Câmara Municipal de Oliveira do Hospital cobra dois mil euros de água a casa desabitada na aldeia de Andorinha

Águas do Zêzere e Côa baixam tarifa do saneamento de 76 para 54 cêntimos, com efeitos retroactivos a 2010, e Oliveira Hospital é um dos concelhos beneficiários

Os municípios que integram o sistema multimunicipal das Águas do Zêzere e Côa chegaram a um acordo com aquela empresa que permitiu reduzir a tarifa de saneamento na ordem dos 39 por cento, baixando o metro cúbico de 76 para 54 cêntimos, com efeitos retroactivos a 2010. Um acordo que irá beneficiar os municípios, incluindo Oliveira do Hospital, num montante de cerca de 20 milhões de euros. O pacto foi formalizado na terça-feira e pretende compensar os municípios de parte dos prejuízos causados pelo facto da Covilhã ter ficado fora do sistema, o que alterou os pressupostos iniciais e agravou a factura paga pelos restantes concelhos.

O CBS tentou saber junto da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital qual o montante que a autarquia irá arrecadar com este acordo e se a baixa dos preços se irá reflectir na factura aplicada aos munícipes. Até ao momento, não chegou qualquer resposta. A autarquia liderada por José Carlos Alexandrino também não explicou quais as despesas e as receitas da autarquia neste momento no que respeita água, esgotos e resíduos sólidos e quais as que resultarão deste novo preçário.

“Trata-se de fazer justiça a uma questão relacionada com o desequilíbrio gerado pela saída da Covilhã. Este acordo vem dar razão aos municípios. Sempre disseram que o sistema ficou desequilibrado com a saída da Covilhã e que deveria ser reformulado”, explicou o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, em declarações ao Jornal do Fundão. Só esta autarquia estima-se que venha a poupar cerca de dois milhões, dos 15 milhões euros reclamados pelas Águas do Zêzere e Côa. A esta poupança poderá ainda vir a somar-se a de um outro acordo que permitirá aos municípios pagar, em termos de saneamento, apenas o equivalente a 70 por cento da água comprada, evitando assim o pagamento das águas pluviais que também chegam à ETAR.

O eleito António Lopes, que nos últimos tempos tem afirmado que a autarquia oliveirense já está a cobrar aos munícipes 300 mil euros a mais que o necessário, disse ao CBS esperar que este acordo se venha a reflectir na factura apresentada aos consumidores. “Os preços têm de ser revistos para que não sejam uma despesa para a autarquia, mas que não sejam também uma fonte de receita. Os preços devem ser adequados à luz deste novo acordo. No actual contexto, já estavam a ser cobrados 300 mil euros a mais e ninguém me desmentiu os números. Agora, os custos sofrem uma nova baixa que tem necessariamente de se reflectir na factura apresentada aos munícipes, nem que seja através de créditos faseados”, sublinhou o anterior presidente da Assembleia Municipal oliveirense, explicando que os munícipes devem pagar estes serviços ao preço de custo.

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  • Pagante e não bufante

    Sim, sim. Espere lá por isso Sr Lopes. A água tem sido uma, se não a maior fonte de receita da câmara não está à espera que o Sr Presidente deixe de fazer festas à custa da água, pois não?

  • António Silva

    É de bom tempo, o Lopes… Ainda acredita no Pai Natal? O presidente e aficionados devem estar a esfregar as mãos de contentes com esta notícia, mas é pelo fato de existir mais dinheiro para festanças e tachitos. Preocuparem-se com as pessoas? Isso é que era bom.

  • O grande

    Não terá sido uma negociação revolucionária do nosso presidente? Só mesmo o Grande Alexandrino para conseguir um feito destes. Se não estava diretamente nas negociações, estava a segurar no casaco a quem negociava. Força ALEX, o GRANDE.

  • António Lopes

    Estou.Estou à espera que baixe os preços e
    estou à espera que a Câmara honre o que disse, a primeira vez que se discutiu
    este assunto.O que foi pedido, foi o apoio de toda a Assembleia Municipal, que
    foi dado, para que se corrigissem os preços de forma a que não fossem um custo
    nem uma receita para o Município.E porque não sou para demagogias, o que peço e
    aquilo porque luto, é que a autarquia demonstre por A+B que é isso que está a
    acontecer. E eu afirmo e provo, que não é isso que está a acontecer.Num passado
    recente foi acordado que o caudal de esgoto seria pago à razão de 70% da água
    comprada,Desta forma, os caudais de chuva deixaram de ser pagos o que se
    reproduz numa redução significativa da factura a pagar à Águas do Zêzere e
    Côa.Por força deste acordo, muito recentemente a Câmara teve uma redução,
    desconto, de mais de 200 mil euros. Isto mesmo está escrito, no estudo da
    Equipa Multidisciplinar, quando diz , no seu relatório, que o consumo de água
    em 2014, foram 1 074 000 m3 e o esgoto facturado 749 200 m3. Com este novo
    acordo há uma redução de 39% no preço do saneamento.Terminado o meritório
    trabalho realizado pela equipa multidisciplinar, e reduzidas as fugas de água
    da rede, estão reunidas todas as condições para uma redução substancial dos
    preços que estão a ser praticados.Tenha-se em atenção, ainda segundo o estudo
    da equipa multidisciplinar, que dos 1 074 000 m3 comprados, só 747 000 m3 foram
    vendidos, devidos às perdas de rede e a gastos não facturados a algumas
    instituições, e a algumas reclamações atendidas algumas delas “pelas
    caras”, situação que pode e deve ser significativamente melhorada, quer
    pela redução de fugas, quer pela normalização das reclamações, quer pela
    moralização dos gastos nas IPSSs, escolas espaços desportivos etc.

    Neste momento, com inteira justiça, as facturas aos Munícipes
    já deviam considerar o desconto relativo à redução dos caudais de saneamento
    pago. Devem passar a reflectir o desconto de 39% na factura do saneamento,
    agora acordada.E deve ser reduzida de forma a evitar o preço abusivo de mais
    300 mil euros anos injusta e imoralmente aumentados, ao arrepio do que foi
    anunciado na Assembleia Municipal de 28 de Dezembro de 2013.O “TUDO PELAS
    PESSOAS” o mínimo que exige são estas correções. Já requeri, por duas
    vezes, a nomeação de uma comissão da AM para estudar os custos efectivos e
    ajustar os preços à realidade desses custos, conforme o anunciado e aprovado,
    em 28-12-2013.Já afirmei , vezes sem conta, que o abuso,quero dizer
    “roubo”, no aumento de preços é de 300 mil euros ano.Até hoje ninguém
    me desmentiu nem se disponibilizou para me provar o contrário.Pergunto: PORQUÊ?
    É isto o TUDO PELAS PESSOAS que anunciámos em Campanha? Foi para isto que
    pedimos a confiança aos Oliveirenses..? Eu, só tenho uma cara e uma palavra..!
    Não me calarei enquanto prevalecer esta injustiça. E para que conste, enviei as
    minhas contas e os documentos da Câmara, facturas da Águas do Zêzere incluidas,
    a todos os membros da AM. A responsabilidade não é só da Câmara…Também é da
    AM, que permite…

  • António Silva

    Com esta gente pode esperar sentado….