ANCOSE não consegue pagar salários e presidente da direção ameaça “barricar-se” no ministério da Agricultura

O Estado continua sem cumprir os prazos de pagamento à Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE) pelos serviços médico-sanitários e de melhoramento animal.

A dívida que já ultrapassa os 100 mil Euros está a impedir a associação, dirigida por Manuel Marques, de pagar os salários dos 18 funcionários que, neste momento, acumulam três ordenados e o subsídio de Natal em atraso.

De acordo com o presidente da direcção, a situação tende a ser ainda mais grave pelo facto de a ANCOSE se encontrar a liquidar uma dívida de cerca de 150 mil Euros, junto do IFAP e que, como garante, deveria ter sido paga pelos associados.

A somar aos constrangimentos, a ANCOSE depara-se ainda com as dívidas dos associados e que, segundo Manuel Marques, rondam os “300 mil Euros”. “Tem havido alguma inoperância ao nível das cobranças”, admite o presidente da direção da associação, referindo que a dívida dos associados se reporta a serviços prestados, materiais e produtos vendidos.

Sem a entrada de receitas na contabilidade da ANCOSE, Manuel Marques admite que a associação vive dias difíceis, mas ainda assim lembra que “ainda não chegou aos cinco meses de salários em atraso, como chegou no passado”.

Manuel Marques assegura ter feito de tudo para manter a associação de pé, mas garante não ter mais capacidade de endividamento. “Não posso vender a minha casa”, alertou, asseverando que está a tentar resolver o problema junto do ministério da Agricultura. Não deixa contudo de ponderar a adoção de medidas mais drásticas para que a situação da ANCOSE seja levada a sério pelo Estado. “Vou-me barricar no mistério da Agricultura”, garantiu ao correiodabeiraserra.com, informando que também vai enviar uma carta ao Governo Civil de Coimbra para legitimar a sua indignação.

Sem condições para pagar os salários da Ancose, Manuel Marques não coloca de parte a possibilidade de, à semelhança com o que aconteceu há quatro anos atrás, os funcionários apresentarem cartas de demissão. Mas, em relação a isso, foi peremptório: “só conto com quem quer trabalhar comigo”.

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