Altice rebate acusação de não ter restabelecido todas as ligações nas zonas atingidas pelos incêndios

A operadora Altice, dona da Meo, ainda não tinha, em meados de Maio, todas as ligações restabelecidas nas zonas atingidas pelos incêndios, tanto em Pedrógão Grande como na região Centro, onde se inclui o concelho de Oliveira do Hospital, segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom). Um relatório da Anacom – que abrange os incêndios de Pedrógão Grande, em 17 de Junho de 2017, e os da região Centro, de 15 e 16 Outubro também do ano passado -, indica que “apenas um operador mantinha ligações por restabelecer” a 11 de Maio deste ano: a Altice. Nestas zonas, “estava por restabelecer a ligação de cerca de 1.300 clientes”, precisou um responsável daquela entidade, que fazia um balanço sobre o sector neste período, a propósito do primeiro ano do incêndio de Pedrógão Grande, que se assinala nas próximas semanas. A Altice já rebateu, em comunicado, estas acusações.

A Altice Portugal já reagiu em comunicado, com o qual diz pretender repor “a verdade dos números do relatório da ANACOM”. “Após tornado público um relatório da ANACOM sobre Comunicações nas Zonas Afectadas pelos Incêndios e por este relatório ter sido construído na base de informação objectiva, clara e transparente, fornecida sobretudo pela Altice Portugal, esta lamenta e não pode admitir a comunicação enviesada daquela informação transmitida pelo Regulador à Comunicação Social”, refere a empresa.  “A Altice Portugal reafirma que reconstruiu até ao dia 4 de Janeiro de 2018, toda a rede fixa e móvel ardida e que afectou cerca de meio milhão de clientes. A Altice Portugal tem vindo a proceder à totalidade das religações dos serviços, permanecendo pendentes unicamente as que se referem a agendamentos já efectuados e acordados com os próprios clientes (durante os próximos meses, a pedido desses, de acordo com a sua disponibilidade), ou que careçam de análise por parte do cliente, não havendo assim qualquer processo de religação em falta, por responsabilidade da Altice Portugal, desde 30 de Abril”, sublinha.

“Qualquer interpretação que se faça no sentido de invocar falta de reposição de comunicações por responsabilidade da Altice Portugal, é uma interpretação que não corresponde à verdade, essencialmente pelo facto de as religações agendadas só não estarem concretizadas por carecerem de disponibilidade de agenda dos clientes em causa ou de resposta destes. De salientar que permanecem ainda incontactáveis (apesar das inúmeras tentativas e dos vários editais disponibilizados para o efeito nas Juntas de Freguesia afectadas em Fevereiro último) alguns clientes”, continua o comunicado, sublinhando que “a clara maioria destes clientes são cidadãos emigrados, habitantes sazonais ou ainda casos que respeitam as segundas habitações”.

A Altice estranha ainda que o relatório não faça referência ao operador responsável pelo Serviço Universal. Isto “apenas alguns dias após o Regulador ter vindo a público colocar em causa o Contrato de Concessão de. altice.pt Comunicado de Imprensa Serviço Universal de Comunicações Fixas, entre o Estado Português e um outro Operador (no montante de cerca de 9,5M€, tendo apenas 2 clientes activos”). A Altice termina sublinhando que “em todo este processo estiveram envolvidos no terreno mais de um milhar de operacionais que actuaram perante um cenário de total destruição: mais de 3500 km de cabo ardido e mais de 45 mil postes ardidos..”.

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