António Costa elogiou papel da BLC3 no desenvolvimento regional

O líder do PS visitou hoje a BLC3 em Oliveira do Hospital e elogiou este tipo de projectos como forma de combater a desertificação e promover o desenvolvimento do interior. António Costa considerou que “este é mais um exemplo de como há condições em Portugal para, com políticas correctas, apostar na valorização do nosso território”, declarou, sublinhando ainda o papel que os municípios do interior podem ter no crescimento económico do país e a sua contribuição para fixar os jovens.

O secretário-geral socialista visitou a sede da Associação BLC3 -Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Cento e considerou que esta instituição demonstra que é possível “transformar toda esta zona do interior como um contributo positivo para o crescimento económico” do país, com vantagens ainda “para a fixação dos quadros”. António Costa fez questão de frisar que não se pode desperdiçar “essa enorme riqueza que são os jovens”, os quais importa “mobilizar para a valorização do território” e dos produtos locais. “Uma das prioridades para o crescimento do país é a valorização do território, transformando um problema numa enorme oportunidade”.

O presidente da BLC3, por seu lado, salientou que um dos grandes projectos que está a ser desenvolvido naquela estrutura é a industrialização das bio-refinarias. “Portugal é o país da União Europeia com mais território abandonado, logo com grande disponibilidade de matéria-prima”, referiu João Nunes, sublinhando que a instituição já tem a trabalhar 28 investigadores vindos de várias zonas do país e que isso complementa outro dos objectivos da BLC3. “Um dos nossos papéis é fixar jovens no interior e fixar projectos de base tecnológica e investigação ligados ao nosso território”, rematou.

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  • Guerra Junqueiro

    Ai fixam-se. Daqui por uns tempos, já vamos ver os que se vão fixar em Lagares.
    O Campos anda outra vez a preparar o terreno para o Paulinho….Pode é ficar em Évora.
    E, lá veio o menino a Oliveira, é do “caneco” este Costa.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • AA

      Olá! Eu sou um dos investigadores que trocou uma cidade grande, do litoral (Aveiro, uma cidade que, como deve compreender, não se compara a Oliveira do Hospital) e moro em Oliveira do Hospital há mais de um ano. Quando for para Lagares, vou com muito gosto. Aliás, acho que é uma freguesia muito bonita. NOTA: Não tenho qualquer filiação partidária!

      • Guerra Junqueiro

        O que é que investiga o caro AA?
        Eu por cá também vou investigando.

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

        • Anti Guerra Junqueiro

          Guerra Junqueiro, o que já proporcionou de bom a Oliveira do Hospital?? Desculpe mas não o conheço, apenas é do contra….Deixe a sua máscara e venha para a rua construir e não criticar. Como Oliveirense fico triste!!! A BLC3 é a vossa dor de cotovelo, porque dia após dia vai fazendo as suas conquistas, e vejo o esforço que os jovens que lá trabalham fazem. Sorte que eles seguem o seu caminho e não baixam os braços com os Vossos comentários, dando-lhes é mais força para continuar a lutar. Grande Abraço e força BLC3, continuem a lutar…

          • 2 Anti Guerra Junqueiro

            Apoio o “Anti Guerra Junqueiro”!!! Abaixo os derrotistas e força aos conquistadores….

          • Guerra Junqueiro

            Quais conquistas? Conquistou o Costa? Conquistou o Paulo Campos? Conquistou o Rolo? Conquistou o JCA?
            O projecto BLC3 tinha fundamento, infelizmente tornou-se num caro deposito de bandeiras.
            A rua é boa para quem a conhece, sinto-me lá bem.
            Recomendo-lhe anti-acido para a azia.

            Cumprimentos
            Guerra Junqueiro

          • rua

            Na rua! Duvido, o teu carro custa mais que a minha casa,
            Não é por acaso que te chamam um nome ligado ao dinheiro?

          • Sr. Viegas

            Caro Amigo “Anti”,
            Deixe-me que lhe pergunte o seguinte: O que é que se constrói na BLC3? Qual a vertente cientifica ou humanista que segue?…Há empresas de tudo encubadas na BLC3, no final o que temos? Há alguma que tenha criado muitos postos de trabalho? Alguma recebeu o PME de excelência? Justificam-se os ordenados faraónicos da administração(seja ela qual for)…até são pagos ao km..valha-nos Deus!! Até o pasquim passou por lá antes de aterrar na CMOH…a BLC3 é o forno antes de meter as “unas” na CM…Haja Bom senso e vergonhinha na cara!!

          • Liberdade

            Não vale a pena, o Pombo Junqueiro é assim cromo fala barato do Ervedal. Bastava o António Costa prometer-lhe um lugarzito e ele começava a fazer campanha por ele, não percam tempo com essa personagem ele é do contra e come na pia que mais lhe dá, gente dessa não se pode confiar.

        • politicalex

          és mas é investigado… Ou não? a gente bem sabe desses negócios!

  • Combate

    O projecto da biorefinaria era para estar financiado em Fevereiro de 2012.O que tem incubado bem, são aquelas de contabilidade iluminada e a dos alfobres de Boys. Entram por aqui e “transplanta-nos” para a ESTGOH. Câmara e onde mais podem colocá-los

    • Cydonia oblonga

      Acho que até desenhadores por lá incubam…
      Transformaram o maior projecto para Oliveira, no maior nojo e descrédito.
      Que rico pauzinho de marmeleiro pelo costelado abaixo se anda a perder. Era hoje, contemplar os que foram com cházinho de marmeleiro. O “caneco” talvez ficasse com a asa partida.

      • Politicalex

        Desenhadores ligados à bandeirinha, ali dos lados de S.Paio.ora, ora…

        • Retratos

          Não ficam nada bem na “fotografia”.
          Estaremos para ver o que mais será “revelado”.

          • piadolas

            lá esta ele… muda o nome, sempre a mesma historia!

        • queijada

          Olha lá mas tu também não és PS, ou agora já esn PSD outra vez?
          Foi o queijo?

        • pfff

          ò antonio! lá estas tu a mudar de nome! não vale a pena pá…
          Tu a antes no era do PS e agora ja esta spara PSD?

    • taxis

      e olha tu não tens tacho!!? Vai trabalhar para o continente mas essa. Não deve dar mais aí para os teus lados!

  • barraca blc3

    Será que alguém explicou ao Antonio Costa os segundos objectivos da BLC3???
    Será que o presidente da concelhia de Oliveira disse ao Antonio Costa que a BLC3 serviu para meter a namorada sem habilitaçoes quer profissionais ou academicas como passagem disfarçada para outros tachos e panelas?? Ele nao lhe disse nada claro a gente sabe. Coitados dos que estão lá a trabalhar com vontade e gosto que levam por tabela por estarem num “antro”

    • lol

      oh amigo, ati nem que te explicasse como se tivesses três anos, que a terra gira à volta do sol, ias continuar a pensar que o mundo é quadrado!

      e mais uma vez te digo, porque te dás ao trabalho de mudar o nome se és sempre o mesmo. Devias usar essa mente criativa era para qualquer coisa produtiva.

  • Politicalex

    Aquela meia duzia de instalados atrás dele. As saudades que tenho do Seguro. Já descobriram que, afinal, estão feridos de morte e que o Costa, é bem pior que o Seguro. Para além de estar comprometido até aos ossos com a política de Sócrates. Afinal era o nº 2 !!! Já começaram todos aos saltos e a perceber que o Coelho lhes vai dar uma bigodaça. Com mais uma sirizada no Marinho, adeus PS. Como o Papandreu. Nem se conseguiu eleger. Em França já foi. Na Espanha e aqui, está quase a ir…Até o Alex, todo Seguro, lá andava na romaria, no beija mão…Aquilo é “privado” mas para a política caem lá todos…

    • Pois pois pois

      Não deve ser privado, deve ser uma PPP, aquilo incuba é muitos parasitas.
      Coitados dos que estão por bem, estão a ser usados para esconder esta farsa.

      • Enfim

        oh pah, porque é que mudas de nome, se és sempre o mesmo! loool.
        Tem cá uma piada inventar nomes!

  • José Carlos Gonçalves Marques

    Acredito que este projecto pode ser uma mais valia para o concelho, para a região e para o país.Penso que está mais do que na hora de a BLC3 começar a mostrar resultados, se assim não for, em breve, deixará de ter qualquer credibilidade junto daqueles que ainda esperam que este projecto seja um PROJECTO sério e com pernas para andar …

    • Pois pois pois

      E vão dois Sr. José Carlos.
      Vamos lá ver até quando. Não é fácil ser crente.

    • António Lopes

      Já somos dois.Sempre tive muita esperança neste projecto. E ainda tenho..! Tenho,também, fundados receios que a política de “polichenelo”, destrua esta janela de oportunidade do nosso desenvolvimento..O objectivo é inovar, apoiar iniciativas de elevado valor acrescentado.. Confundem com o que não devem aproveitam-na para o que não devem…

      • IIIIII

        Olha lá, e a tua fabrica que fechas-te? Andas a inovar?
        Lá voltas a desviar as atenções de coisas bem mais interesantes!

        • António Lopes

          Fecham milhares, porque não as que dizes que são minhas..?Já deixei as certidões na AM.Nem assim..?

  • desalinhadp

    Aquilo é das maiores vergonhas de oliveira. Não o projeto / ideia em si, porque se funcionar e der frutos é muito bem vindo e muito bem pensado, mas aquela corja de boys xuxalistas……. esposa do tal, marido da tal, afilhado do tal, amigo do tal, enfim uma encobadora de uma tal comissão …………..

  • Politicalex

    Vejam bem como elas se “tecem”..! Não, não estou a arranjar justificação para as nossas festas…Anda por aí um boato que neste partido é tudo gente séria…Mas, não se preocupem… É só boato…!!!

    O Ministério Público acusou um ex-deputado do PS de 23 crimes, dos quais
    19 são de corrupção passiva. Carlos Lopes é suspeito de prometer obras a
    troco de dinheiro para o partido.Carlos Lopes, ex-deputado do PS pelo círculo de Leiria, foi acusado pelo Ministério Público de 23 crimes, dos quais 19 são de corrupção passiva. Em causa está uma investigação à campanha eleitoral para as eleições
    autárquicas de 2005 no concelho de Figueiró dos Vinhos. O antigo deputado é acusado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de ter invocado aquela qualidade de forma a angariar dinheiro para a campanha eleitoral junto de construtores civis.

    Na investigação levada a cabo pela Unidade Nacional Contra a Corrupção da
    Polícia Judiciária (UNCC) foi apreendida a Carlos Lopes uma lista, escrita em papel timbrado da Assembleia da República, que discriminava os “doadores” e os “não doadores” para a campanha. Isto num esquema, segundo o Ministério Público, de pagamentos “por fora”.

    De acordo com informações recolhidas pelo DN, o Ministério Público acusa
    Carlos Lopes – que era dirigente local do PS – de se ter aproveitado do facto de ser deputado para, nos contactos com os construtores civis a quem pediria dinheiro, aludir futuras obras públicas e concursos que iriam ser abertos, como forma de aliciar os empreiteiros.

    A investigação apurou ainda que, no final da campanha, os arguidos aperceberam-se de que as contas não batiam certo.

    O PS perdeu a autarquia e nos últimos dias de mandato do socialista Fernando Manata, os arguidos terão levado a cabo um esquema que levou a que fosse a autarquia a pagar algumas despesas partidárias. Terá sido assim com despesas de tipografia e com a contratação de um grupo musical. Esta despesa, segundo a acusação, entrou nas contas da Câmara de Figueiró dos Vinho na rubrica “Festas do Concelho”…

    • Coincidências

      Será mera coincidência as parecenças com a nossa realidade?
      É de pensar duas ou mais vezes.

    • Guerra Junqueiro

      O teu dicurso não bate a bota com a perdigota. nem li todo. a mesma ladaína de sempre mas com outro nome.

      • Guerra Junqueiro

        Já te passei a carta da alforria?
        Se queres o nick “Guerra Junqueiro”, anexa mais qualquer coisa, pois os que queres confundir, andam bem elucidados.

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

        • Busted

          o nick é do tempo do mirc! Claro que nao se confundem, então se são sempre os mesmo… Diverti-me porque vejamos, se o comentário foi apagado, é porque certamente tens acesso á gestão da pagina, se não como poderiam destiguir o meu comentário do teu.! Busted!! Ah ah ah! Melhor não podia ser … so precisava da confirmaçãozinha!

  • Desalinhado

    Assumo o meu lapso, ( encobadora) realmente o meu português falhou. Mas quero deixa -lo descansado, não aprendi a escrever boys no super Mario……. não me diga que a carapuça lhe serviu! Olhe eu nunca me servi da política apesar de alguns apelos!!!!! Mas olhe que há ocupações piores que jogar super Mario……………..

  • Politicalex

    Um líder para o PS
    João Cardoso Rosas
    28 Jan 2015

    O líder do PS mostrou-se vagamente contente (ele mostra-se sempre “vagamente qualquer coisa”) e não esboçou sequer uma crítica às propostas de Tsipras e à ruína do seu partido-irmão na Grécia, o PASOK.

    A teoria dos apoiantes de António Costa, que eu ouvi de viva voz vezes sem conta, era a de que a sua chegada à liderança do PS seria de tal forma galvanizadora que as sondagens iriam disparar rumo à maioria absoluta. A realidade actual é que Costa alcança valores para o PS semelhantes aos que considerava justificarem a substituição do líder anterior, que não há qualquer arranque nas sondagens e que a maioria
    absoluta é uma miragem. Mas não é isso o pior na actual liderança dos socialistas. Pior mesmo é o tipo de conduta que tem conduzido a esta situação.

    Em primeiro lugar, o tacticismo permanente. Costa apenas procura não se comprometer com nada, passar entre os pingos da chuva e esperar que o Governo lhe chegue às mãos. Por isso o seu discurso é nebuloso e aborrecido. Não inspira ninguém.

    Em segundo lugar, a indefinição programática. Segundo a narrativa de Costa,eram precisas novas ideias para o PS. Mas as propostas do PS têm consistido na recuperação de um passado que julgávamos felizmente perdido. Nas últimas semanas,o PS foi rebuscar a proposta de Sócrates sobre a “mobilidade especial” na função pública e propôs o regresso do debate da regionalização – provavelmente o dossiê que menos interessa aos portugueses no momento que passa. Ideias novas e mobilizadoras, nenhuma.

    Em terceiro lugar, o regresso do PS dos interesses. O PS tem tido uma atitude incrivelmente passiva face a todos os escândalos de corrupção e crime económico que o país tem vivido. Na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES uma deputada de 28 anos do BE (Mariana Mortágua) mostra conhecer melhor os dossiês e ser mais
    acutilante do que todo o grupo parlamentar do PS junto. Quanto a Sócrates, não há nem uma ponta de autocrítica, não em relação ao caso em si e que está na justiça, mas em relação ao ambiente político e cultural que o tornou possível.

    Em quarto lugar, a sugestão de António Vitorino como putativo candidato do PS às presidenciais evoca mais uma vez o pior do PS, do partido ligado às grandes empresas e escritórios de advogados, a uma elite que se beneficiou a si mesma sem elevar o país. Se Vitorino for o candidato do PS teremos a garantia de que, com este partido, nada mudará em Portugal.
    Mas confesso que o que fez “transbordar o copo” e me levou a escrever este texto foi a
    reacção de Costa à vitória do Syriza na Grécia. O líder do PS mostrou-se vagamente contente (ele mostra-se sempre “vagamente qualquer coisa”) e não esboçou sequer uma crítica às propostas de Tsipras e à ruína do seu partido-irmão na Grécia, o PASOK. Se Costa está contente com o Syriza, por que não vota no BE? E se não está assim tão contente, então por que não exprime frontalmente o seu desacordo?
    Não estará o PS a precisar de um líder?

    Sempre disse que o PS estava mais Seguro com o “Tó Zé” Seguro.Foram buscar este “remendo de pano velho”…

  • Guerra Junqueiro

    É original e insólito que um partido, o PS português, por força da derrota do PASOK, abjure do seu parceiro grego, camarada na Internacional Socialista e se torne camarada fraterno do Syriza, partido vencedor. Depois de António Costa nem sequer ter citado o partido irmão na adoração que prestou ao Syriza, é agora um ex-governante e ex-deputado socialista que transforma o PS no Syriza português.
    Agora, para o ex-governante o PASOK foi sempre um “partido caudilhista, profundamente burguês, arrogantemente sentado em cima de uma história e de um passado que desconhece a evolução das sociedades…” e o PS “é hoje o movimento que se transforma para ser a casa mãe da inovação política”.
    E como o PS não é o PASOK…e em Portugal o Bloco de Esquerda morreu antes de nascer o Syriza, aí está a demonstração completa da nova religião do PS: uma união espiritual tão profunda, ao ponto de identificar adorador e adorado numa identidade única, com duas pessoas indistintas, a religião Syriza.
    No fim, interrogo-me: oportunismo desbragado ou é mesmo assim?

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Liberdade

      Tu és de uma cultura, só visto. A sério tanto andas-te que de dizeres mal do Lopes á bocarra cheia até já tens artigos no jornal, bem dizia o Luis que tu eras uma peça daquelas. Malta atenção atenção cuidado com o Guerra Pombo ele é um perigo.

      • Guerra Junqueiro

        Apontei o erros do Lopes, do Alex, do MA e de muitos envolvidos e com responsabilidades. O único que acabou por me dar razão foi o Lopes.
        Agora parece que já há muitos com essa ideia. Vamos ver se tu também mudas com o tempo? Acho que sim. Dá lá um abraço ao Luís, e ele que te diga em que sentido é que o “Guerra” é um perigo?

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

  • Ai Costa que estás de costas

    Depois de António Costa ter saudado a vitória do Syriza, afirmando que “é mais um sinal da mudança da orientação política que está em curso na Europa, do esgotamento das políticas de austeridade e da necessidade de termos uma outra política que permita fazer com que a moeda única seja efectivamente uma moeda comum“, António Costa afirmou hoje (se calhar apercebendo-se tardiamente que o PS corresponde ao PASOK lá do sítio que passou de 13,2% dos votos em 2012 para 4,7% em 2015) que “a verdadeira e única lição que temos a retirar das eleições gregas é que o PS em Portugal não é nem será o PASOK, porque não estamos cá para servir as políticas que têm sido seguidas mas, pelo contrário, criar alternativa às políticas que têm sido seguidas“.

    E o que propõe então António Costa como “alternativa”? Analisando o seu discurso, ficamos esclarecidos:

    “É preciso travar a austeridade para relançar a economia e poder criar emprego e ter crescimento”, declarou, reclamando que mais investimento, mas também defendendo uma “alteração na política de rendimento“. É necessário “reclamar mais investimento” e uma “alteriação na política de rendimento”. Boa! O mistério adensa-se. E prossegue:

    “A melhor forma de defender o projeto europeu, de defender o euro, é criar condições para que no campo democrático dos defensores da integração europeia, dos defensores do euro, seja possível criar alternativas que reforcem a Europa e que reforcem o euro“.

    “Se não criarem alternativas entre os defensores do euro e os defensores da Europa para uma nova política, essas alternativas surgirão não entre os defensores da Europa, mas entre os inimigos da Europa, não nos defensores da democracia, mas nos defensores do radicalismo, não nos defensores do euro mas naqueles que querem combater o euro“. Esclarecidos?

    Se alguém conseguir traduzir os segmentos acima em algo minimamente concreto e claro, fica desde já o agradecimento.

  • Ó Alex já imitas o Costa

    A câmara de Costa e as resmas de assessores
    Diálogo de silêncios, como dizia Tomaz de Figueiredo em “Tiros de espingarda”. E todavia.

    De Costa a Costa, por todo o lado se houve louvar a capacidade de administração do presidente da câmara de Lisboa, que o colocam como o candiato a entronizar no palco do Governo: E todavia, a Câmara Munipal de Lisboa tem um larga resma de assessores, dizem-me que até a figura inédita do «assessor do assessor»… Fui ver. E, branca e pesada, mas branca e fria, lá encontrei o que suponho seja uma lista, que admito incompleta, depessoal político da Câmara de Lisboa, patente numa deliberação subscrita pelo presidente António Costa e aprovada por unanimidade, em 2013, que publico abaixo. Veja-se ainda a proposta de adenda do PC, para obter mais assessores para o seu serviço na câmara, datada de 30-10-2013. E ainda, como exemplo, o Despacho n.º 2/GVHR/2010, de 8-1-2010, da então vereadora da Habitação, Helena Roseta, atualmente presidente da Assembleia Municipal de nomeação de 12 assessores e 6 secretárias, para o seu pelouro, incluindo… um assessor de imprensa). Em tempos de austeridade, é uma despesa inadmissível.

    A Deliberação da CMLisboa n.º 802/CM/2013 (Proposta n.º 802/2013), de 30-10-2013, estipula o seguinte. Some o leitor o número de assessores que perdi-lhe o conto.

    «Termos do apoio técnico e administrativo ao Presidente e aos Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa

    (…) 1 – O apoio técnico-administrativo ao Presidente e aos Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa é feito no quadro do Gabinete de Apoio ao Presidente e do Gabinete de Apoio à Vereação, neste último caso através do Núcleo de Apoio a cada Vereador com Pelouro, ou do Núcleo de Apoio ao Agrupamento Político, e, além dos elementos previstos no artigo 42.º do Regime Jurídico das Autarquias Locais, contempla os elementos previstos nos números seguintes;

    2 – No caso dos Agrupamentos Políticos, o apoio técnico e administrativo referido no número anterior é estabelecido nos seguintes termos:
    a) Com eleitos com Pelouro atribuído: três assessores e uma pessoa para apoio administrativo;
    b) Com eleitos sem Pelouro atribuído:
    i) Com três eleitos: cinco assessores e duas pessoas para apoio administrativo;
    ii) Com dois eleitos: quatro assessores e uma pessoa para apoio administrativo;
    iii) Com um eleito: três assessores e uma pessoa para apoio administrativo;
    iv) Um assessor e uma pessoa para apoio administrativo por cada dois eleitos além dos três.

    3 – No caso dos eleitos, o apoio técnico referido no número anterior é estabelecido nos seguintes termos:
    a) Presidente da Câmara Municipal: sete assessores e duas pessoas para apoio administrativo;
    b) Vereador com Pelouro atribuído:
    i) Com adjunto e secretário, nos termos da alínea d) do n.º 2 do artigo 42.º do Regime Jurídico das Autarquias Locais:
    seis assessores e duas pessoas para apoio administrativo;
    ii) Sem adjunto e secretário, nos termos da alínea d) do n.º 2 do artigo 42.º do Regime Jurídico das Autarquias Locais: sete assessores e três pessoas para apoio administrativo.
    c) Primeiro eleito Vereador sem Pelouro atribuído de cada Agrupamento Político com o mínimo de dois eleitos: um assessor e uma pessoa para apoio administrativo;
    d) A requerimento dos primeiros eleitos de cada Agrupamento podem ainda ser afetos pelo Presidente da Câmara Municipal ao apoio aos Agrupamentos referidos no ponto 2 – b), funcionários do Município por período determinado.

    4 – O apoio técnico e administrativo, com os limites referidos nos números anteriores, pode ser prestado:
    a) Por funcionários do mapa de pessoal do Município de Lisboa;
    b) Por pessoal de outras Autarquias Locais e de outras Entidades Públicas;
    c) Por pessoal contratado, em regime de prestação de serviços, sujeito às regras da contratação pública.

    5 – A remuneração anual dos assessores tem como limite máximo o valor equivalente à remuneração anual de adjunto do Gabinete de Apoio e a remuneração anual dos administrativos tem como limite máximo a remuneração anual de secretário do Gabinete de Apoio;

    6 – Para efeitos do número anterior, os limites remuneratórios brutos fixam-se em 40 825,20 euros e 31 225,20 euros anuais, respetivamente, a que acresce IVA, se devido;

    7 – Os valores referidos no número anterior incluem as reduções remuneratórias e as reduções aplicadas aos contratos de prestação de serviços, designadamente por força da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, sendo-lhes aplicáveis para o futuro os ajustamentos remuneratórios equivalentes que incidam sobre a remuneração do adjunto e secretário de Gabinete de Apoio, na medida em que estes excedam as reduções aplicáveis especificamente aos contratos de prestação de serviços;

    8 – É permitido o desdobramento do número de assessores ou do apoio do secretariado, em regime de contrato de prestação de serviços, desde que não sejam ultrapassados os limites remuneratórios previstos no número anterior;

    9 – Os assessores exercem funções técnicas no âmbito da sua formação e experiência profissional;

    10 – É dado parecer prévio favorável e celebração e renovação dos contratos abrangidos por esta deliberação ao longo do presente mandato para todos os efeitos legais aplicáveis, designadamente do n.º 10 do artigo 75.º da Lei n.º 66-B/ /2012, de 31 de dezembro, ou norma futura equivalente;

    11 – A afetação de pessoal auxiliar aos Gabinetes dos eleitos será despachada pelo Presidente ou em quem essa competência seja delegada, a solicitação do primeiro eleito de cada Agrupamento Político.»

  • lol

    Só para dizer, que deixei por aqui comentários, em tudo menos ofensivos mas bastante mais verdadeiros que alguns que por aqui escrevem e foram apagados.