O país, segundo os analistas, está a ficar velho.

Andam a treinar…

Não o país, enquanto Nação, porque quem nasceu no longínquo ano de 1143 (a 5 de Outubro, segundo alguns historiadores, outros apontam o dia 23 de Maio de 1179) só pode ser – e é! – um respeitável “velhote”, mas a população, o que é preocupante. Por este andar, daqui a tempos não muito distantes, andamos todos de bengala; os homens, cofiam as barbichas, as senhoras dão cor às cabeleiras…

Tenho para mim que se nos mantivéssemos em África, nunca chegaríamos a semelhante crise. Atente-se no acervo poético dos grandes compositores brasileiros, com realce para Venicius de Morais, e dar-me-ão razão por ter viajado em pensamento, agora mesmo, por algumas das grandes canções brasileiras, onde a mulata é o mote. Dizem ser do grande poeta a autoria de (mais) uma frase brejeira, a propósito das nossas andanças pelo mundo, onde a mulata surge como a “melhor das nossas invenções”!

Fico-me por aqui, mas insisto no “retorno” à ideia de que, talvez pelo clima, a nossa passagem pelo continente africano, na verdade, deu outro tom à “cor morena”; se continuássemos por lá (esta conversa não inclui nenhum saudosismo bacoco, entenda-se…), sempre podíamos receber gente nova em Portugal, com a vantagem adicional de “colorirmos” o país em tons de “chocolate”.

Voltando ao país real: são várias as razões que levam ao decréscimo da taxa da natalidade e ao envelhecimento gradual da sociedade, mas para um simples mortal, o que está verdadeiramente em causa (sou eu a pensar em “voz” alta…) é o tempo que os jovens casais “gastam nos treinos”, tardam em ir “ a jogo”, fazem “bluff”, deixam passar os anos e… “acomodam-se ao treinamento”!

Na minha idade, já com netos, os jovens amigos que vão a ” votos” e trocam de alianças, permitem-me sonhar com os “sobrinhos” que não tenho, daí que, passado certo tempo, seja indiscreto e “reivindique” o(a) sobrinho(a) a que “tenho direito”, sem sucesso, diga-se passagem, porque a resposta é sempre a mesma: “andamos a treinar, qualquer dia pensamos nisso”!

Ora, isto não se “faz” a um potencial “tio”, mas a Lili, de sorriso aberto, lá me vai convencendo que qualquer dia, ela e o Bruno “pensam nisso”…

Carlos Alberto (Vilaça)

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