Alexandrino acusa presidente do PSD oliveirense de “atitude neo nazi”

… usada pelo líder do PSD em conferencia de imprensa e acusou António Duarte de ter uma “atitude neo nazi”.

Já tinha comparado o discurso de António Duarte àqueles que eram proferidos “há 80 anos em defesa da raça ariana”, mas ontem o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deixou de lado os rodeios, para de forma direta, acusar o líder do principal partido da oposição no concelho de ter uma “atitude neo nazi” porque ao referir-se ao executivo municipal como sendo “seres menores”, “pensa que isto era como na raça ariana”. Uma atitude que José Carlos Alexandrino reprova e que está certo não será “admitida pelos oliveirenses”.

O presidente da Câmara falava assim ontem, em reunião da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital e momentos após a intervenção “destrutiva e sem pés nem cabeça” protagonizada pelo deputado do PSD, Rui Abrantes, que para além de justificar a ausência do partido das comemorações do 25 de abril com o argumento da falta de democracia no decorrer do presente mandato – “25 de abril sempre. Mas por não ter sido sempre neste último mandato é que o PSD não se fez representar”, frisou – foi àquele órgão reproduzir o chorrilho de críticas que tem sido próprio do presidente do PSD concelhio.

“Desemprego, falta de acessibilidades, execução de pequena obra, política de betão para os amigos, aliciamento e compra de pessoas e votos, falta de instalações para a ESTGOH e falta de sensibilidade para lidar com o governo”, foram apenas algumas das acusações que Abrantes dirigiu ao executivo municipal. “Continuamos a não entender o que a candidatura do PS queria dizer com mudança”, referiu o deputado que, de dedo em riste às “obras eleitoralistas e de fachada e ao clientelismo”, disse a José Carlos Alexandrino que “a crítica que fazia há três anos e meio é uma carapuça elástica que também lhe serve”.

Uma postura que o presidente da Câmara disse não encaixar no Rui Abrantes de mandatos anteriores. “Este Rui Abrantes não foi o mesmo que eu conheci, não é o mesmo deputado do tempo de Mário Alves”, disse surpreendido o autarca, questionando o motivo da mudança. “Não sei o que aconteceu. Se sofreu osmose ou uma transformação. Lembrou-se de dizer tudo de mal”, comentou José Carlos Alexandrino que, no imediato, disse não acreditar que o deputado tenha sido o único autor da dura intervenção. “Mas olhe, o pior cego é o que não quer ver”, continuou o presidente que rejeitou ser responsabilizado pelo impacto que as políticas do governo têm ao nível do desemprego, por exemplo. Pelo contrário, o autarca mostrou-se certo de que o seu executivo está a fazer um “grande mandato” e desvalorizou a “jogo da mentira” usado pelo PSD concelhio. “Incomoda-vos a boa relação com os presidentes de Junta e vocês chamam-lhe de coação”, frisou o autarca que também negou que o município tenha pago “cinco mil almoços” aos visitantes a Feira do Queijo.

Em matéria de obras “eleitoralistas”, Alexandrino tem a lamentar que antes as mesmas fossem consideradas necessárias e que agora não o sejam, só porque vão ser inauguradas perto das eleições. Respostas que o presidente dirigiu a uma fação do PSD, porque se recusa a colocar todos os social-democratas no mesmo saco.

“Um grandessíssimo frete…”

Visado pela crítica à falta de democracia, o presidente da Assembleia Municipal revelou-se surpreendido por, pela primeira vez, naquele órgão onde garante primar pelo “clima de diálogo”, ouvir queixas de falta de democracia. “ Em que casos é que se considera que houve sonegação de democracia no concelho? Onde é que as pessoas não são atendidas? A mim não me tem sido posta qualquer situação”, reagiu António Lopes, mostrando-se disponível para “discutir a temática da falta de democracia e favoritismos em termos de empregos”. Compreensivo para com a luta política que é própria dos períodos eleitorais, o presidente da Assembleia apelou a que a mesma decorra com “elevação, pelo menos nos níveis mínimos”.

Numa reunião que aconteceu no rescaldo das comemorações do 25 de abril, que primaram pela ausência do principal partido de oposição no concelho, o PSD deixou ontem o deputado do PSD Rui Abrantes em situação de alguma fragilidade, vendo-se forçado a, de forma solitária, ser alvo das várias críticas dos demais deputados. “Vieste fazer um grandessíssimo frete”, chegou a comentar o socialista Francisco Garcia. “Parte do PSD dá muito mau sinal de que tem sérias dificuldades em lidar com a democracia”, disse João Dinis, da CDU. “Só gente que efetivamente não tem nada a ver com democracia e são pseudo-democratas se pode dar ao luxo de fazer um comunicado de imprensa vergonhoso”, disse também o socialista Carlos Maia. De entre as várias vozes, nem uma se ergueu para apoiar o PSD concelhio e o deputado – é também vice presidente do PSD – ali presente. Pelo contrário, o ex presidente de Câmara, o social-democrata Mário Alves, marcou, pela primeira vez neste mandato autárquico, presença na Assembleia Municipal, num claro sinal de apoio ao caminho trilhado pelo executivo de José Carlos Alexandrino.

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