Carrinhas cheias de lixo e a identificação de “lixeiras ilegais” pelo caminho. Este é o resultado da acção de limpeza do Rio Alva que está a decorrer desde...

ALERTA limpa margens do Alva e detecta “lixeiras ilegais” pelo caminho

…ontem em algumas zonas dos concelhos de Arganil e Oliveira do Hospital. No total, a iniciativa envolve cerca de 45 pessoas que percorrem margens e valetas a pé e com recurso a canoas.

O percurso entre Barril do Alva e Coja, no concelho de Arganil foi, ontem, o primeiro a beneficiar da limpeza que contou com a participação de 31 pessoas, das quais 24 eram voluntárias. Hoje, a acção incide entre São Gião e Caldas de São Paulo embora com a participação de apenas 14 elementos. A recolha de material não orgânico decorre nas margens do rio, a pé e com recurso a canoas – o grupo Transerrano colabora na acção – e também nas valetas das estradas de acesso às praias fluviais.

“Há realmente muito lixo. Ontem ficámos com esta carrinha completamente cheia”, contou Arlette Graven ao correiodabeiraserra.com referindo-se à limpeza realizada no concelho de Arganil, onde foram recolhidos bidões, cadeiras plásticas e outros resíduos com a prevalência de recipientes plásticos.

Ao princípio da manhã de hoje, os intervenientes na acção operavam junto à praia fluvial de São Gião. Os sacos de recolha de lixo iam-se amontoando nas canoas e, à beira da estrada, a carrinha ia ficando sem espaço para tanto lixo. Garrafas de água, pacotes de cigarros e sacos plásticos foram os resíduos mais encontrados pelos defensores do ambiente que, pelo percurso, foram detectando a existência de “lixeiras ilegais” às quais não conseguiram fazer face por falta de meios. “Já as identificámos e vamos informar a Câmara Municipal”, referiu Arlette Graven, no mesmo momento em que se deparava com um amontoado de lixo a que não podia aceder por se encontrar numa ladeira com declive acentuado e acesso dificultado. Sublinhe-se que os voluntários chegaram a encontrar sacos plásticos com corpos de animais mortos já em avançado estado de decomposição.

De luvas nas mãos, os defensores do ambiente não hesitavam em recolher o mais possível com destaque até para resíduos de obras de construção civil, “Os bebedores de água, os fumadores e os empreiteiros são os mais poluidores”, constatou a responsável pela associação que pretende continuar com esta acção de limpeza até que “o lixo desapareça e as pessoas tomem consciência do drama que é poluir a natureza”. Adiantou ainda que a associação vai colaborar na realização de uma acção semelhante nas margens do Rio Mondego. Para além do apoio dos voluntários, a acção contou também com a colaboração das Câmaras Municipais de Oliveira do Hospital e Arganil.

A ALERTA tem ainda em vista a promoção de uma sensibilização da população contra o uso de sacos plásticos. “Vamos falar com o Intermarché para deixar de disponibilizar sacos plásticos, mas antes outros recipientes como grades para o transporte das compras”, contou Arlette Graven.

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