Alves detecta “cavalada” do executivo na nomeação do novo presidente da FAAD

“Não votarei a favor e não aceito que o assunto seja introduzido nesta reunião”, afirmou esta tarde o ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital quando confrontado com o pedido de introdução da nomeação de Álvaro Herdade para presidente do Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD), na reunião realizada esta tarde e que foi comandada pelo vice-presidente, José Francisco Rolo.

Descontente por assunto ter sido “mais do que batido na praça pública” e na comunicação social, antes de ter sido tratado em reunião do executivo, Mário Alves verificou que a introdução do assunto naquela reunião foi, hoje, proposta – não constava da ordem do dia – pelo facto de os elementos do executivo “terem visto a cavalada em que se meteram”.

“Querem agora tapar a cavalada com outra cavalada”, observou o vereador do PSD que, desde o início, se opôs a analisar aquela matéria “na presença de corpos estranhos”.

Para Mário Alves – que aconselhou a uma leitura dos estatutos da FAAD para o executivo poder agir em conformidade –  o assunto “não deve ser introduzido aqui à força” e deve ser “analisado à vontade e discutido em profundidade”.

Para além de não aceitar que o nome do novo presidente do Conselho de Administração fosse tornado público sem a “auscultação” dos membros do executivo, o vereador do PSD condenou, ainda, o facto de também já estar definida a equipa que acompanha aquele dirigente, quando deveria ser o o próprio Álvaro Herdade a escolher os restantes elementos da sua equipa.

A posição de Alves foi corroborada pelo colega de vereação que classificou de “extemporânea” a fuga de informação relativamente àquela nomeação. Concordando com a não introdução do assunto naquela reunião, Paulo Rocha apresentou um voto de louvor ao trabalho realizado por Sebastião Antunes na presidência do Conselho de Administração da FAAD.

Nome de Álvaro Herdade foi aprovado com quatro votos favoráveis e dois brancos

Pese embora, os pareceres desfavoráveis de Alves e Rocha o assunto acabou por ser introduzido na reunião desta tarde, já que os vereadores independentes deram aval favorável.

José Carlos Mendes foi o primeiro a aceitar as explicações apresentadas por José Francisco Rolo para o facto de, só hoje, o assunto ser levado à reunião daquele executivo. “Reconhecemos no Dr. Herdade uma pessoa dinâmica, com provas dadas na medicina, na área empresarial e social”, referiu o vereador.

Refira-se que na hora de solicitar a introdução daquela matéria na reunião, o vice-presidente começou por explicar que não houve da parte do executivo em permanência “qualquer atitude de desconsideração” para com a restante equipa.

José Francisco Rolo justificou a nomeação antecipada de Herdade, com o facto de não ter sido possível introduzir o assunto na reunião extraordinária e de o presidente cessante ter pedido substituição até ao dia 1 de Dezembro.

Fazendo questão de enumerar os motivos que conduziram à nomeação de Herdade – “pelo seu perfil como médico, como empreendedor e gestor”, referiu – o vice-presidente efectuou também “um reconhecimento a anteriores direcções e corpos sociais da FAAD”. Não gostou contudo de ouvir as considerações de Mário Alves acerca do assunto.

“O senhor gosta deste estilo turbulento”, frisou José Francisco Rolo, não hesitando em pegar na cópia da acta da reunião de 2001 para afirmar que, também naquela altura, Mário Alves não colocou a nomeação do presidente da FAAD a votação.

“Em 2001 saiu primeiro na comunicação social e só depois é que veio à reunião de Câmara”, continuou o vice-presidente, notando que os nomes que agora vieram a público “podem continuar a valorizar, a engrandecer e a alavancar a FAAD”.

O regresso a 2001 valeu a Rolo a comparação com “os tiques do Primeiro-Ministro”. “Você esquece-se que está num executivo que não tem maioria”, afirmou Mário Alves, lembrando que naquela data gozava desse conforto.

O nome de Álvaro Herdade foi, entretanto, sujeito a sufrágio secreto. Apesar da ameaça, Mário Alves acabou por não votar desfavoravelmente, já que o resultado se ficou nos quatro votos a favor e dois brancos.

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