Antiga IRAL espera contar com restantes trabalhadores para fazer face a novo período de crise

 

Ainda que fragilizada pela rescisão dos contratos de 19 trabalhadores – tinham quatro salários e o subsídio de férias em atraso – a empresa de metalomecânica Imporfabril, antiga IRAL, continua de portas abertas e assim espera continuar.

A convicção foi transmitida há instantes pelo próprio gestor da unidade industrial, localizada junto à rotunda Armindo Lousada em Oliveira do Hospital, que está confiante num entendimento profícuo entre a administração da empresa e os restantes trabalhadores.

“Vamos ter hoje uma reunião, para ver qual a disponibilidade das pessoas para lutar e fazer com que as coisas vão correndo”, afirmou Alcides Madeira ao correiodabeiraserra.com, assegurando que por parte da gerência da empresa existe “todo o empenho” para contornar a crise que afeta a Imporfabril e que não é caso novo na empresa.

Segundo adiantou a este diário digital, a unidade que se dedica à indústria metalomecância e que conta na sua carteira de clientes com alguns grupos empresariais, já anteriormente conseguiu ultrapassar “duas ou três fases” de crise.

Apesar de pontualmente ter vindo a conseguir sanar algumas das maiores fragilidades, a verdade é que a Imporfabril tem tido alguma dificuldade em regularizar o pagamento dos salários aos cerca de 40 trabalhadores.

“Isto já se arrasta há mais de um ano”, contou Alcides Madeira a este diário digital, compreendendo por isso o motivo que, na semana passada, levou os 19 trabalhadores a rescindir os seus contratos. O empresário fala, contudo, numa “precipitação” por parte dos mesmos, já que a própria administração estava a estudar uma reorganização da empresa que, apesar de implicar a despensa de alguns trabalhadores, não previa um número tão elevado, nem a saída de alguns dos funcionários que, por decisão própria, deixaram a empresa.

Perante uma baixa considerável no número de trabalhadores, Alcides Madeira não deixa de lamentar o ponto a que a empresa já chegou, mas também encara a nova realidade como uma possível mais valia. “A redução de trabalhadores pode ser benéfica”, referiu.

Sem condições para avançar com uma data para a regularização dos salários em atraso, Alcides Madeira garante apenas que os esforços serão no sentido “de não agravar” a situação.

A braços com “uma crise pior do que as outras”, o empresário está confiante no aumento das encomendas e no bom resultado da reunião que hoje vai ter com os trabalhadores que, segundo disse, já lhe têm dado sinais de “boa recetividade”.

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