Alexandrino foi a Lagos da Beira assinar acordos de cooperação e assumir saneamento básico como uma “prioridade”

Lagos da Beira viveu, ontem, um dia de festa, que ficou marcado pela concretização do sonho de abertura ao público da biblioteca Museu Tarquínio Hall e do lançamento do livro “A Quinta das Tulipas” do artista multifacetado Vítor Paulo Fernandes.

Numa cerimónia que, em alguns momentos, se deixou contagiar pela emotividade, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital partilhou ainda com a população o investimento feito na freguesia e procedeu publicamente à assinatura de protocolos com a Junta de Freguesia e coletividades relativos à realização de obras, atribuição de subsídios e outros apoios.

120 mil Euros foi o valor total do pacote com que a equipa eleita pelo PS e dirigida por José Carlos Alexandrino brindou o povo de Lagos da Beira que, vai passar a dispor de um parque infantil no espaço da biblioteca museu Tarquínio Hall (12 mil Euros) e de infra-estruturas de saneamento na rua Dr. Carvalho Monteiro (15 mil Euros).

Representando um aumento de 20 por cento em relação a 2010, o subsído de 24 828 Euros atribuído à autarquia local integrou o pacote de investimento, bem como a atribuição de 15 mil euros, para a requalificação da sede da Associação de Melhoramentos da Póvoa das Quartas e de 2 385 Euros de apoio à aquisição de instrumentos musicais para o Grupo Musical e Cantares da Freguesia de Lagos da Beira. O apoio anual às coletividades da freguesia cifrou-se em 3500 Euros.

Com realização na sede da Associação Desportiva de Lagos da Beira, a cerimónia não ficou alheia ao facto de se tratar de uma coletividade que padece de crise diretiva e que, nesta altura, não dispõe de corpos sociais ativos.

Uma situação que a Câmara Municipal espera que seja resolvida como forma de tornar legal o subsídio de 250 Euros atribuído ao Grupo de Jovens e 1750 Euros ao Grupo Musical e de Cantares e que são parte integrante daquela coletividade.

“É extraordinário verificar a descentralização de verbas às Juntas de Freguesia”

O investimento anunciado na freguesia, bem como a descentralização de verbas mereceram o apreço do presidente da Junta de Freguesia de Lagos da Beira que classificou de “extraordinária” a prática seguida pelo executivo municipal.

“É prova de que o município confia nos governantes locais”, considerou José António Guilherme que também elogiou a postura da equipa camarária, que “sempre procurou atender, dentro dos possíveis, as pretensões da Junta de Freguesia”.

Ainda que em dia de festa, Guilherme não deixou de se revelar preocupado com as carências ao nível de saneamento básico que “urge resolver”. “Em Lagos, Chamusca e Póvoa das Quartas, as fossas públicas não satisfazem as populações”, frisou.

A dificuldade encontrada ao nível da criação da Fundação Virgílio Hall da Fonseca destinada a tornar real a intenção do filho da terra que, em testamento legou 335 mil Euros e dois apartamentos em Armação de Pêra, destinados a uma obra de cariz social a construir na freguesia, foi outra das fragilidades encontradas pelo autarca que, também, lamentou a dificuldade com que a Junta se tem deparado ao nível da aquisição de um terreno destinado a acolher o futuro centro de dia/ lar de idosos da freguesia.«« Veja vídeo»»

Alexandrino quer melhorar modelo de descentralização

Decidido a respeitar aquela que foi a decisão do povo nas últimas eleições autárquicas, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deu conta da sua disponibilidade para continuar a trabalhar “em parceria” com os autarcas locais, independentemente da sua cor política.

Porém, num ano em que canalizou 624 mil Euros para as juntas de freguesia, José Carlos Alexandrino considerou que, em nome do respeito que deve haver em relação aos dinheiros públicos, é necessário “melhorar” o modelo de descentralização. ««Veja vídeo»»

“Há Juntas de Freguesia que o empregam bem, mas há outras que tem que ser fiscalizadas porque o dinheiro nem sempre é bem empregue”, referiu o autarca que numa alusão direta ao ex-presidente da Câmara que, ontem, marcou presença na cerimónia, disse ter “grande respeito” pelos seus antecessores, dos quais herdou “uma Câmara Municipal equilibrada financeiramente”.

“Quando a entregar, gostaria que ela tivesse o mesmo equilíbrio”, confessou, lembrando que outras câmaras devido a “políticas suicidas de endividamento, não têm capacidade financeira para utilização dos quadros comunitários”.

Ao povo de Lagos da Beira, Alexandrino deixou ainda a garantia de continuar a pugnar pela resolução do problema decorrente da falta de saneamento básico. “É imperativo”, considerou o presidente da Câmara Municipal que assumiu esta matéria como uma “prioridade do seu executivo”.

“O meu concelho não pode ter qualidade, enquanto tiver situações como as que existem na Chamusca e Lagos”, continuou, defendendo uma “avaliação das opções financeiras” para que a autarquia possa dar estes problemas como resolvidos.

Relativamente ao legado de Virgílio Hall da Fonseca, Alexandrino garantiu que está a ser estudado o melhor modelo – “fundação ou IPSS”, explicou – para gestão da verba deixada e destinada à construção de um centro de dia ou lar de idosos que sirva a população de Lagos da Beira.

“Vale mais demorar para fazer bem, do que fazer precipitadamente”, sublinhou o autarca, que pretende que o modelo que venha a ser adotado, seja o menos dependente possível da Câmara Municipal.

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