Alexandrino pondera transformar a EXPOH num evento focado em exposições de grandes concertos

O Grupo musical Função Públika encerrou ontem a EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital, que teve início na terça-feira. A organização estima que tenha passado muito público pelo evento, particularmente para assistirem aos espectáculos de José Cid, Carlão e Função Públika. O sucesso deu mais uma ideia ao presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, que pode revolucionar o conceito da EXPOH: transformar o evento numa “exposição ou feira de concertos”.

“O Parque do Mandanelho tem condições para servir para uma exposição ou feiras de concertos. Para isso, precisamos de ‘sponsors’ nacionais fortes e criar um modelo novo”, admitiu, mostrando-se convencido que será uma opção a ter em conta._DCS0041 (Medium)

Do orçamento real desta feira é que se ficou a saber muito pouco. O autarca recusou-se, mesmo em declarações à Rádio Boa Nova, o órgão que acompanhou intensivamente a iniciativa, a referir os números previstos para o evento. “Com estas coisas tenho sempre muito cuidado porque a minha oposição baralha sempre de forma habilidosa os números. Se disser que tenho uma previsão de 45 mil e depois as receitas e despesas forem de 30 mil de diferença, eles somam e dizem que dá 75 mil”, justificou José Carlos Alexandrino, adiantando porém que esta “foi a feira mais barata de sempre” na qual “o investimento não deve ter ultrapassado os 25 ou 30 mil euros, contra os 53 mil do ano passado, como foi devidamente anunciado”, sublinhando que há “muitas contas ainda a fazer”.

António LopesO eleito António Lopes é que não fica nada satisfeito ou convencido com estas declarações do autarca sobre os 53 mil euros anunciados. Lopes faz referência, em declarações ao CBS, aos diferentes números avançados pelos elementos do executivo para o mesmo evento, para concluir que é o autarca que anda muito baralhado e com muitos malabarismos, tanto nos números, como em quase tudo. “A oposição não inventa nada. São os vários números da Câmara que estão nas actas. Além do mais, num conveniente ‘malabarismo’ a Expo é organização “conjunta” da Câmara e ADI. A Câmara paga despesas directas e a ADI gasta o que lhe entregam. Deste modo é sempre difícil apurar-se os números verdadeiros”, refere António Lopes que promete fazer tudo para que os valores verdadeiros sejam apurados.

O anterior presidente da Assembleia Municipal acusa ainda o autarca de ter dificuldades com o português e com números. “Tem dificuldades com a nossa língua, com a economia e com a matemática. E não devia ter, já que é gestor de um Concelho e é professor. Depois não sabe o que é custo, o que é receita e o que é ‘deficit’. Ora. Se a Expo 2014 teve um ‘deficit’ de 53 mil e teve 26 mil de receita, o total das despesas terá sido 81 mil. Elementar”, continua António Lopes.

O eleito recorre a documentos oficiais (actas) para procurar demonstrar que a confusão nasce dentro do executivo autárquico e não em quem tem o dever de fiscalizar. “Está em acta, para a vereadora Graça silva, teve uma despesa de 45 295,61, uma receita de 26 899,64, ou seja, um défice de 18 395,97 euros, valor aprovado em reunião. Nessa mesma reunião, o Vice-presidente, Francisco Rolo, disse que desta correlação resultou um diferencial de 18 395,97 euros a que acresce, ainda um investimento…da Câmara Municipal de 32 287,25, o que dá 50600 euros. Isto está nas actas. Quem são os malabaristas, quem é que se baralha?”, questiona, concluindo que “a oposição limita-se a ler e a denunciar os disparates”.

_DCS0037 (Medium)À parte dos números, José Carlos Alexandrino sonha agora com um novo modelo exposição. “Um grande encontro, com uma grande representação do comércio e da indústria local. Se fazemos os melhores fatos do mundo e ainda não os temos aqui é porque não temos possibilidades. Quero ver se para o ano é possível levar a EXPOH para o espaço da Feira pelo menos por um ano. Para fazer essa grande feira precisamos de um cartaz de 150 mil euros, o que não é fácil. Vamos ver se é já possível para o ano ultrapassar isso”, resumiu, adiantando que tomando este como “ano zero” vai servir para uma profunda análise, em que se admitem vários cenários para o futuro. Um deles passa por voltar ao modelo anterior, com mais dias. Outro será levar o evento para o espaço da Feira. Finalmente, o mais radical mudar complemente o figurino do certame, passando a ter uma orientação mais focada em concertos.

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  • António Lopes

    Finalmente, uma medida inteligente..! Convencido que está que para desenvolver a economia não é o seu ramo de negócio(core business”),há que mudar para aquilo que melhor se sabe fazer, não querendo dizer que o faça bem… AS FESTAS..!
    Desta vez, estou de acordo.Não com o objectivo.Com o reconhecimento das reais capacidades…Em coerência, passaremos a ter não um presidente de Câmara mas, um empresário artistico..,com a vantagem de ter sido eleito democraticamente..! Definitivamente, o Senhor Presidente da Câmara, não anda bem..! Quanto a números, se eu tivesse um tal desempenho,documentado em actas como estão todos os números que tenho denunciado, se calhar, deixava a pasta a alguém mais capaz…Mas se houvesse lucidez para tomar tal atitude, com menos esforço, havia lucidez para dizer, de uma vez por todas, quais eram os números verdadeiros…! Um bocadinho de humildade fica bem a todos.O problema é ter a humildade de ter humildade e reconhecer os erros…

  • Antenório

    De facto há uma “revolução democrática” neste Concelho. E nem foi caro. Segundo os números oficiais a “imprensa do regime” não custará, no conjunto, mais de quinze mil euros.Números oficiais.Depois, há umas “atenções” para melhorar antenas,e sustentar determinados projectos que lá se vai resolvendo como se pode e Deus quer…até quando..? Entretanto os ataques a uma profissão digna, como é a de jornalista, são mais que muitos…A isto chama-se “escrever pela barriga”…isto é jornalismo de e pela sobrevivência..Naturalmente os jornalistas também precisam de comer…ter que vender a alma, às tantas até nem será opção fácil…Lá dizia o poeta: “Só Deus sabe o abismo que anda dentro de cada um de nós”.

  • Guerra Junqueiro

    Depois de seis anos a “armar a barraca” no mandanelho, quer para o ano “armar barraca” na eira? O Sr Presidente está constantemente a “armar barracas” e ainda não deu conta do ridículo.
    Cento e cinquenta mil euros para Expoh-musicais! Valente! E quem o ajuda? O experiente nessa matéria era o Paulo Campos, cuja empresa laborava mesmo no seu tempo governamental. Se calhar foi por isso que não teve tempo de acabar os IC’s.
    Engraçado é apresentar as contas da passada Expoh na barraca da comunicação social em detrimento dos Passos do Concelho. São para acreditar o para levar a rir? Tem que ser para levar a rir, pois se mesmo as auditadas são desacreditadas vamos agora acreditar nos resultados de “trinta e um de boca”.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Muito bem

      Ajudem-me:
      Como, neste mundo, andamos sempre a aprender…será, logo desde princípio, importante esclarecer este guião de novos conceitos:
      1. – De que se trata, afinal, este – novo conceito -de “exposições de grandes concertos”?
      2. Quem é que, de facto, “inventou este novo – conceito! – e se esqueceu de o registar na sociedade de inventores, autores?
      3. Como esta onda de novos “conceitos” -e está na moda, esta do conceito, até à entrada dos sanitários públicos modernos….que é como quem diz…faça como sempre fez…mas chame-lhe outra coisa…nem que seja em inglês…ou mandarim…- já enxameia a nossa vida diária por todos os lados, qual propaganda de vazios, mas charmosa, onde terminarão essas ondas ? Qual a praia onde se quebrarão, em suaves melodias de espasmo?
      4. Finalmente: copiar, não é mau. Sempre se copiou…mas:e em rigor da Língua Portuguesa, que tudo exprime, que tudo é capaz de exprimir, quer no domínio do possível, quer do impossível, deve – este conceito – designar-se, genericamente,- pois claro! – de “exposições” ou “exposição de grandes concertos?” Será que é desta que Madredeus vêm a OH? E Rui Veloso? Etc, etc, etc…

  • fontoura

    Espelho da burrice. Comentar o que nem um analfabeto se lembraria,nao vale a pena.haja mais respeito com o dinheiro de todos nós.Assim qualquer um pode chegar a estes lugares. Andamos todos a pagar impostos para estes energúmenos em quem votaram ainda gozarem . é que a continuar nesta senda a única hipótese é justiça de Fafe, no sentido correcto. Burros ,7 vezes-tantos quantos o nº de eleitos.

  • TOC

    AL o “lopetegui das contas”…
    A fazer este tipo de contas na sua cabeça…fica-se a perceber porque é que tem as empresas dele em “pantanas”.

    • Adjunto de ordens

      E o que é que isso te preocupa? Estás a pensar resolver o problema?Se é que há problema..! Ainda assim não me consta que se sirva de um cêntimo do erário publico.Conheces alguma empresa do ramo dele que esteja bem? Respondam lá às contas.Ele diz as actas a e as datas.Os valores estão lá.Não corrigem porquê? Enquanto “jogam para canto” resolvam o problema…

    • Toc aqui

      Ainda não vi nenhum funcionário a queixar-se.
      Agora, gostava que aqui o TOC, que deve ser técnico oficial de copos, mostrasse as contas certinhas, certinhas.

    • Politicalex

      Há muitos anos que todos os dias, fruto da política Socrates,fecham 25 empresas por dia.Não tens dado conta? De pantanas mas esta, ainda vai dando para vos tirar o sossego.Fiz questão de saber, depois do que ia ouvindo, o Lopes já não participa em três Expos seguidas.Não obstante, é a pessoa de quem mais se fala..? Porque será? Nesta era o Barreto a tentar convencer que o Lopes é que lhe deve.Era o “Gravatas” a dizer mal.O gozo é que a ele não vejo a dizer mal de ninguém.E quando diz assina ou fala na AM para não haver dúvidas. Ó TOC não gostavas de ser o lopetegui? Vês mais alguém a pugnar por este Concelho..? Não é bom para ti? Pois…até sou capaz de acreditar…

  • Politicalex

    ——–O vereador Mário Alves propôs ainda que a receita de entrada de bilheteira da EXPOH seja distribuída pelas IPSS’s do concelho, ao que o Presidente da Câmara não se opôs propondo que essa possibilidade seja devidamente equacionada, ou pelo em alternativa, sejam disponibilizados lotes de bilhetes cuja receita da venda possa reverter para as IPSS’s. Posição que foi corroborada por todos os membros presentes.—-(acta de 4-7-2012 Câmara Municipal).

    Se estavam todos de acordo, porque é que a proposta nunca se implementou..? Será porque assim, o Alex pode brilhar dando uma de “gaijo porreiro” e mandando entrar todos aqueles que manda? Ou será por motivos ainda menos inconfessáveis..? Tudo pelas pessoas mas a receita fica pela câmara…melhor ajuda a pagar uma parte das asneiras…