O histórico militante do PS, António Campos, afirmou este sábado – num jantar destinado a assinalar a tomada de posse dos novos dirigentes dos núcleos da JS de Oliveira do Hospital e Lagares da Beira, respectivamente coordenados por Ricardo Figueiredo e José Pinto – que “nós não temos câmara, mas a câmara também não nos faz falta nenhuma”.

António Campos:“Nós não temos câmara, mas a câmara também não nos faz falta nenhuma”

 

Imagem vazia padrãoAlegando que “o que temos foi o Partido Socialista que o criou e desenvolveu”, Campos explicou que o PS esteve na base da criação do ensino secundário em Oliveira do Hospital e, posteriormente, do ensino politécnico, através da Escola Superior de Tecnologia e Gestão.

Em matéria de acessibilidades, o antigo eurodeputado socialista assegurou que “é o PS que vai fazer a grande revolução rodoviária de todo o distrito de Coimbra e da região” e disse, ainda, tratar-se de uma “batalha  para retirar do isolamento os pequenos concelhos em que a câmara municipal nunca interferiu”.

Sempre numa toada polémica, Campos recordou também o único autarca que, em 1989, conseguiu ganhar umas eleições para o PS e referiu que “César Oliveira fez mais em quatro anos do que todos os autarcas” que o sucederam.

Numa alusão à crise política que de há dois anos a esta parte se instalou no PSD local, Campos disse que o que está em causa é “uma guerra entre pequenos barões sem significado político” e, numa crítica implícita à grande “avalanche” de militantes que nos últimos tempos apareceu no PSD, sublinhou que o PS “vai buscar militantes”, mas com objectivos diferentes: “queremos construir um projecto de desenvolvimento para o concelho”, afirmou aquele destacado militante socialista.

Insurgindo-se contra a política de “interesses mesquinhos” que, na sua óptica, tem caracterizado a actuação do poder local, Campos considerou lamentável que nos dias de hoje ainda se faça política a colocar “a lâmpada ou a alcatroar a estrada até à entrada de um cidadão”. “Vamos ter que juntar o conhecimento e a inteligência do concelho e resolver o problema do desenvolvimento concelhio”, frisou  o convidado de honra da JS, que aproveitou o momento para fazer algumas recomendações políticas àquela estrutura partidária, que classificou como “um acelerador do PS”.

“A JS só tem sentido se for livre, se for autêntica… é das maiores utopias que se fazem as melhores realizações”, afiançou Campos, lançando alguns reptos aos jovens: “têm que estar preparados para construir uma sociedade melhor do que esta”, onde – conforme sublinhou – impera “um individualismo feroz” que a JS tem de ser “a primeira a condená-lo”.

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