Alexandrino inaugurou relógio de sol em Ervedal da Beira e alertou para o perigo da desertificação

 

A freguesia de Ervedal da Beira deu este fim de semana mais um passo importante na história da sua existência. Para além de ter sido brindada com um relógio de sol, localizado no largo do Leque, a freguesia prestou, através da inauguração do monumento oferecido por Vasco Nuno de Melo, homenagem ao falecido e muito recordado Sebastião Ferrão de Melo Júnior que, entre outros escritos, é autor de “Ervedal de Outros Tempos”.

“Ervedal da Beira vai ser mais conhecido do que aquilo que é. Há-de haver muita gente que vem cá de propósito para ver o relógio”, teve a oportunidade de afirmar o sobrinho do homenageado e gnomonista que presenteou a freguesia com o relógio de sol.

Na cerimónia que, no último sábado, juntou a família ervedalense em pleno centro da sede de freguesia fizeram eco os sucessivos agradecimentos e palavras de reconhecimento aos membros da família Melo – “trata-se de uma família a quem o Ervedal da Beira vai estar eternamente grato”, referiu o presidente da Junta, Carlos Maia – mas também não faltaram as considerações sobre o presente e futuro da freguesia.

“Em 2012 teremos um Teatro diferente, uma casa mais moderna…”

A jogar em casa, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital partilhou o orgulho que sente por ser natural de Ervedal da Beira, mas tranquilizou os oliveirenses com a certeza de que prima pelo tratamento igual para com as restantes 20 freguesias.

No dia em que também ele não poupou elogios ao homenageado, a ex autarcas e ex membros da liga de Melhoramentos de Ervedal da Beira, José Carlos Alexandrino apelou à “crítica construtiva” dos ervedalenses, porque os políticos existem “para fazer melhor e não para fazer pior”.

Numa intervenção que teve lugar numa zona alvo de requalificação, o presidente garantiu que, embora não sendo “hora de ajustar contas políticas” – “importa é desafiar o futuro”, referiu – a freguesia de Ervedal da Beira tem obras em andamento.

Ao povo de Ervedal da Beira, o filho da terra teve ainda oportunidade de anunciar a atribuição por parte do PRODER, de um subsídio de 120 mil Euros destinado à recuperação do Teatro de Ervedal da Beira, cujas obras estão estimadas em 200 mil euros.

“Em 2012, teremos um teatro diferente, uma casa mais moderna sem perder a traça original em honra de quem o fez”, informou José Carlos Alexandrino que, fez também questão de elogiar a capacidade de reivindicação do presidente da Junta de Freguesia, Carlos Maia.

“Hoje temos uma população completamente envelhecida e com problemas de fixação”

O presidente da Câmara não ficou contudo alheio aos resultados dos últimos censos e confessou-se preocupado com a perda de 14 por cento da população na última década, num total de 138 pessoas.

“Hoje temos uma população completamente envelhecida e com problemas de fixação”, afirmou responsabilizando as políticas seguidas pelos sucessivos governos de encerramento dos serviços.

“Ninguém sem condições se fixa no interior”, alertou o autarca, na certeza de que “o governo tem que olhar para o interior de outra maneira”.

Empenhado em proteger, através de arquivo, tudo aquilo que é espólio ervedalense, o presidente da Junta de Freguesia sublinhou a importância de Ervedal da Beira continuar a ter amigos como os da família Melo e outros nomes.

Com uma intervenção sentida por aquilo que é a história da localidade, Carlos Maia apelou ao envolvimento dos jovens nas causas da freguesia e não hesitou em reprovar a atitude dos “cobardes” que via facebook “criticam tudo e todos e a sua terra”. “Para essa gente quero dizer basta, chega de denegrirem a nossa terra”, afirmou.

Filarmónica já teve melhores dias…

Primando por uma ausência muito visível, a Filarmónica Ervedalense – foi substituída pela congénere de Aldeia da Dez – não ficou esquecida nas intervenções.

“Faço apelo a todos, para que se sentem juntos e falem de forma desafogada, sem sofismas e sem pedras no sapato”, afirmou o presidente Carlos Artur Maia na expetativa de que “daqui a pouco tempo” possa ver a filarmónica em atividade.

Compreendendo os “momentos altos e baixos” a que estão sujeitas as instituições, o presidente da Câmara Municipal também deixou votos para que os jovens que hoje sentem a partida do seu mestre se possam entender e dar nova vida à Filarmónica.

LEIA TAMBÉM

Cemitério de Nogueira do Cravo vai ser ampliado

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou na sexta-feira o alargamento do cemitério de …

LMAN promove “peregrinação” ao Santuário de Nossa senhora das Preces em Vale de Maceira

A Liga de Melhoramentos Desporto e Cultura de Aldeia de Nogueira (LMAN) vai realizar no …