Alexandrino admite via jurídica para impedir constituição de mega agrupamento

… a “luta continua” e que o caminho a seguir é o da “via jurídica”.

“Não me sentarei à mesa com essas pessoas porque me sinto enganado”, afirmou ao final da manhã de hoje o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, dando como certa a luta da autarquia, pela via jurídica, contra o que considera ser um “atentado” à qualidade educativa concelhia, perpetrado pela Diretora Regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira.

Em causa está o recente anúncio de agregação dos quatro agrupamentos escolares e da Secundária oliveirense num único mega agrupamento, composto por perto de três mil alunos e que – acusa Alexandrino – é resultado de uma “falsa negociação”, porque “afinal, já estava tudo decidido”.

O autarca que se diz “enganado” por Cristina Oliveira, recorda a participação daquela responsável numa reunião realizada, em dezembro passado, na Câmara Municipal onde, apesar de advertida sobre a suspeita de que a decisão já estaria tomada, a diretora regional “fez uma telenovela para fazer parecer uma negociação”.

“Senti-me usado, tal como todos os diretores e demais comunidade educativa”, confidencia o presidente do município, admitindo que na última semana o concelho viveu “uma semana negra”, com o anúncio de criação de um único mega-agrupamento,de que teve conhecimento pela comunicação social. “Só 24 horas depois é que nos enviam um comunicado assinado pela diretora de equipamentos escolares e que é a mesma pessoa”, informou José Carlos Alexandrino, que nem sequer hesita em considerar que o caminho seguido por Cristina Oliveira em todo o processo teve claros objetivos políticos, assumida que já é a sua candidatura pelo PSD à autarquia oliveirense.

“Acho que é uma opção política”, afirma convicto o autarca, lembrando porém que tal facto também trará consequências políticas, avisando o PSD de que a equipa da qual faz parte “cá estará para lembrar que foi Cristina Oliveira que avançou com a proposta de criação de um mega agrupamento, ao arrepio dos princípios éticos e com claros fins políticos”.

Certo de que a decisão tomada em nada contribui para a qualidade educativa do concelho, antevendo-se os prejuízos daí decorrentes, José Carlos Alexandrino lamenta que neste processo tenham sido rejeitados os resultados preliminares do projeto educativo local, que tem contado com o contributo dos vários agentes educativos concelhios, apostados que estão na defesa de uma “educação de qualidade”. Neste domínio, o autarca regista a “falta de ética e de lealdade institucional demonstrada pela então Diretora Regional da Educação do Centro ao longo deste processo, no qual assumiu desde o início uma posição dogmática e intransigente na defesa de um único agrupamento, mostrando-se insensível às opiniões e argumentos dos diversos parceiros auscultados”.

“Esta agregação vem ao arrepio do sentir das comunidades escolares”, insiste o autarca que diz não ter conhecimento da existência de outro concelho onde tenha ocorrido a agregação de cinco agrupamentos. “Foi ao arrepio de tudo e de todos”, regista, responsabilizando Cristina Oliveira pelos “prejuízos futuros”.

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