António Lopes

António Lopes insiste em saber custo da água e saneamento para a CM de Oliveira do Hospital e quer esclarecimentos sobre contas da ExpoH 2014

O deputado municipal António Lopes solicitou ontem, num requerimento, o qual contém dez pedidos de esclarecimento, dirigido ao presidente da Assembleia Municipal (AM) em exercício, Rodrigues Gonçalves, quais os custos para a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital da água, resíduos sólidos e saneamento. O eleito alega que nas actas do município existem “mais de dez valores divergentes” sobre os custos e as receitas” daqueles serviços, pretendendo, por isso, saber quais as importâncias efectivas consideradas na contabilidade do município. Números que, segundo António Lopes, devem ser acompanhados pelos respectivos documentos de prova e diz esperar que desta vez sejam cumpridas as recentes recomendações da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA).

O anterior presidente da AM pretende ainda conhecer qual o valor total que o município irá encaixar com o acordo estabelecido em Junho com as Águas do Zêzere e Côa, o qual permitiu uma redução, com efeitos retroactivos a 2010, dos valores cobrados à autarquia pelo saneamento. Solicita igualmente que lhe sejam facultados os valores com os ganhos na redução dos caudais das águas pluviais. António Lopes quer saber exactamente a situação actual, considerando estas reduções, “do equilíbrio custo receita deste serviço”. Solicita ainda que lhe sejam facultadas as facturas das Águas do Zêzere e Côa desde Janeiro a Agosto deste ano.

Começando por lembrar na missiva que os “interesses do concelho, bem como os aconselhamentos da CADA são inequívocos quanto ao direito e ao dever de resposta e esclarecimento”, António Lopes pede igualmente que seja apresentado o valor efectivo, com os respectivos documentos de prova, dos valores contabilísticos da dívida herdada do mandato de Mário Alves por José Carlos Alexandrino, quando este assumiu a presidência em 2009. “A Câmara tem afirmado números diferentes dos conhecidos”, justifica o eleito no requerimento.

Outro dos pontos que António Lopes quer ver esclarecido é o custo da ExpoH 2014, pedindo, por isso, os valores exactos e documentos de prova “incluindo subsídios e protocolos considerados na contabilidade do Município”. O ex-presidente da AM alega que as contas do evento do ano passado ainda não estão clarificadas, sublinhando que encontrou nas actas do município três valores diferentes para o evento.

António Lopes quer ainda conhecer os documentos que expliquem o destino que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deu a 1,6 milhões de euros. O deputado da Assembleia Municipal (AM) diz que levantou o problema na última reunião daquele órgão, mas que ainda “não encontrou nos documentos fornecidos qualquer elemento que permita analisar o destino daquela verba”. O anterior presidente da Assembleia Municipal volta ainda a requerer as apresentações de contas de todas as empresas participadas pelo município, bem como as listas de todos os funcionários da ADESA, ADI, EPTOLIVA e BLCs.

 

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  • Politicalex

    Eu bem lhes digo que ele não é de se esquecer..! Querem -lhe fazer “o ninho detrás da orelha” mas, penso, vão ter que encontrar outro…

  • bancadabancaca

    Não o deixe esquecer Sr.António Lopes esse presidente precisa que lhe arregalam os olhos para ver que não é assim tão querido de todos,é só querido daqueles a quem arranja casas emprego à caça do voto. Que lhe responda às missivas.

  • João Paulo Albuquerque

    Sr António Lopes, chego à conclusão que não lhe dão o números certos porque a amalgama é tão grande que ninguém sabe ao certo.
    Por isso, com CADA ou sem CADA não lhos vão dar. Não os conhecem, querem fazer crer que o prejuízo é lucro, como tal, só mesmo com o tribunal, e esse, anda pelas horas da amargura.

  • Robô

    Se tivessem carácter respondiam . Quem está limpo , qual o problema?
    Como é gente reles …..está à vista

    Sr. António Lopes, não foi o Senhor que promoveu e defendeu esta gentalha desde 2009.
    Olhe que muita gente o avisou e o senhor andava abrilhantado de mão dada com estes incompetentes nos passeios, festas e comezainas . Passados 4 meses de mandato as compras e vendas começaram e o senhor apoiou . Que esperar . O que aconteceu . É como quem vai às meninas p…ustitutas, usar e deitar fora . foi o que aconteceu em 2009 . Foi o que lhe aconteceu a si . Então não apoiou e não se recandidatou com eles nas ultimas eleições .Pois é a vida . Então já percebeu quem são estes mediocres ?
    A melhor coisa que faz é fazer de conta que essa gente não existe . Ignore-os .
    O concelho já foi destruido , deixe-os em paz porque nem os do PDS e CDS se preocupam. Senão o quiserem o PS acolhe . E o seu Alex lá estará como o grandilho heroi no e coveirone more do concccelho .

    • António Lopes

      Não sendo para me defender, já pedi desculpa pelo erro,sempre lhe direi
      que, no anterior mandato, a oposição era maioritária.A ela competia o
      escrutínio do poder e o contraditório.Contudo, há varias declarações
      públicas, quer nas actas da Assembleia Municipal quer em jornais, onde
      era assumido ser eu o principal opositor.
      Quanto a números e na sequência de auditoria que tenho andado a fazer, com ajuda de alguns Municípes,onde temos encontrado grandes surpresas,nos documentos oficiais,actas, contratos e portal do governo da contratação pública,chegámos à conclusão que só para stands e tendas foram gastos em 4 anos 175 762 50 euros, incluindo uma ajuda da Adiber, que também é dinheiro público, de cerca de nove mil euros ano..numa média de 43 980 00 euros ano..! E ninguém é preso..!

      • XICO

        O quê? Rebentaram com quase 176 mil EUROS em tendas?
        Que vão armar a barraca para outro lado.
        Alguém se deve andar a ajeitar.

  • Irresponsabilidade

    É muita Barraca!!!!! Gastam mais em barracas que em apoio à natalidade.E andam aí outra vez a apelar ao voto e a meter no facebook propaganda com festas pagas com o nosso dinheiro…Vale tudo.

    • bancadabancaca

      Por falar em festas,então não foram colocar a publicidade as festas setembrinas no monumento aos 800 anos no jardim do Ervedal.. Quem o fez deve ter uma inteligência de caca.Não sabem que não é lugar para tal.Então tanta esperteza e não sabem o essencial. Não pode ser só mentiras e novidades temos que ter uma certa cultura,e uma certa maneira de estar na vida.Aprendam com quem sabe.

  • António Lopes

    A propósito dos nomes nas ruas e de um certo provincianismo que por aí grassa,e da habitual ingratidão dos políticos, deixo esta passagem acerca do homem que implantou a Republica e foi assassinado na noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921.Ele sim de direito, com o nome em muitas ruas por este País fora:

    “Na recepção na tarde de dia 8 de Outubro no Ministério da Guerra, no
    Terreiro do Paço, Teófilo Braga, então presidente do Governo Provisório,
    enaltece o principal obreiro do Cinco de Outubro e, levando-o à varanda
    do Ministério, apresenta-o ao povo:

    — Eis a alma da Revolução e da vitória. Foi Machado Santos quem, nos
    momentos de maior perigo, incutia a todos que o rodeavam a coragem
    necessária para continuar a luta que foi tão gloriosa.

    A apresentação ao povo tinha sido precedida de uma das estiradas e
    confusas digressões da enfadada e sonolenta filosofia, que tanto
    caracterizavam Teófilo Braga.

    Do homem que passara tranquilamente instalado na sua casa os dias
    decisivos da Revolução e que a ela se referia mais tarde dizendo «que
    ouvira uns tiritos para o lado de Lisboa» — mas que era agora o chefe do
    primeiro ministério republicano — escutará ainda Machado Santos estas
    célebres palavras:

    — O senhor é como um bom sapateiro que, depois de acabar a obra, a vai
    entregar ao freguês, mas tem o direito de ver o seu nome à esquina de
    uma rua.

    Machado Santos riu-se e respondeu a Teófilo Braga:

    — Olhe, senhor doutor. Eu estou a achar muita piada a tudo quanto se tem passado depois do 5 de Outubro.”..

  • Diesel
    • Bons preços

      Ai, chama mais gente do que os meninos prodígios que para cá vêem juntar-se aos muitos que por cá já andam.