Anterior direção dos Bombeiros de Lagares rejeita críticas de má gestão

… relativas à sua atuação, garantindo já ter herdado um “valor de dívida muito elevado” da anterior direção.

Responsável pela gestão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira (AHBVLB) no período entre dezembro de 2008 e o mesmo mês de 2012, a equipa dirigida por José Pina demarca-se de responsabilidades no que à débil situação financeira daquela estrutura diz respeito.

Em causa está uma situação de pré rutura financeira da Associação que se vê a braços com dívidas a fornecedores que ascendem os 70 mil Euros e que já obrigou a Câmara Municipal a aprovar um resgate financeiro destinado à Associação Humanitária que, para além da dívida, se vê a braços com um défice mensal na ordem dos 3.500 Euros. Uma situação para a qual a direção cessante garante não ter contribuído, assegurando inclusivamente ter herdado um “valor de dívida muito elevado” da direção que lhe precedeu. “Em dezembro de 2008, a situação financeira da Associação era muito preocupante”, revela a equipa de José Pina em comunicado enviado ao correiodabeiraserra.com, dando conta do princípio que sempre norteou a sua atuação de não divulgar o valor da dívida, nem de criticar ou colocar em causa o trabalho das direções anteriores a 2008.

Em concreto a direção cessante refere a dívida relativa ao fornecimento de combustíveis que em dezembro de 2008 “era de cerca de 47 mil Euros, tendo também sido encontradas penhoras de elevado valor, nomeadamente na área das telecomunicações”. Situações que “transitaram de anteriores mandatos do atual presidente da direção” e que a equipa cessante assumiu com o objetivo principal de “equilibrar as contas da Associação”.

“Um trabalho intenso e sério” – refere em comunicado – que a direção levou a cabo por via de apoios conseguidos junto do município, secretaria de Estado da Proteção Civil e outros, e que lhe possibilitou cumprir “com todos os compromissos financeiros” e “ainda diminuir o elevado valor da dívida encontrado em 2008”. Garantindo ter apresentado todas as contas da corporação à data da sua saída, a direção cessante estranha que só agora a nova direção venha a público com “reparos e comentários”. Em causa estão recentes declarações prestadas pelo atual presidente da direção a propósito de uma “gestão pouco cuidada” dos destinos da AHBVLB nos últimos quatro anos e que a anterior equipa diretiva assegura não terem “qualquer fundamento”, já que todas as decisões tomadas no decorrer dos dois mandato foram aprovadas nos órgãos próprios e constam dos livros de atas. Uma prática que, assegura a direção cessante não foi assegurada pelas direções que lhe precederam, desconhecendo-se “até hoje” o paradeiro dos livros de atas de mandatos anteriores.

“A direção cessante sempre primou pela defesa dos interesses dos bombeiros”, refere ainda o comunicado,onde é relatada a aquisição e doação de várias ambulâncias e o “grande investimento no aumento de património da Associação”, “aquisição de equipamentos” e “intervenções de melhoramento das condições do quartel”. Ganhos a que se junta o “clima de grande paz e harmonia” e que levou a que a Associação Humanitária fosse “notícia por tudo o que de positivo ali foi feito”.

Rejeitando o “conjunto de especulações e de suspeições que em nada correspondem à verdade e só servem para lançar a confusão nas populações”, a direção cessante atribuiu a débil situação financeira da AHBVLB à “drástica diminuição das receitas” que afeta qualquer corporação do país. Uma constatação que leva a direção cessante a confessar-se orgulhosa por ter deixado a AHBVLB com “o equilíbrio financeiro necessário para continuar a prestar serviços de elevada qualidade à população”, ao ponto de considerar tratar-se de “uma das corporações do distrito que melhores resultados financeiros tem apresentado”.

Rejeitando as críticas de má gestão, a direção cessante aponta o dedo ao “tipo de atitude” da atual equipa diretiva que – tal como no passado – tem necessidade de “criar conflitos constantes entre instituições e pessoas, criando uma imagem negativa dos bombeiros de Lagares da Beira”

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