, como ganhou e está instalado e vai estar, tudo junto doze anos, nunca mais se preocupou com a carreira. Está a ver a diferença?

          Eu ,tenho perdido muito com a atitude mas, sou dos que pensam que “quem troca a liberdade pela segurança não merece uma nem outra”.A frase nem é minha.

          Naturalmente, a esta altura do campeonato, não está à espera que não tenha feito essas análises todas.Para variar, a minha opinião é quase, diametralmente oposta.E, explico:

          Há quatro anos, o PSD era governo.A candidata tinha um lugar de relevância no Distrito.Era uma pessoa rodada na política. Teve outros apoios…Não comparemos.

          O PS vinha de uma governação em maioria “comprada”.Tinha uma oposição na Câmara a que se podia chamar oposição.Fez umas veleidades mas, nada comparado com este mandato, em maioria absoluta, sem rei nem roque onde, a lei, é uma coisa que se sabe que existe mas, não se cumpre.

          Ver o que foi a pré campanha e campanha, com Câmara e partido à mistura. Além do mais, o meu apoiado,com tudo contra ele, ainda conseguiu retirar duas freguesias.

          O meu apoio foi um apoio de gentileza, amizade e reciprocidade, não um apoio de opção política.De resto, estive mais contra o candidato do PS, que no apoio aos demais.Assumidamente, para o bem e para o mal..!

          Sempre militei num partido pouco habituado a vitórias, por aqui.

          Confunde-me pouco e não me desmotivam nada os resultados. Nestas vitórias todas, quer o PS quer o PSD perderam mais Câmaras que a CDU.

          Mas cantaram vitória porque ganharam ou recuperaram mais do que perderam. Para quem tanto festejou e tem tantas qualidades como é que também perdeu 12 Câmaras?As que o PSD perdeu, no computo geral, não foi para o PS. A subida do PS fez-se à custa da CDU, para meu grande desgosto.

          O PSD, coligado, subiu um por cento.Mas anda por aí o discurso que anda. “Grande derrota”..!

          Como sabe não preciso da política para nada, a não ser para a criação de uma sociedade mais justa.Ganho mais eu de reforma qua a maioria de ordenado.Por enquanto, pago o mesmo dos demais nos restaurantes e supermercados.Se está bom para os demais para mim vai desenrascar.

          Digo-lhe hoje, o que disse ontem, Este executivo não serve os interesses do Concelho.Mas se os Munícipes estão satisfeitos, o que posso eu fazer..? Valha-nos ao menos isso.Sendo que a grande maioria de quem ganhou, aqui como no País todo,representam 20, 30, às vezes 40%, da população real.

          Ninguém representa a maioria do Concelho.Não perceo tanta euforia…Portanto foram mais os que não votaram nesta solução que aqueles que votaram..! 8 400 para 20 100..!

          Que me tenha dado conta só o meu amigo José Brito, Presidente da Pampilhosa da Serra.Esse sim.Tem o apoio de mais de 50 % dos eleitores e dos votantes. Como vê, eu analiso tudo..! E arranjo números para todos os gostos..!

          E nem tudo foi mau. o grupo “dos vencidos da vida” sempre tem mais quatro anos algum “sucesso” ou pelo menos de algumas garantias…!

          • josé garcia

            Boa tarde
            Vai-me desculpar. Basta reler o meu texto inicial onde se afimava : “,,,número inferior ao total de CANDIDATOS EFECTIVOS/SUPLENTES E RESPECTIVOS AGREGADOS FAMILIARES DIRECTOS…”

          • António Lopes

            Sim.Foi a isto que eu respondi..! Os agregados votam em quem lhes apetece ou em quem merece as suas simpatias. Os votos não ficam com o nome de quem lhe pôs a cruz…