Alexandrino e Lopes já são candidatos oficiais à Câmara e Assembleia Municipal

Foi sob o lema “Oliveira do Hospital tem futuro” que o presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, José Francisco Rolo, apresentou esta tarde, em conferência de imprensa sem lugar a questões dos jornalistas, os candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal.

José Carlos Alexandrino e António Lopes são os homens do momento, numa altura em que o PS é o primeiro partido político a tornar público, um projecto que visa pôr termo à governação que vem sendo protagonizado por Mário Alves.

A dar a cara pelas apostas socialistas, surgem também importantes figuras da política e do tecido empresarial, como sejam António Campos, mandatário da candidatura de Alexandrino e Fernando Tavares Pereira, coordenador da Comissão de Honra da mesma candidatura.

“Saber ser, saber estar e saber fazer bem”. Foi desta forma que José Francisco Rolo resumiu as capacidades que identifica em José Carlos Alexandrino enquanto professor e formador capaz de “aglutinar vontades”. Foi de resto, esta a capacidade que mais ecoou no quarto andar do Hotel São Paulo, onde se reuniram dezenas de pessoas para apoiar a candidatura de Alexandrino e António Lopes.

“Se há alguém que pensa integrar a minha lista por interesses pessoais, aconselho-o a não fazê-lo”

“Eu serei o traço de união entre as pessoas”, garantiu o candidato à Câmara Municipal, deixando também a certeza de, em caso de vitória, liderar um “equipa forte” e de se bater por “decisões partilhadas e discutidas”.

Também as freguesias mereceram as palavras de apreço do candidato que, já por ocasião da convenção autárquica do PS realizada em 2008, se tinha referido contra a sua discriminação.

“Comigo não haverá freguesias que são obrigadas a mudar de cor política para ter obra”, defendeu, sublinhando também que o objectivo central da sua candidatura será o do “apoio ao desenvolvimento económico para a criação de postos de trabalho” que potencie a fixação de jovens.

Incluiu neste processo, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, equacionando protocolos com Universidades.

 

Atribuiu a António Lopes e Tavares Pereira as responsabilidades por, nesta altura, estar a protagonizar uma candidatura à Câmara Municipal e lembrou o facto de o seu projecto estar aberto a cidadãos “sérios, disponíveis, competentes para trabalharem por Oliveira”.

Mas, avisou: “se há alguém que pensa integrar a minha lista por interesses pessoais, aconselho-o a não fazê-lo”. É que, como adiantou, o interesse público “será o interesse a ter em conta”.

“Estou perfeitamente à vontade. Não me incomoda rigorosamente nada

Desvalorizando comentários do género de “vira casacas”, António Lopes deu hoje oficialmente a cara como candidato pelo PS à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital. O ex-militante da CDU – em 2005 foi eleito presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira e deputado municipal na AM oliveirense – garantiu estar de “corpo e alma” no projecto “Oliveira do Hospital tem futuro” que espera – “empenharei-me até ao limite das minhas forças”, frisou – seja “ganhador”.

José Francisco Rolo apresentou o candidato como sendo uma “força da natureza”. A comparação é resultado do percurso de vida que Lopes tem vindo a protagonizar, enquanto “homem que liderou, teve ideias e bateu-se por elas”. “Correu-lhe bem a vida, mas a generosidade dele permite-lhe ser altruísta”, considerou o líder local dos socialistas.

“A minha bandeira é o concelho. Estou neste projecto, porque este projecto quer mudar e fazer melhor pelo concelho. Portanto, eu não tive que mudar rigorosamente nada”, sustentou António Lopes, garantido ser “o mesmo de sempre”.

Numa espécie de justificação relativamente à transição política por que passou, Lopes lamentou a falta de “solidariedade daqueles que tinham obrigação” de lha prestar.

Ao invés, explicou que foram pessoas do projecto que agora integra, que estiveram consigo. Quanto ao actual desafio, o candidato contou que não teve que se adaptar em nada, nem teve necessidade de mudar o seu discurso, nem a sua postura por não verificar “nada divergente”. “Estou perfeitamente à vontade. Não me incómoda rigorosamente nada”, frisou Lopes.

 Sobre a sua postura à frente dos destinos da Assembleia Municipal, António Lopes garante ser justo para com todos os deputados, porque embora reconheça que “cabe às maiorias a tomada de decisões”, tal não significa que “as minorias não tenham ideias válidas”.

“Esta equipa é óptima em comparação com aquilo que está ali…”

Com um discurso entusiasta, como já é timbre das suas intervenções, António Campos teceu rasgados elogios aos candidatos que “têm o perfil ideal, não para agora, mas para há oito anos atrás”.

“Esta equipa é óptima em comparação com aquilo que está ali”, sustentou o ex eurodeputado socialista, na certeza de que, em caso de vitória, o concelho “também vencerá”.

A consensualidade verificada na escolha dos candidatos foi um dos aspectos que António Campos fez questão de frisar enquanto sinal de um partido unido e disponível para discutir ideais.

Campos revelou-se crítico quanto à política que vem sendo posta em prática pelo executivo em exercício. “Não podemos ter a pretensão de ter alguma coisa com um presidente que não se move e não vai dialogar com as pessoas certas”, sustentou, destacando a necessidade do concelho em ter “homens de acção que sejam capazes de ir aos sítios certos e de viabilizar a vida económica”.

Não deixou ainda, de se manifestar contra o “ataque feroz” que vem sendo produzido pelo PSD nacional, relativamente à construção da rede de acessos no interior e lembrou: “nós ainda circulamos nas estradas da monarquia, só que têm alcatrão e foram-lhes retiradas algumas curvas”.

Munido de uma forte dose de confiança nas capacidades de Alexandrino, Fernando Tavares Pereira lembrou o homem que conheceu há mais de 20 anos e que, enquanto treinador de futebol “sempre cumpriu com as suas obrigações”.

Também Horácio Antunes, Vice-presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra falou de uma candidatura “entregue em boas mãos” e de um projecto capaz de congregar vontades, militantes de outros partidos e simpatizantes.

Apesar de as atenções recaírem essencialmente sobre Alexandrino e Lopes, também o nome de César Oliveira foi repetidamente evocado para recordar o trabalho desenvolvido e as mais valias proporcionadas ao concelho oliveirense.

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