Alexandrino defende “trabalho de articulação” no combate aos incêndios florestais

 

Numa espécie de antecipação ao período propício a incêndios florestais que se avizinha, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital destacou, no último sábado, a importância do “trabalho de articulação” entre as duas corporações de bombeiros do concelho, associações florestais e gabinete técnico florestal da autarquia.

Numa intervenção que assinalou a abertura do seminário “Incêndios florestais” que decorreu ao longo de todo o dia no Salão dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino recuou ao ano de 2010 para constatar o “trabalho excelente” que “foi possível realizar”.

“Poderíamos estar aqui a falar de um milhar de hectares ardidos”, considerou Alexandrino, verificando que Oliveira do Hospital encerrou 2010 com 161 ocorrências e 140 hectares de área ardida.

“Trata-se de um número bastante elevado”, continuou o responsável, lembrando que alguns incêndios foram combatidos em condições climatéricas “muito adversas, com ventos fortíssimos”.

Alexandrino não deixou ainda de considerar que algumas ocorrências tiveram “mão criminosa”, porque não entende como normal que, no concelho, existam seis incêndios ativos ao mesmo tempo.

No combate aos incêndios florestais, o presidente da autarquia considerou também importante a parceria com a ADESA, bem como a “boa articulação”, com as corporações dos concelhos que fazem fronteira com Oliveira do Hospital, algumas das quais representadas no seminário.

Defensor do trabalho prático e em equipa, José Carlos Alexandrino manifestou alguma relutância relativamente às “teorias” que definem as estratégias de combate a incêndios florestais. “Há planos bem feitos, mas às vezes no terreno não resultam em absolutamente nada”, constatou, considerando ainda importante o”forte apoio” que o município dá às corporações.

O presidente da Câmara não esmoreceu quando o assunto dizia respeito à redução de meios que constituem o dispositivo distrital de combate a incêndios. Como vem sendo timbre das suas intervenções, Alexandrino colocou a tónica na capacidade de com pouco, fazer muito. “Com arte e engenho, seremos capazes de fazer com menos, o que fizemos no ano passado”, constatou.

Durante o seminário foram abordadas várias temáticas, como o Sistema de Comando Operacional, o papel do município na prevenção estrutural de incêndios florestais, GIPS, emprego de máquinas de rastos em incêndios florestais, uso do fogo na prevenção e na supressão de incêndios florestais e ADESA – Uma Associação Intermunicipal ao serviço da Defesa da Floresta Contra Incêndios.

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