António Lopes diz que deputados municipais sabem “muito pouco do que aqui estão a fazer”

Foi com uma intervenção dura que o presidente da Assembleia se dirigiu aos deputados municipais, a maioria socialistas, na passada sexta-feira. Muito crítico quanto ao desempenho dos deputados, António Lopes disponibilizou-se para oferecer o livro “As Assembleias Municipais e a reforma do poder local”.

Pese embora as aparentes tréguas com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes não desce o tom da crítica, visando desta vez os deputados municipais, a maioria dos quais eleitos pelo PS, tal como o próprio.

Aconteceu assim, na última reunião da Assembleia Municipal depois de confrontado pelo deputado do PSD, Rafael Costa, acerca da mudança de posicionamento para com o presidente da Câmara Municipal, não tardando o presidente da Assembleia Municipal a responsabilizar os deputados daquele órgão pela “zanga” tida com o líder do executivo.

“O grande problema da discussão com o presidente da Câmara é o funcionamento desta sala e a responsabilidade que nós todos aqui temos e de que quase todos se demitem”, reagiu António Lopes, dando início a um conjunto de críticas que desferiu a propósito do trabalho que é feito pelo deputados municipais, desprezando o que apelida de “política, politiqueira”.

“Na maior parte das vezes, assim que se distribui a senha de presença, começa tudo como o peixe a saltar por cima da rede, sinal de que estão aqui muito enfadados”

A inexistência de grupos municipais organizados e a falta de vontade para que “estas coisas mudem”, foi um exemplo em que António Lopes pegou para, mais uma vez, lembrar que a Assembleia Municipal oliveirense cumpre os serviços mínimos. “Na maior parte das vezes, assim que se distribui a senha de presença, começa tudo como o peixe a saltar por cima da rede, sinal de que estão aqui muito enfadados”, chegou a afirmar o presidente da Assembleia Municipal, referindo que se fosse de facto “má língua a sério e não fosse presidente da AMOH, se calhar era capaz de dizer um a um porque é que aqui andam”.

Uma intervenção pesada protagonizada pelo presidente da Assembleia Municipal que se assume “acérrimo defensor da democracia”. “Mas é da democracia plena e não da democracia de arranjar o tal emprego”, esclareceu António Lopes que, ainda que certo de que a sua função “ é dirigir os trabalhos e respeitar os membros da Assembleia Municipal”, se sente na obrigação de alertar para o estado do órgão a que preside. “Esta Assembleia no seu todo, ou quase, continua descuidada”, prossegue António Lopes que consciente daquele facto deu conta da sua intenção de distribuir pelos deputados, ou pelos grupos partidários, o livro que o próprio leu e por isso recomenda “As assembleias Municipais e a reforma do poder local”, para ver se “sabem quais as suas funções”. É que na opinião de António Lopes “os senhores todos sabem muito pouco do que aqui estão a fazer e quais as vossas responsabilidades”.

A causar estupefação pela apreciação crítica que fez ao desempenho dos deputados, António Lopes esclareceu ainda que do mesmo modo que não está disponível para fazer fretes ao partido por que foi eleito, também disse não o fazer à oposição. Porém, lá foi dizendo em tom irónico que de todos os presentes o “único que aqui está com interesses para ser do CDS, sou seu”.

Aos deputados, António Lopes disse ter “uma linha” de que não abdica e apelou por isso a toda a Assembleia para “começar a fazer o seu trabalho”, porque “se calhar ganhamos todos”. Certo de estar a causar estupefação no início do segundo mandato autárquico, Lopes justificou a mudança de postura por nos primeiros quatro anos a Assembleia ser composta por 14 elementos do PS e 29 da oposição que, verifica, “nunca fizeram o seu trabalho”. “Ia-o fazendo eu”, confidenciou o responsável que para o efeito recorreu à tão proclamada “magistratura de influência”.

“A primeira regra da democracia é a clareza e isso obrigava-o a chegar aqui e a explicar porque é que voltou a dar confiança política ao presidente da Câmara. Não foi certamente por causa da nossa incompetência e incapacidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPalavras que silenciaram toda a Assembleia Municipal, com exceção do deputado do CDS-PP que, na mesma linha de ironia, abriu as portas do partido a António Lopes, não aceitando porém que recaia sobre a Assembleia a responsabilidade do mal estar criado entre António Lopes e José Carlos Alexandrino.

“A primeira regra da democracia é a clareza e isso obrigava-o a chegar aqui e a explicar porque é que voltou a dar confiança política ao presidente da Câmara. Não foi certamente por causa da nossa incompetência e incapacidade. O senhor disse aqui que não concordava com contratações, estágios, jornalistas no 14º andar. Acho que não lhe fica bem”, reagiu Luís Lagos.

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  • Por Ulvária

    Pois esteve muito bem, o Presidente da AM, nas suas criticas. Todos sabemos que os deputados da AM – com raras e honrosas excepções – não preparam, fiscalizam e debatem as matérias que são objecto da ordem de trabalho. A postura que lhes é exigida naquele órgão é bem diferente daquela que apresentam. Mas também é por isso que são convidados para as listas, para não fazerem grandes ondas. Uns por incompetência, outros por laxismo, outros porque estão reféns de interesses próprios, são um bando de inaptos – volto a referir, com raras e honrosas excepções. É um mal que não é de agora, tem vindo a agudizar-se ao longo de diversos mandatos.

  • Guerra Junqueiro

    Temos o que merecemos, pois as escolhas eram nulas.
    No entanto, Sr. Presidente, o Sr. ajudou a escolhe-los. Não se queixe.
    O resultado, já há muito o mostrei-

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Por Ulvária

      Eu duvido muito que ele tenha tido alguma hipótese de escolha. Que queria, queria, mas não teve grande sorte, lol. Olha se ele tem escolhido mais dois ou três dos que não gostam de estar no redil…

  • Erasmo de Roterdão

    “Guerra”: Deixe-se disso.No próximo 25 de Abril, faz 40 anos que estamos em democracia.A Assembleia Municipal, nem uma sala tinha nem uma cadeira para o presidente se sentar.Diz o artº 239 da Constituição da Republica Portuguesa:

    “1- A organização das autarquias locais compreende uma assembleia eleita dotada de poderes deliberativos e um orgão executivo colegial perante ele responsável”.

    . Algum presidente de Câmara, até hoje, apresentou algumas contas à Assembleia ou lhe passou algum cartuxo? Contas, no sentido político do termo.Não é aquelas obrigatórias que ninguém questiona e a que “batem palmas” .E ai de quem não as bater.Alguma vez viu em Oliveira uma comissão permanente para tratar de alguma coisa? Nem os partidos nunca se organizaram como podem e devem para exercer as suas prerrogativas legais.Isto é o DA-Deixa andar..! Isto sempre foi o quero posso e mando do presidente da Câmara.E o pessoal até acha que é isso que a lei diz, incluindo os próprios… Formar uma democracia pura leva 100 anos.Só temos 40…

    • Guerra Junqueiro

      “Erasmo”, fica a saber que concordo com a atitude do Presidente da Assembleia. Fico triste por notar que não se evoluiu, e compreendo-O perfeitamente, mais, compreendo quando Ele afirma saber as razões porque cada um ali está. E isso ainda mais triste me deixa.
      Hoje, não tenho a certeza que a nossa Democracia resista mais 60 anos, mais, hoje tenho a certeza que a democracia veio atrasar os sistemas políticos mundiais que efectivamente deveriam ter evoluído para uma Sinarquia.
      Os mais capazes têm que guiar os outros para o bem de todos.
      Estou com Ele nesta tentativa de exigir o devido a quem democraticamente se candidatou e foi eleito para servir. Se tal passar à pratica, acredito que apareçam menos incompetentes no cenário politico.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

  • Erasmo de Roterdão

    Corrijo “Perante ela responsável”

  • Paulo

    Muito me conta o Sr. presidente da assembleia. Ainda há pouco tempo utilizava estes argumentos para impor as suas ideias e agora queixa-se do mal que utilizou?
    Já pertence a minoria?
    Note que eu apoio este ideal, mas defendio no passado, defendo no presente e defenderei no futuro. Pode ser que mais tarde alguém consiga impor uma democracia no nosso pais.

    Cumprimentos a todos.

  • Por Ulvária

    http://www.centrotv.pt/index.php/component/hdflvplayer/648/title/Lopes-diz-que-deputados-municipais-de-O.-Hospital-n%C3%A3o-sabem-o-que-fazem/id/740/page/1
    Do vídeo publicado pela Centro TV retiro duas coisas – o ar de enfado que o Executivo Camarário apresenta quando o Presidente da Assembleia fala e o ar de gozo quando a oposição – leia-se o Deputado Municipal Luís Lagos – esgrime argumentos e ataca o Presidente da Assembleia Municipal. Vale a solidariedade politica entre eleitos pelo mesmo partido! Vai linda a romaria – e ainda faltam três anos e meio para acabar a procissão…

  • opraeles

    Disse muito bem o presidente da Assembleia.
    Então não é “politica politiqueira”? Vejamos:
    António Guterres-28-10-1995 a 06-04-2002= 6 anos e meio
    Durão barroso—-06- 04-2002 a 17-07-2004= 2 anos e três meses(dá para quê?)
    Santana Lopes -17-07-2004 a 12-03-2005 = 7 meses e meio!!!
    José Socrates -12-03-2005 a 21-06-2011= 6 anos e três meses.
    Passos Coelho -21-06-2011 até agora 2 anos e 8 meses

    Não fizeram os ICS, governando 12 anos e nove meses,com dois 1ºs ministros, nos últimos 18 anos e 4 meses e vêm exigir a estrada ao PSD,5 anos e três meses, com três governos!!! Não é “política politiqueira”..? Opraeles… é pois…Esperteza caiu para eles por um funil…

    • Não me esqueço

      Em 12/01/2013 dizia-se isto:
      Paulo Campos, aldrabão, segundo Teixeira dos Santos
      Paulo Campos, o Secretário de Estado de José Sócrates anda com azar. Deputado, ouviu certamente o que o antigo ministro Teixeira dos Santos dele disse esta semana que passou: que foi “deselegante”.
      A TVI ( Carlos Enes) reportou, dizendo que Teixeira dos Santos “devolveu” a responsabilidade a Paulo Campos.

      Ora o assunto para se compreender melhor, deve ser relembrado:

      Paulo Campos em entrevista ao Sol endossou as responsabilidades pela renegociação das PPP aos ministros Teixeira dos Santos e Mendonça.

      Aldrabou, como agora Teixeira dos Santos confirma porque na verdade o argumento de Teixeira dos Santos é este que já por aqui foi lembrado in illo tempore:

      Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações – Gabinete do Ministro
      Despacho nº 16 229/2005 (2ª série):1 – Nos termos conjugados dos artigos 3.º, n.º 11, 9.º e 19.º, todos do Decreto-Lei n.º 79/2005, de 15 de Abril, que aprova a Lei Orgânica do XVII Governo Constitucional, bem como dos artigos 35.º a 41.º do Código do Procedimento Administrativo, delego no Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Dr. Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos:
      1.1 – As minhas competências relativas aos seguintes serviços, organismos e entidades:
      a) Autoridade de Segurança da Ponte 25 de Abril;
      b) Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo;
      c) Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações;
      d) Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves;
      e) Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário;
      f) Instituto Nacional de Aviação Civil, I. P.;
      g) ICP – Autoridade Nacional de Comunicações;
      h) Obra Social do Ministério das Obras Públicas;
      i) EP – Estradas de Portugal, E. P. E.;
      j) Navegação Aérea de Portugal – NAV Portugal, E. P. E.;
      k) ANA – Aeroportos de Portugal, S. A.;
      l) TAP – Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S. A.;
      m) NAER – Novo Aeroporto, S. A.;
      n) EDAB – Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, S. A.;
      o) ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeixa, S. A.;
      p) CTT – Correios de Portugal, S. A.;
      q) Portugal Telecom, SGPS, S. A.;
      Um indivíduo destes tem alguma legitimidade para continuar deputado? Isto não é pior do que o caso da deputada que conduziu com álcool?

  • Visto do publico

    Atão mas vem criticar aquilo que tinha por obrigação de pôr a funcionar bem, de pôr na ordem como Presidente da Assembleia?????
    Na vez de assumir falhas manda as responsabilidades para os outros?????
    Atão mas afinal em que é que ficamos????

  • opraeles

    Visto, mas é de outro lado! O problema é mesmo esse.Pôr a funcionar…Por acaso não és dos que andam ameaçar quem está com ele? A quem foi que “encomendaram” a revisão do regimento? Então porque é que foram as discussões com o outro presidente? Não foi por causa de pôr a funcionar? Não foi dito na outra AM que o Lopes queria pôr uma Câmara dentro da Câmara? Andas desatento ou queres lançar a confusão? Sabes bem que, com aquele, não vos safais..Se cortaram a moção de censura e afins a AM vai fazer o quê..?” Isto é que vai prá qui uma democrácia”!!! Olha: ele, criticou lá, na presença e só um que é novo, é que se doeu. Já te esqueceste que uma boa parte até se virou..? Faz como ele ataca de frente e diz o nome.Assim…

  • Erasmo de Roterdão

    O que mais aprecio , em Oliveira do Hospital, é o jornalismo de subserviência .Por um “prato de lentilhas” lambem “as bolas” ao poder. Um deles até dizia, há dias: “O ainda presidente da Assembleia Municipal”.Se não andasse descuidado e não fosse subserviente, saberia que, ” o ainda presidente” já pôs no “desemprego” uma confortável maioria.Com calma também põe esta.A jeito, ela, anda a pôr-se.E com mais calma ainda, explica as regras do código deontológico dos jornalistas a alguns “tarefeiros” das “notícias” que se vendem a quem mais garantias lhes der.Os tempos não estão para fazer de certo “jornalismo” profissão.Os jornalistas, dignos desse nome, até que vão sendo bem pagos e disputados.Os “tarefeiros”,qualquer salário mínimo tem mil pretendentes..!

  • Não me esqueço

    É verdade Sr. Erasmo, o jornalismo concelhio não existe.

    Quando ainda há pouco numa entrevista à RBN ouvi o Sr.
    Presidente da Assembleia dizer relativamente ao Henrique Barreto, que era um
    jornalista de mão cheia, questiono-me: “Mão cheia de quê?”. Provavelmente “Mão cheia
    de nada.” Ou pior “Mão cheia de dinheiro público para fazer propaganda e
    publicidade. Para informar o que interessa, aos interessados que lhe passam o
    cheque”.

    É triste para quem assistiu à última assembleia municipal, e ler depois as noticias a ela relativas que chegaram a público nos meios de comunicação concelhios. Vou esperar pela reportagem que o Henrique Barreto vai fazer no jornal camarário que todos pagamos, para ver a mão cheia de informação válida, assim como os respetivo desenvolvimentos das situações mais preocupantes que foram a constatação de problemas graves nas escolas do “mega agrupamento” e a definição de incompetência dada à assembleia pelo seu presidente.

    Relembrando a primeira situação, que foi trazida à assembleia pelo Presidente da Junta de Freguesia de Oliveira e São Paio. O Sr. Nuno Oliveira mostrou-se deveras preocupado com o que se passa nas escolas, devido à decisão de criação do “mega agrupamento”, vários casos afirmou. Chegou a dizer que não foram somente 4 ou 5, mas muitos mais casos de “bullying, racismo, xenofobia e até atos de mutilação”. Ora bem, o Sr. Nuno devia ter comunicado de imediato essas situações a quem de direito, e depois sim, explicar tal na assembleia. Mas o Sr. Nuno não tem nada de nada, mentiu para fazer política com coisas muito delicadas, se não vejamos: Vem posteriormente informar, a comunicação social e não a assembleia que os casos são na Ponte das Três Entradas, não sendo da sua jurisdição, i.e., em Oliveira, pois as outras terras da
    freguesia para além de Oliveira não têm escolas do mega agrupamento. O Sr.
    Presidente da Junta de Oliveira e São Paio para além de como devia ter alertado
    as devidas instancias, passou por cima de todos os Presidentes de Junta que têm
    os alunos das suas freguesias na escola da Ponte, pois seriam estes que caso, “casos”
    houvesse o saberiam e lidariam como bem achassem, resta saber se não o fizeram?
    O rótulo de dispensáveis, desnecessários e incompetentes foi-lhes já passado
    pelo seu colega, o Presidente da junta de Oliveira.

    Gostaria de perguntar ao Sr. Nuno, se quando era jovem estudante, não foi apertado ou apertou outros? Ou, se foi sempre bafejado por um ambiente celestial? Se nunca deu ou levou uma estalada? Pelos vistos, no seu percurso estudantil foi tudo leite e mel, o que o levou a ser um aluno de excelência, com resultados brilhantes. Um “verdadeiro Doutor”.

    Sr. Nuno, eu sou pai com alunos em escolas do mega agrupamento, coisa que ainda não acontece consigo. Fiquei enojado, enfastiado e incomodado com as suas palavras na assembleia municipal, pois o que assisto diariamente nas escolas dos meus filhos, é gente a mais para a quantidade de alunos que cada vez são menos. Na minha opinião essas escolas já deveriam estar fechadas, pois o único motivo de estarem a funcionar, é manter empregos, nada mais. E digo-lhe porquê! Porque quando eu andava a estudar, além das telescolas em algumas freguesias, todos os alunos vinham para Oliveira, só na minha aldeia os rapazes estudantes chegavam para fazer mais de três equipas de futebol, hoje não conseguem fazer uma de futsal. O Ciclo e o Liceu de Oliveira na altura
    tinham menos edifícios (salas) do que hoje e muito mais alunos, e a verdade é
    que as salas davam e sobravam. Sabe, funcionavam com uma direção no Ciclo e
    outra no Liceu e dez vezes menos o pessoal auxiliar do que hoje. Se agora
    chamam “mega agrupamento” a estas escolas, no meu tempo, as de Oliveira teriam
    que ser designadas por “giga ou mesmo tera agrupamento”. A Srª Vereadora da
    Educação, deveria relembrar o seu tempo, em vez de dizer asneiras em público e
    para esta comunicação social.

    Só em jeito de comparação, e se estes casos são tão frequentes, despeçam todos os envolvidos, pois quem está atento às noticias, reparou que nos EUA ainda esta semana, um aluno da primária ficou 3 dias em casa suspenso por ter imitado uma cowboyada com as mãos. A noticia rulou por todo o mundo, e não foi à assembleia municipal lá do sitio.

    A situação passou de grave a escandalosa quando o Vice-Presidente da Assembleia, em vez de passar o devido corretivo ao Sr. Presidente da Junta de Oliveira, não, vem dar-lhe todo o seu apoio e reforçar com um caso de Sodomia infantil que achou estranho a “tal” comunicação social não ter relatado.

    Aqui tenho que dar toda a razão ao Presidente da Assembleia quando afirma que a assembleia não funciona, que a maioria está lá por interesses que ele conhece e que podia relatar um por um. Pois ninguém veio a terreiro por cobro à situação.

    Para avaliarmos quão nojento isto foi, basta-nos saber que ali a cerca de um metro do microfone, estava o vice-presidente da Câmara que é também Presidente da CPCJ. Ora esta pessoa é o principal responsável pelo tratamento destas situações. O que fez? Fez politiqueira deixando isto acontecer. O principal responsável por tratar destes casos nada fez, mostrou a sua incompetência.

    Relembrando esta gente, que a criação do mega agrupamento, nada tem a ver com estas situações, que hoje sabe-se estarem a ser tratadas. Recordo que quando a escola em Oliveira se mudou para onde está, talvez em 1978 ou 1979, uma miúda com 13 anos foi violada por vários rapazes, tendo que ser operada de urgência. O crime foi tratado por quem de direito nos devidos locais, não vindo para a praça pública. Todos os envolvidos seguiram a sua vida saldando o que a Lei impôs.

    Estava também presente e ali ao lado o Presidente da Câmara,
    que mudo ficou, mesmo sabendo que no seu tempo de presidente de uma escola, um já
    rapazola era sodomizado pelos colegas no balneário. Situação que resolveu
    dentro das paredes da escola, embora se tivesse sabido no exterior. Se resolveu
    bem? Não sei. O que sei é que mais tarde este rapaz imolou-se na ponte 25 de
    Abril.

    Por isso em vez de quererem fazer politiquices, especialmente com a Diretora da Educação da Região Centro, a vereadora Cristina Oliveira. Ponham a mão na consciência, sejam competentes, como vos pede o Presidente da Assembleia. E sejam poupados, que é o que o País precisa.

    • sócrates – o verdadeiro

      Olha lá ó tu…. Por qué no te callas….

      • Feiticeiro de Oh

        Sócrates – óh verdadeiro:

        «Sábio é aquele que conhece os limites da sua própria ignorância»