António Lopes: “Eles [executivo da Câmara] insistem em dizer o que querem. Eu insisto que têm que cumprir a lei”

“Só quero exercer as minhas funções e esclarecer o que há a esclarecer. Eles [executivo da Câmara] insistem em dizer o que querem. Eu insisto que têm que cumprir a lei. Sendo assim, as perguntas e as respostas seguem para a CADA e IGF”. Esta foi a reacção António Lopes após receber as respostas enviadas pela autarquia a uma série de esclarecimentos que solicitou à mesa da Assembleia Municipal (AM). O deputado municipal, que viu mais de uma dezena de questões respondidas em poucas linhas pelo executivo liderado por José Carlos Alexandrino, diz que, por mais que insista, não há maneira de receber os devidos esclarecimentos. Aquilo que lhe chegou às mãos, sublinha, esclarece muito pouco e “ainda pretende envolver os funcionários das várias instituições no debate político”.

“O senhor Presidente faz um esforço tremendo para envolver os funcionários no debate político. Naturalmente, não estou disponível para isso. Não são os funcionários que têm responsabilidade politica e não vai ser a eles que vou questionar, sejam eles quem forem, tenham as funções que tiverem”, explica António Lopes, para quem o presidente da autarquia “responde o que quer e não ao que lhe perguntam”. “Boa parte dos pedidos que fiz, eram para esclarecer o que não foi esclarecido no pedido anterior e que, estranhamente, ou talvez não, continuam a não ser respondidos. Dito de outra maneira, a Câmara responde apenas ao que quer ou ao que lhe convêm”, acusa António Lopes, que face a esta postura terá de recorrer para as instâncias competentes, para que tanto ele como os munícipes sejam esclarecidos.

Discrepância dos números do custo da EXPOH

Mesmo assim as breves respostas conseguiram surpreender António Lopes. Particularmente com o número referente às despesas da EXPOH. Às quatro perguntas sobre este tema, a resposta foi curta, limitando-se a explicar que o custo total para o Município foi de 53.294,64 euros. Um valor que não bate certo com os 45.295,61 euros anunciados em Outubro pela vereadora Graça Silva e confirmados pelo presidente José Carlos Alexandrino, a 23 de Dezembro. Na altura, o autarca frisou que “tudo o resto” eram “especulação e mentiras”. Antes, porém, o vice-presidente da autarquia, José Rolo, já tinha avançado um outro número: 50.683,22 euros. Agora, a autarquia admite que o custo total para o Município foi na realidade de 53.294,64 euros. “Perante estes números e estas incongruências como é que os posso levar a sério?”, interroga-se António Lopes.

As respostas sobre as fundações, refere António Lopes, também não esclareceram nada. À questão sobre quem foram os dois administradores que a Câmara nomeou para a Fundação Maria Emília Vasconcelos Cabral e qual o estado de legalidade dos órgãos sociais da instituição, o executivo, liderado por José Carlos Alexandrino, limitou-se a responder que a referida Fundação “tem órgãos próprios a quem compete a gestão do seu património, nos termos legais”. “Qualquer questão deve ser colocada ao respectivo Presidente do Conselho de Administração”, refere ainda o executivo da autarquia. “A Câmara continua a dizer que não é com ela, o que se pode fazer?”, interroga-se António Lopes que teve também de se contentar com esta breve resposta para o esclarecer sobre o que “pensa fazer a Câmara Municipal para reverter o conjunto de ilícitos e o abandono a que está votada” aquela Fundação.

Mais de 400 mil euros investidos na BLC em três anos

António Lopes acusa ainda José Carlos Alexandrino, por exemplo, de não justificar os ajustes directos refugiando-se na lei, esquecendo que nestes casos existe a recomendação de apenas se recorrer a este tipo de contratação com razões fundamentadas. Salienta ainda que, noutras questões o remeteram para as direcções das várias instituições, o que na prática “é uma forma de não responder”. “É que eu só posso pedir esclarecimentos através da mesa da AM. São eles que têm que arranjar os documentos. Ao fim de cinco anos e meio de mandato o Sr. Presidente da Câmara já tinha tempo de conhecer a lei e saber que os membros da Assembleia, nos termos do nº2 alínea e) do Regimento e da do artº25 nº2 alínea e) da lei 75/2013, pedem os esclarecimentos através da mesa da AM”, clarifica.

O pedido para listar nominalmente os funcionários que vão rodando nas diversas empresas ou locais de empregabilidade abrangidos pela autarquia, como POCS, ADESA, BLC, ESTGOH, ADI, também não chegou às mãos do deputado. “Respondeu que a ADESA não forneceu os dados ou remeteu-me, mais uma vez, para as direcções das empresas”, conta António Lopes que ficou atónito com o dinheiro que a autarquia já colocou nas BLC. “O Presidente da Assembleia Geral das BLC’s é o Senhor Presidente da Câmara, por inerência do cargo. Respondeu-nos que já lá foram investidos (como ele gosta de dizer), em três anos, 407.122, 00 euros. É obra. Não pensava que fosse tanto. Mas estranhamente não disse quantas BLC’s existem, quem são os gestores, quem são os actuais sócios, nem quanto é que cada um lá ‘investiu’. Mas na pergunta tive o cuidado de enumerar três BLC’s”, explica, adiantando que também não lhe foi facultada a lista de funcionários. “Aquilo em que acredito ser uma das alavancas do nosso desenvolvimento virou mistério”, rematou.

As perguntas de António Lopes e as respostas da autarquia

Perguntas

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  • José Severino

    Eu é mais bolos, não é verdade? Mas mesmo assim vou deixar a minha opinião. Ó homem como quer que eles respondam mais se em duas páginas metem os pés pelas mãos e o Sr. presidente acaba por reconhecer que afinal aquilo que tinha dito sobre o custo da EXPOH não correspondia à verdade. Imagine que lhe respondiam a tudo o que perguntou? Ele bem disse que o resto eram “especulação e mentiras”. Ele lá sabia. Que tal, os senhores do burgo dedicarem-se, como eu, aos bolos? É que isto começa a parecer um bocadinho mal, não é sr. presidente? Venha tratar de bolos e traga esse pessoal todo para carregar lenha que sempre poupamos no gás e na electricidade. É que está visto que para governarem o concelho não servem. Mas eu é mais bolos, não é verdade?

  • Sr. Viegas

    Com este executivo é tudo tão hilariante. Vão do oito ao oitenta! Têm a maior abóbora e o maior requeijão, depois, pela primeira vez na vida, fazem-me observar documentos em que as perguntas são mais extensas que as respostas! É Obra!…Mas eu compreendo, no fundo, até compreendo..Andam ocupados, coitados!…Agora não é só a Folha de Couve e a xuxa TV, estes vêm da capital e trazem aparelhos diferentes com luzinhas a piscar..E eles, pobres coitados, ao verem as televisões e câmaras, largam tudo (do pouco que já fazem) e parecem criancinhas com um brinquedo novo…e, no meio de tanta brincadeira, não houve tempo para as respostas. A única certeza que temos em Oliveira do Hospital é a de sabermos quem paga estas megalomanias, os mesmos de sempre, o povo!

  • António Lopes

    O Senhor Presidente da Câmara insiste em dizer que a BLC é uma empresa de direito privado.Contudo a principal fonte de financiamento é a Câmara.O accionista ou sócio quase a 100%, de facto, é a Câmara.Vejam-se as competências da Assembleia Geral,cuja presidência, por inerência, é exercida pelo Senhor Presidente da Câmara.Quando não convêm não sabe nem pode nada..!Perguntei pela lista dos funcionários e suas colocações, nada,Perguntei pelos demais sócios, nada.Perguntei quanto é que os demais sócios participam financeiramente, nada.Estou em querer que nem as quotas pagam..! Depois aparecem as empresas mistério com sede na BLC.É caso para perguntar: Com esta “transparência” o que mais não andará por ali… O que é que não querem que se saiba..? Naturalmente faremos prevalecer o direito e a transparência.

  • Guerra Junqueiro

    “A-5) – ADI – AGÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE TÁBUA E OLIVEIRA DO HOSPITAL
    D.A.G.F.

    A vereadora Graça Silva propôs à Câmara Municipal que, no âmbito do protocolo de
    cooperação celebrado entre o Município de Oliveira do Hospital e a ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, tendo em vista a organização conjunta da edição de 2014 da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital e após a apresentação do relatório final das despesas e receitas da feira, da responsabilidade daquela entidade, atribua à ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, um subsídio no montante de 18.395,97 € (dezoito mil, trezentos e noventa e cinco euros e noventa e sete cêntimos), ou seja, o valor correspondente ao diferencial que resulta entre o total das despesas que foi de 45.295,61 € (quarenta e cinco mil, duzentos e noventa e cinco euros e sessenta e um cêntimos) e o total das receitas que foi de 26.899,64 € (vinte e seis mil, oitocentos e
    noventa e nove euros e sessenta e quatro cêntimos).
    A Câmara Municipal nos termos do disposto na alínea u) do n.º 1 do art.º 33.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, deliberou, por maioria, com os votos favoráveis dos vereadores Graça Silva, Nuno Ribeiro, João Ramalhete e Teresa Dias e a abstenção da vereadora Cristina Oliveira, que a justificou alegando total desconhecimento do documento em apreço, uma vez que não lhe foi enviada cópia do mesmo, aprovar a presente proposta.
    Ainda sobre este assunto, a vereadora Cristina Oliveira manifestou a sua estranheza
    pelo facto de verificar que os senhores vereadores votaram a presente proposta com desconhecimento do documento que originou a concessão deste apoio, ao que os senhores vereadores disseram entender que, no caso em apreço, o motivo apresentado pela vereadora Cristina Oliveira para justificar o seu voto de abstenção, não faz sentido, uma vez que, na anterior reunião, o Sr. Presidente da Câmara teve o cuidado de escalpelizar o relatório final das despesas e receitas da feira, da responsabilidade da ADI.”
    (Retirado da acta de reunião da CMOH de 30 de Outubro de 2014)

    Nesta reunião foram aprovados os resultados das contas da Expoh de 2014 sem que
    tivesse votado quer o Presidente, quer o Vice-Presidente. A vereadora da oposição
    votou contra por desconhecer os documentos de base que levaram a estes resultados, pois nunca lhos fizeram chegar, o que levou à admiração dos outros vereadores por tal facto, pois segundo eles, todas as contas efectuadas pela ADI, as receitas e as despesas da festa, tinham sido exaustivamente escalpelizadas pelo Sr Presidente na reunião anterior.
    Vamos então à reunião anterior, que acreditando que todas as actas estão disponíveis,
    e que não houve reuniões secretas, é a acta de16 de Outubro de 2014 e que reza o seguinte no que a este capítulo diz respeito:

    “2.7.2 – ADI – RELATÓRIO DE CONTAS – EXPOH 2014
    D.A.G.F.

    A Câmara Municipal sob proposta do Presidente da Câmara deliberou, por unanimidade, adiar a análise deste assunto para uma próxima reunião.”

    Ora, aqui estão as contas, que imagine-se, feitas pela ADI, foram devidamente escalpelizadas pelo Sr Presidente, e que indignaram tanto os senhores vereadores por a vereadora da oposição não as conhecer.
    É vergonhoso como se tenta enganar os Oliveirenses, com artimanhas impróprias até para crianças.

    Sr Presidente e senhores vereadores lembrem-se que estão a representar a governação popular, façam por honrar a grande maioria que feliz ou infelizmente acreditou em vocês.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Contabilista

      O mais engraçado caro Guerra, foi que na mesma reunião de 30/10/2014, depois de terem aprovado (sem os votos do Alex e do Rolo) as contas que tinham sido devidamente escalpelizadas pelo Presidente e amplamente entendidas pelos vereadores socialistas quando foram remetidas para a próxima reunião (não sei se ria ou se chore), vem então o presidente da ADI, também vereador socialista e vice-presidente da câmara, com as suas contas, aquelas, que ainda esperam uma verdadeira escalpelização:

      “2.7.2 – ADI – RELATÓRIO DE CONTAS – EXPOH 2014

      D.A.G.F./DOC.9

      O Vice-Presidente da Câmara apresentou à Câmara Municipal o Relatório Final de Prestação de Contas relativo às despesas e receitas da ExpOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital 2014, remetido pela ADI, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre o Município de Oliveira do Hospital e aquela entidade, documento que se anexa e que fica a fazer parte integrante desta ata.

      Sobre o assunto, o Vice-Presidente da Câmara informou que as despesas relativas à EXPOH, ascenderam ao montante de 45.295,61 € (quarenta e cinco mil, duzentos e noventa e cinco euros e sessenta e um cêntimos), enquanto as receitas ascenderam ao montante de 26.899,64 € (vinte e seis mil, oitocentos e noventa e nove euros e sessenta e quatro cêntimos). Referiu ainda que “desta
      correlação resultou um diferencial de 18.395,97 € (dezoito mil, trezentos e noventa e cinco euros e noventa e sete cêntimos) ao que, a este valor, acresce ainda 32.287,25 € (trinta e dois mil, duzentos e oitenta e sete euros e vinte e cinco cêntimos) de investimento do Município de Oliveira do Hospital, totalizando 50.683,22 € (cinquenta mil, seiscentos e oitenta e três euros e vinte e dois cêntimos) de investimento na EXPOH’2014”.
      A Câmara Municipal tomou conhecimento.” (Acta da RC de 30-10-2014)

      O Sr Vice-presidente para aumentar o prejuízo de 18.395,97€ que chamou de investimento, encontrou outro investimento camarário, de igual índole com o valor de 32.287,25€, já está nos 50.683,22€, mas mesmo assim, ainda longe dos 53.294,64€ apresentados sem escalpelização pelo Sr Presidente da Câmara.

      Vamos esperar que na Assembleia Municipal, sejam finalmente escalpelizadas estas e outras contas.

      • Guerra Junqueiro

        Caro Contabilista, obrigado pela informação, mas parece-me que o Sr Presidente não gostou destas contas apresentadas pelo seu vice e presidente da ADI, pois chama-o de especulador e mentiroso. Repare que não escalpelizou o tal prejuízo referenciado como investimento de 32.287,25€ e que deve ser uma mentira especulada pelo seu imediato:

        “1.1.2 – ADI – RELATÓRIO DE CONTAS – EXPOH 2014

        O Presidente da Câmara referiu-se à ExpOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital 2014, garantindo que as despesas e receitas relativas àquele evento, são as que constam do Relatório Final de Prestação de Contas remetido pela ADI, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre o Município de Oliveira do Hospital e aquela entidade, apresentado em reunião da Câmara Municipal de 30 de outubro de 2014. Clarificou igualmente que “o subsídio no montante de 18.395,97 € (dezoito mil, trezentos e noventa e cinco euros e noventa e sete cêntimos), atribuído à ADI, na mesma reunião, teve como base o protocolo de cooperação celebrado entre o Município de Oliveira do Hospital e aquela entidade, tendo em vista a organização conjunta da edição de 2014 da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital e corresponde ao diferencial que resulta entre o total das despesas que foi de 45.295,61 € (quarenta e cinco mil, duzentos e noventa e cinco euros e sessenta e um cêntimos) e o total das receitas que foi de 26.899,64 € (vinte e seis mil, oitocentos e noventa e nove euros e sessenta e quatro cêntimos) ”, frisando que “tudo o resto é especulação e mentiras”.
        A Câmara Municipal tomou conhecimento.”
        (Acta da reunião da CMOH de 23/12/2014)

        O valor de 53.294,64€ é que teima em ser escalpelizado!!!

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

        • Contabilista

          Então o caro Guerra não sabe de onde vem esse investimento de 53.294,64€ que já incluiu o subsidio de 18.395,97€ dado à ADI? Então não leu a explicação esmiuçada, minuciosamente escalpelizada pelo Sr Presidente para retirar todas as dúvidas ao Sr Lopes e a qualquer outra pessoa? Os Vereadores ficaram completamente esclarecidos. Têm que ser seres dotados de algo que realmente faz a diferença, porque eu sou contabilista e não entendi nada.
          O que noto é que nem eles estão de acordo sobre o que são investimentos e gastos.
          Ai meu Deus, com estas escalpelizações onde vamos parar.

      • António Lopes

        “AS despesas ascenderam a 45 295,61………………..ao que a este valor acresce ainda 32 287,25 de investimento do Município”… ACRESCE…!!! Mas o Município não aprovou 44 525 00 euros???

        Mas afinal, quanto é que foi a DESPESA da festa..?

        • Guerra Junqueiro

          Sr Lopes;

          Na minha sincera opinião, não fazem a mais pálida ideia de quanto foi a despesa.
          As contas desta gente é: Enquanto houver gasta-se (investe-se, na linguagem deles), quando acabar, fazem-se empréstimos. Depois vamos embora e que venham outros resolver.

          Cumprimentos
          Guerra Junqueiro

  • António Lopes

    Estas contas da EXPOH são um sinal preocupante do desnorte que se apoderou da nossa Câmara Municipal. Em documentos oficiais, cada reunião em que se debate os custos, os números são diferentes.É visível a preocupação em confundir os Munícipes, e escoder os custos das festas

    Em 17 de Junho porque “alguns falavam” (bem digo eu),decidiram que a EXPOH só podia custar 45 mil euros.

    Nos dias 11 e 17 de Julho, o Senhor Presidente da Câmara decidiu dois ajustes directos:THE GIGT e Stands da Feira, num total de 44 525 00 euros mais Iva. Isto é: esgotou a verba.

    No dia 24 de Julho a Câmara ratificou estas decisões.

    No dia 7 de Agosto analisaram o ” êxito” e ficaram de discutir os números na reunião seguinte.Não sei se não foi feita, não há acta da 2 quinzena de Agosto. Devem ter sido as férias.

    Em 16 de Outubro decidiram discutir depois.

    Em 30 de Outubro a Senhora Vereadora Graça Silva vem dizer que a Feira teve de DESPESA, 45 mil euros, receitas 26, deu de prejuízo 18 mil.Aprovaram o subsídio para pagar…Mas, na mesma reunião, o Senhor Vice Presidente, na qualidade de presidente da ADI vem dizer-nos que a Feira teve de DESPESA 50 mil, tendo a Câmara participado com 36 mil (tudo números redondos)..Os correctos estão nas actas das datas respectivas, aliás aqui publicadas).

    No dia 23 de Dezembro, o Senhor presidente, no balanço final, assume os números da Vereadora Graça Silva em 30 de Outubro, isto é: 45 295,61!!! E diz que o resto são tudo mentiras..!

    Ontem na resposta, aos meus requerimentos vem assumir que o CUSTO total da EXPOH foram 53 294 64 euros. Desta vez assumiu ” CUSTO”..!

    Tudo isto descredibiliza uma instituição que deve merecer a confiança de todos nós.
    Afinal quanto custou a EXPOH? Quem é que fala verdade? Como é que na mesma reunião se discutem 2 números diferentes e nada se diz? (30 de Outubro)

    Se o CUSTO total foram 53 mil e se as RECEITAS foram 26 mil qual é então o total da DESPESA ? Como é que o custo da Câmara foram 36mil (versão do Presidente da ADI e vice presidente da Câmara) se os ajustes directos foram 45 mil?

    Não estamos perante um caso de Polícia? Que vai ser esclarecido, eu garanto.
    Deve um eleito probo e responsável ficar calado perante isto? Não deve denunciar..?

    António Lopes

    • escalpelizador

      Sr Lopes;

      Escalpelize-os.

  • António Lopes

    O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MENTE COMPULSIVAMENTE!!!

    NUm “número jamais visto numa Assembleia Municipal ontem os senhores deputados Municipaisn do PS faziam umas perguntas de algibeira.O Senhor Presidente da Câmara tinha um quadro em letras grandes com as respotas, para todos poederem ver.NUm deles, afirmava-se que a dívida herdada do anterior executivo era de Sete milhões e seis mil euros, salvo erro.Pois ficam as contas discutidas na AM de 18 de Dezembro de 2009. O executivo tomou posse no dia 2 de Novembro

    Endividamento da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ultrapassa os 5 milhões de euros

    18 de Dezembro de 2009 58

    A situação financeira do município de Oliveira do Hospital é um dos pontos da ordem de trabalhos com discussão agendada para a sessão ordinária da assembleia municipal que se realiza amanhã, às 9h00, no salão nobre dos paços do município.

    De acordo com a documentação que vai ser analisada pelos deputados municipais e a que o correio da beira serra.com teve acesso, a dívida municipal ascendia – em 30 de Novembro de 2009 – a 5.130.346,01 euros.

    A maior fatia da dívida deixada pelo anterior executivo do PSD está associada a empréstimos bancários, através de um montante de 4.453.686,49 euros.

    Em segundo lugar, aparecem dívidas relacionadas com subsídios atribuídos pela autarquia oliveirense num montante de 276.825,00 euros.

    A empreiteiros e fornecedores, o endividamento da Câmara Municipal ascende a sensivelmente 212 mil euros.
    Uma pessoa que, no exercício de funções mente despudoradamente, merece ser Presidente de Câmara

    • É só rir

      Olha!!! Então o Sr Presidente da concelhia, o Engº Carlos Artur, disse que aqueles números não eram demagogia!!! Afinal o que são?
      As Assembleias Municipais estão transformadas em autenticas palhaçadas. Estas dos cartazes, só faz lembrar o “Preço Certo”, faltou darem o número para o público ligar.

  • António Lopes

    O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA NÃO TEM ÉTICA POLÍTICA::!

    Acresce que, o anterior executivo deixou de subsídios, para receber, dois milhões e seiscentos mil euros. Na Assembeia de 21 de Setembro,de 2007, em que o Senhor Presidente esteve presente, o empréstimo de Cinco Milhões de euros foi aprovado com 36 votos, o dele incluído, a favor e duas abstenções.
    Ontem atirou-se ao anterior executivo num acto que toda a Assembleia naquela data aprovou, incluindo ele…Grande é o desespero..! Grande é a falta de ética e cultura democrática.

  • Assembleia Municipal

    Ontem que foi já hoje estive a assistir a mais uma palhaçada. O que tirei daquilo tudo,é que o Sr. Presidente não está preparado para nada,faz dó. Fala mal de tudo e todos e mal trata, é um homem de mal com a vida. Demonstra uma certa inquietude por não ter um curso superior.As contas que apresentou foi do pior a que assisti até hoje.Como anda o meu Concelho!…Também achei o Presidente velho e com aspecto de doente,pareceu-me não andar bem. Aqueles cartazes fizeram lembrar as manifestações de esquerda que nada têm a ver com o PS,fiquei muito triste com o que vi. O eng. Maia mais uma vez pareceu uma pessoa muito má e um brigão que nada está bem para ele.O Presidente das escolas que se cuide pois também está bem lustroso parecendo nada saber dizer e só está ali para dizer ámen. Gostava de ter ouvido ali contas certas e bem aplicada na sua gestão mas não, assisti a um lavar de roupa suja e de mal dizer. Quero aqui dizer aos oliveirenses,que saiam de casa e vão assistir às Assembleias,para verem a tristeza a que fomos deitados. E já agora que as Assembleias sejam a horas decentes. Sou um oliveirense triste por não ver ali, algo que me trouxesse alegre para casa,pois estavam a trabalhar bem para todos nós.Não nada disso me foi dado ver.

  • Assembleia Municipal

    Já agora quero aqui deixar um elogio ao Sr. Lopes que teve um comportamento digno e tudo que questionou foi bem trabalhado e baseado em dados certos.Não sou do seu partido, mas tenho que dar a mão à palmatória e Sr. sabe mais que eles todos juntos.