Com um discurso aplaudido de pé, o antigo eurodeputado do PS, António Campos, aproveitou este sábado...

António Campos compara presidente da Câmara a “um carmelita fechado num convento”

Imagem vazia padrão… a tomada de posse da nova comissão política concelhia de Oliveira do Hospital – novamente presidida por José Francisco Rolo – para estabelecer uma sarcástica comparação entre dois autarcas: César Oliveira, que foi alvo de uma homenagem por ocasião do 10º aniversário da sua morte, e Mário Alves.

Classificando-o como “um dos maiores historiadores de Portugal” que no final dos anos 80 – nessa altura, ambos eram deputados – se viria a disponibilizar, nos corredores da Assembleia da República, para a eventualidade de passar a participar na vida política do concelho que o viu nascer, mas como candidato à Assembleia Municipal, Campos disse ter acabado por convencê-lo a candidatar-se antes à presidência da Câmara Municipal.

Na altura – frisou Campos – “Oliveira do Hospital estava completamente abandonada e a principal entrada da cidade era uma estrada em “macdame” com uma oliveira ao meio e que existia entre a fonte do Ameal e a Iral”. “O César Oliveira fez aqui mais em quatro anos do que todas as outras câmaras”, referiu aquele que continua a ser a principal figura de referência do PS em Oliveira do Hospital.

Elogiando a sua obra, sobretudo, nas áreas da cultura e do ensino (foi César Oliveira que, num só mandato, lançou a casa da cultura que hoje ostenta o seu nome e as EBI de Lagares da Beira e da Cordinha), Campos considerou ainda o antigo e único autarca que o PS conseguiu eleger para a presidência da Câmara de Oliveira do Hospital – César faleceu vítima de cancro de pulmão, dia 15 de Junho de 1998, quando contava apenas 57 anos – como “um homem de discussão que era capaz de dialogar, de gerar consensos e juntar ideias”. Hoje – comparou Campos – “temos um presidente que é perfeitamente o contrário: não aglutina vontades. Só ele é que manda. Anda constantemente em guerra com toda a gente e em guerra com o seu próprio partido”.

Imagem vazia padrãoMas o antigo eurodeputado, que agora se auto-designa com um agricultor que retornou às origens, pôs a plateia a sorrir quando comparou Alves a um “carmelita”. “O presidente que está ali parece um homem do convento. Daquele convento que há em Coimbra… “. “É o Convento das Carmelitas”, disse alguém na sala. “Esse mesmo”, sublinhou Campos, sem deixar de sentenciar que “ele não tem visão para pôr o concelho no caminho do futuro”. “Não pode ser um carmelita ali fechado nos paços do concelho… tem que ser uma câmara dinâmica que nos aponte o caminho do futuro”, referiu o convidado de honra do PS.

De resto, Campos exortou os seus camaradas a “compararem as cartas escolares dos outros concelhos com a carta escolar de Oliveira do Hospital” e notou que Mário Alves não compreendeu ainda a evolução do mundo porque “ainda quer as pessoas como quando ele nasceu”.

Sustentando que têm sido os governos socialistas a resolverem “os principais problemas do concelho de Oliveira do Hospital”, Campos salientou que é novamente o PS que está “a fazer a maior revolução até hoje feita na região” ao nível das acessibilidades agora anunciadas pelo Governo.

Quanto ao futuro, aquele destacado militante socialista foi taxativo: “temos que arranjar um César para fazer esta mudança no concelho”. Campos disse ter a convicção de que, apesar de toda a turbulência que se abateu no seio do PSD, Mário Alves “vai recandidatar-se” porque – como gracejou – “ele já anda a por aí a pôr as lâmpadas nas ruas”.

PS presta homenagem a César Oliveira na aldeia natal do historiador

Imagem vazia padrãoDepois da intervenção do agora agricultor socialista, que não se coíbe no entanto de continuar a semear ideias na vida política local e nacional – Campos pediu desculpa por não poder participar na cerimónia de homenagem a César Oliveira, pelo facto de ter que se deslocar a Coimbra para almoçar com o Primeiro-Ministro –, um grupo de socialistas, onde se destacava a presença do presidente da Federação Distrital do PS, Victor Batista, e do deputado socialista Horácio Antunes, rumou, depois de almoço, à pacata aldeia onde, em 1941, nasceu César Oliveira – Fiais da Beira.

No largo que ostenta o nome do antigo autarca do PS, os socialistas fizeram um minuto de silêncio e, Irene Campos, depositou uma coroa de flores junto à placa toponímica com o nome do historiador. Ana Sales, leu de seguida um texto que Álvaro Assunção escreveu sobre César num número da revista Ipsis Verbis, dedicado à sua vida e obra.

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