Continuando sob o tema “Desequivocar os equívocos” do meu último artigo publicado no CBS...

Ainda os equívocos

Um destes dias, eu ouvi uns comentários a propósito desse meu último artigo, que aliás tem merecido outros e desvairados comentários no “on-line”.

Pois, dizia alguém que, na opinião dele, o maior “equívoco” do PS nas listas para as próximas Eleições Autárquicas em Oliveira do Hospital, é que o PS se “enganou”…pois as eleições vão ser para a Câmara e para a Assembleia Municipal e não para a Caixa Agrícola de Oliveira do Hospital ( ou da “futura” Beira Serra)… Depois, o mesmo interveniente adiantou, mais a sério, que esta candidatura do PS, à Câmara e à Assembleia Municipal, contém, em si própria, alguns “genes” que podem fazer degenerar a futura acção autárquica em caso de sucesso eleitoral. Ou seja, esclareceu ainda, a candidatura do PS surge “contaminada” pelo “vírus” do (forte) interesse económico localizado tendo até em conta um ou outro dos declarados apoiantes. Essa condição é pois susceptível de vir a desencadear dinâmicas pouco controláveis, sobretudo em termos de pressão e planeamento urbanísticos, e isto independentemente até da “côr dos olhos” e da integridade dos futuros eleitos. Apesar de raras excepções, o (forte) interesse económico não dá apoios, investe, e depois não admite ser “contrariado”… Ora, eu acho mordazes estes comentários mas não desprovidos de algum sentido, reconheça-se também.

PSD “independente” versus PSD “oficial”

Outro equívoco, e dos maiores… Parece que vão mesmo avançar as tais listas de candidatos ditos “independentes”. Tal como surgem, afinal, são tão “independentes” quanto eu… Se avançarem, essas listas são um produto directo das conhecidas divisões internas do PSD. Saem a partir da actual direcção concelhia deste partido há muito desavinda com o candidato oficial do PSD e actual Presidente da Câmara. Vão ser “assessoradas” por gente provavelmente ligada ao CDS/PP e não só.

Portanto, é o PSD “rejeitado” pela Direcção Distrital e pela Direcção Nacional deste partido – e que assim se quer travestir de “independente” – contra o PSD oficial. Com a “bancada” PS a incentivar e a aplaudir pois espera obter por aí proveitos eleitorais que de outra forma não iria obter…

E os “independentes” do PS versus o (des)governo PS…

E, para não destoar, também os cabeças de lista do PS à Câmara e à Assembleia Municipal se afirmam como “independentes” por não estarem filiados nesse partido. Talvez seja assim. Mas, aqui, o equívoco é que, dessa forma, eles pretendem arranjar espaço de manobra perante o descontentamento popular em consequência das más políticas do (des)governo PS… Todavia, eles não esclarecem, por exemplo, é por que razão não “alinharam” na lista que agora aparece como sendo de “independentes”- e foram sondados para isso – e preferiram entrar nas listas PS. Ou seja, para as autárquicas, o PS de Oliveira do Hospital tenta fazer crer que é o PS “bom”, em contraste com o PS do (des)governo que é o PS “mau” no dizer dos próprios cabeças de lista às Autárquicas.

Claro que para o “núcleo duro” do PS concelhio, isto para já até interessa ( apesar de ter de engolir um ou outro “sapito”…) pois pode contribuir para arranjar votos precisamente à custa das personalidades exteriores que por cá arranjou (ou que lhe arranjaram) como cabeças de lista. Mas trata-se de um equívoco político a que também se chama “branquear” a desgraçada acção do (des)governo PS onde se inclui uma verdadeira perseguição ao nosso Concelho da qual abundam exemplos concretos.

Além do mais, em caso de sucesso eleitoral no nosso Município, na noite das eleições, será o Sócrates e “restante” PS a cantarem vitória nas televisões ( se o Sócrates ainda for o Secretário-Geral do PS a 11 de Outubro já que vai haver Legislativas antes, a 27 de Setembro…).

Pois, ao que se vê, o que “está a dar” é mesmo esta conversa demagógica em torno das ditas “independências” em relação a isto e àquilo…

E o equívoco dos equívocos…
Observe-se com atenção a “gritaria” nacional, mediatizada, entre o Governo PS e a liderança do PSD a propósito das pressões governamentais e partidárias sobre a comunicação social e sobre compras e vendas, ao desbarato, de erário público.

Cada um desses dois partidos, os seus “chefes” e “chefezinhos”, uns e outros acusam-se publicamente de serem incompetentes e mentirosos.

Ora, diga-se que nós reconhecemos razão a PS e a PSD quando de tal “eles” se acusam mutuamente… Aliás, será mesmo das poucas vezes que “eles” falam verdade em público… De facto, cada um desses dois partidos, por vezes “assessorado” pelo CDS/PP, tem dado cabo do País e da nossa vida enquanto, à vez, um e outro têm andado pelas (des)governações durante mais de 30 anos.

Na “gritaria” que volta e meia ensaiam para tentar mostrar que até são diferentes – quando de facto o não são quanto ao essencial das suas políticas – cada um desses partidos tenta provar que o outro ainda consegue (ou conseguiu) fazer pior no (des)governo…em vez de provarem que são capazes de fazer melhor do que fez ou faz o outro.

Esta “alternância” entre PS e PSD – consumada na política única embora aplicada por esses dois partidos “siameses” – esta “alternância” (des)governativa de sucessivos “ainda piores”, é o grande equívoco “pai” de todos os equívocos políticos no nosso País durante os últimos trinta e tal anos.

Perante a experiência, nós diremos que Portugal só terá todas as condições políticas para o desenvolvimento económico e social, quando PS e PSD estiverem, os dois, na oposição, ao mesmo tempo,!

Daí que os próximos actos eleitorais constituam mais uma oportunidade para as Portuguesas e os Portugueses mudarem as suas opções de voto com o objectivo de se conquistar a ruptura democrática com esta (má) política única de PS // PSD // CDS que nos tem desgraçado a vida .

Para isso, é indispensável aumentar a votação da CDU. O “resto” virá por acréscimo e será benéfico para nós todos e para cada um de nós. 

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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