António Lopes luta contra novo tarifário da água e por informações que município não lhe cede. Especialista da “UM” diz que a autarquia está obrigada a dar as informações

O ex-presidente da Assembleia Municipal (AM) de Oliveira do Hospital, primeiro eleito, mas destituído do cargo, não se conforma com a falta de resposta aos vários pedidos de informações que tem dirigido à autarquia, três dos quais enviados a 18 de Agosto. António Lopes pretende, entre outros, esclarecimentos sobre licenciamentos de três obras que acredita estarem em espaço de Reserva Ecológica Nacional; quer ver esclarecida a situação em que se encontra a auditoria que o presidente da autarquia terá solicitado, bem como os critérios respeitantes às colocações de admissão de pessoal nos serviços ligados ao município e as razões que levaram ao “brutal e violento” aumento do preço da água, muito superior ao que tinha sido aprovado em Assembleia Municipal. Os gastos em diversas festas e feiras são outra das preocupações de António Lopes. As respostas tardam em chegar, superando, nos últimos pedidos, os dez dias que a Comissão de Acesso aos documentos Administrativos (CADA) considera como o período previsto na lei para a cedência de informações. “É esse no nosso entender o prazo para a autarquia responder a qualquer pedido de informações”, referiu ao CBS uma jurista daquela Comissão. A autarquia foi contactada pelo CBS para dar a sua versão dos factos. Embora o contacto tenha sido realizado de manhã e tendo o responsável pela comunicação do município o compromisso de concederem uma resposta, a verdade é que nada disseram.
“As câmaras têm obrigação de entregar toda a informação. Normalmente estão à espera que o cidadão desista. Mas quando isso não acontece dá chatices, porque pode apresentar queixa na CADA e, a partir daí, agir judicialmente”, explicou ao Correio da Beira Serra o professor da Universidade do Minho e especialista em direito autárquico, António Cândido de Oliveira. “As pessoas ainda não meteram na cabeça que o munícipe tem direito de saber onde foi gasto um euro que seja. São os cidadãos que mandam. São os detentores do poder. Os eleitos são meros mandatários”, continua este catedrático, sublinhando que a própria Constituição diz que o órgão máximo é a Assembleia Municipal e não a Câmara. Os autarcas ainda não perceberam que estão obrigados a prestar toda, mas toda a informação”, frisa.

Referindo não conhecer pormenores do processo em causa, António Cândido de Oliveira não tem dúvidas que as informações têm de ser prestadas. E a título de exemplo refere uma ocorrência da qual o nome do concelho em causa prefere não citar, em que a falta de cedência de informação teve um custo elevado para os autarcas. “Esse caso, um extenso pedido de informações, chegou à CADA que deu o seu parecer. O caso seguiu para tribunal e o tribunal obrigou à entrega de informação, com a coima diária de 50 euros por dia, a pagar do bolso dos autarcas, enquanto a informação não fosse entregue”, frisa.

António Lopes não parece disposto a desistir. Diz insistir, sistematicamente, no pedido de informações. Mesmo sem obter resposta quanto aos critérios do aumento da água, já tem um advogado a trabalhar no caso para aferir da “possibilidade de impugnação dos novos tarifários”. “Enquanto eleito, mantenho perante as pessoas aquilo que disse durante a campanha ‘Tudo pelas pessoas’. Como tal, vou fazer tudo para defender essa ideia, defender tudo aquilo com que me comprometi. Não posso aceitar estes aumentos brutais, quando é minha convicção que o actual tarifário está multiplicado por cinco em relação ao que foi apresentado em Assembleia Municipal, o que, por si só, confirma uma ilegalidade. O que a AM aprovou em 28 de Dezembro, numa base de confiança, previa um aumento apenas de 400 mil euros anuais”, explica, adiantando que também nunca foi cabalmente esclarecido sobre os custos da Feira do Queijo, a EXPOH e da volta a Portugal. “Sobre a EXPOH, o presidente diz que foram gastos 50 mil e encontro em actas atribuídos 94 mil. Este diferencial é coberto pelas receitas? Quanto custou na realidade a EXPOH? Como é meu dever, tenho feito requerimentos sobre tudo o que me preocupa. Dentro das minhas funções de deputado municipal. Mas não tenho obtido respostas”, sublinha.

O mesmo se terá passado, refere, com as informações sobre a forma como foram recrutados funcionários para serviços dependentes do Município, como na ADESA, BCL3, POCs e estágios. “Pedi informações, porque considero que, pelo menos, parte delas foram abusivas e de pendor partidário”, frisa.

O agora eleito deputado municipal, como gosta de ser tratado, diz que quando pediu o agendamento de um ponto para que fossem discutidos em AM a política de licenciamento de três projectos, que acredita estarem em zona de REN, e qual a coima que foi aplicada numa das construções, recebeu uma resposta que, diz, não poder aceitar. “Foi-me respondido que não existia, e que essa política de licenciamento era competência da Assembleia da República”, o que naturalmente não aceito. “Relativamente á política de licenciamento, estas são as minhas perguntas, às quais não obtenho resposta”, diz, mostrando-se convicto que a confirmarem-se as suas suspeitas a pena a aplicar vai de 500 mil a 2, 5 milhões de euros, com a adicional pena de cadeia até três anos para quem construiu e para quem licenciou ou favoreceu, acreditando mesmo que poderá conduzir à perda de mandato do actual presidente da autarquia. Como não é esclarecido, vai fazer seguir toda a documentação para a Inspecção Geral de Finanças (IGF). “Vou enviar todos os regulamentos acompanhados das actas da CM, bem como outra documentação e informações para que tomem as medidas que tenham por convenientes”, explica.

Também não recebeu qualquer informação sobre a auditoria que o Presidente da Câmara garantiu ter solicitado. “Ele próprio referiu ter pedido uma auditoria para averiguar da minha razão ou falta dela. Tenho estado à espera, pacientemente, desde 26 de Abril, mas nada me chega”.

Outro passo deste eleito será pedir de imediato um parecer à CADA, “com todos os requerimentos e denunciar a falta de resposta para que esta actue em conformidade”. “Posteriormente, vou analisar e recorrer para o Tribunal Administrativo. Não abdico das obrigações legais e do completo esclarecimento. O que estou certo que acabarei por conseguir”. Uma opinião, de resto, partilhada pelo especialista António Cândido de Oliveira.

António Lopes lamenta que se tenha chegado a este ponto. Não era o que queria. “Os pedidos que formulei têm por objectivo ajudar a governação, corrigindo aquilo que, em meu entender, está menos bem. Não posso deixar de lamentar quem tanto apregoa a honestidade e transparência, no caso o presidente da CM e por arrastamento a Própria Câmara Municipal, tenha este tipo de comportamento”, concluiu.

 

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  • Amândio Ribeiro

    Caríssimo senhor António Lopes, pelo tempo que coabitou com estas vespas Socialistas, acha mesmo que eles pediram uma auditoria?! Isso iria apenas revelar os atropelos à lei realizados, logo, mais vale omitir a correr sérios riscos de continuidade a governar. Também deve ter percebido que neste executivo não há espaço para a democracia, ali habita a coação, o regime totalitário e o avental politico.Quer melhor exemplo que a sua destituição? O que se faz na BLC3 para além de dar empregos e subsídios a amigos? Os estágios e POC´s pelo menos são para munícipes ou para amigos? ACORDEM!! Até as nossas instituições já são controladas por meninos vindos de todas as partes do país, apenas, e só, pelo cartão politico. Mas sabe qual vai ser a resolução de toda esta miséria? No dia em que se provar o atraso que esta gente deu ao concelho, no dia em que se saiba de como o tudo pelas pessoas não passava de uma ilusão para dar lugar ao favorecimento de minorias, ai, quem esteve ligado a esta governação só tem uma coisa a fazer, ganhar vergonha na cara, pedir desculpa pela ganancia desmedida e esperarem que o povo não efectue autos de fé.

  • O Salvador de Avelar

    O professor da universidade do minho diz, e bem: “São os cidadãos que mandam. São os detentores do poder. Os eleitos são meros mandatários” aqui, é isso que se passa? Aqui também são os cidadãos que mandam, mas apenas a classe das hienas e dos abutres.

    • Assurancetourix Das Beiras

      Chamar cidadãos a essa ‘classe’ é muita simpatia da sua parte, caro Salvador de Avelar…

  • Patrícia Figueiredo

    Sectarismo puro! As assembleias municipais não têm qualquer peso na governação, ali, o que se assiste é, o previamente definido líder levanta o braço, e, de seguida, toda a sala tem o braço no ar. Cá fora, bebem-se uns copos, acena-se com o braço e arranjam-se uns tachos…e a matilha assim vai andando! Desgraçado é do povo, se eles soubessem de metade da missa!

    • Assurancetourix Das Beiras

      O problema não é não saberem. É não quererem saber.

  • Politicalex

    “Obelix”: No local de trabalho… “Vamo” lá? Quando levaram o Lopes pensaram que levavam o às de ouros? Parece que vos saiu o Joker!!! Então passou por essas cabecinhas que abandonava o PC para vos ir fazer fretes? No dia que o puseram na rua eram todos uns iluminados. Era a opinião dele. Pelos vistos, a opinião dele também é a da CADA e a do Professor da Universidade do Minho !!! Não vos louvo a sorte. Meteram-se com a pessoa certa..!

  • Sala de pasto

    O Martin disse,”Eu tenho um sonho”, sabia o Alex, e então idealizou que ia ser presidente, levou o Lopes a proporcionar esse seu devaneio. Quando o conseguiu, fantasiou mandar o Lopes ao Totta, pois estava pobre e louco. Parece que o sonho em vez de se tornar realidade, está a tornar-se num pesadelo.

  • JCP

    O facto de terem corrido com o Lopes da “cadeira maior” teve uma vantagem. Agora vê-se por Oliveira, apesar de estar muitas vezes acompanhado por quem ele tanto criticava.
    No próximo fim-de-semana vou vê-lo ao Avante. Ele que venha curtir a música para relaxar um pouco. Não apareça só no Domingo para ouvir os mesmos discursos secantes de há 30 anos.

  • Politicalex

    O Lopes anda acompanhado? Não, o que se diz por aí é que anda sozinho e ninguém lhe liga. Parece que há instruções rigorosas para não lhe darem informações, não falarem com ele no facebook e não conviverem com ele, com direito a sanções a quem não respeitar. Foi-me afirmado por militantes do PS que censuraram o pessoal do PS de Alvôco por terem lanchado com ele..Ao que chega a cegueira..! Está pior que no tempo do MA…

  • Assurancetourix Das Beiras

    Em 2013, o ‘povo’ que agora tanto se queixa, porque lhe foram ao bolso na factura da água, deu-lhe 66,6% dos votos. Por esta altura, já tinham tido a experiência de 4 anos, e resolveram premiar o executivo com mais quatro. Já se tinha percebido que a IC6 não andava, nem o presidente se demitia ( das 100 promessas para 100 dias, seria a mais rentável ao Concelho). Já se tinha percebido o que se passaria com a ESTGOH. Já se sabia que os tão falados estágios profissionais eram, regra geral, acompanhados pela ficha de inscrição na JS. Só os distraídos não repararam que as habilitações de técnicos e dos manda-chuva das iPSS, inclusive, passam sobretudo por ter um cartão do PS. Já todos tínhamos visto que investimento, apoio social, cultura, infra-estruturas eram sinónimo de promessas não cumpridas, embrutecimento colectivo, entretenimento barato e formas de manipular gente crente em profetas.

    Ganharam em 2009 porque o movimento ‘independente’ foi o que foi. Ganharam em 2013 porque o Zé povinho andava chateado com o Governo… Para a generalidade da população, o mundo é a cor de rosa e laranja. Para não falar nos daltónicos que, em três eleições consecutivas, confundiram o laranja, o roxo e o rosa… conforme lhes deu mais jeito. Eleições para a Câmara, para as Juntas ou para a Assembleia são uma forma de o Zé se vingar das políticas do Governo.

    Exige-se honestidade e transparência. Mas quantos são capazes de confrontar o poder instituído? Quantos são os munícipes que fazem um esforço para se manterem informados? Quantos lêem as actas do município? Temos um poder que confunde uma maioria com uma oligarquia, e uma população que confunde democracia com conformismo e desprezo pela sua própria dignidade. Assim não vamos lá, senhores.

    • Guerra Junqueiro

      Caro Bardo;

      E os que confrontam têm que ser especiais. Bem vindo ao clube.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

  • Combate

    Agora é que ela está linda..! Ele bem lhes perguntou se eram capazes de controlar as cobras.? Abriram a caixa de pandora,penso que já só acaba como acabou com o Mário Alves. Já posso tirar uns dias…

  • Adjunto de ordens

    Sr.Lopes andam a dizer aqui, na “Casa Branca”, que o senhor perdeu.Que fez o pedido mal… Eu deixo-lhe aqui este artiguito para eles lerem..

    Artigo 186.º
    Ineptidão da petição inicial
    1 — É nulo todo o processo quando for inepta a petição inicial.
    2 — Diz -se inepta a petição:
    a) Quando falte ou seja ininteligível a indicação do pedido ou da causa de pedir;
    b) Quando o pedido esteja em contradição com a causa de pedir;
    c) Quando se cumulem causas de pedir ou pedidos substancialmente incompatíveis.

    3 — Se o réu contestar, apesar de arguir a ineptidão com fundamento na alínea
    a) do número anterior, a arguição não é julgada procedente quando, ouvido o autor,
    se verificar que o réu interpretou convenientemente a petição inicial.

    4 — No caso da alínea c) do n.º 2, a nulidade subsiste, ainda que um dos pedidos fique sem efeito por incompetência do tribunal ou por erro na forma

  • Guerra Junqueiro

    Deixo-vos este texto para reflectirem. Depois dêem a mão à palmatória quanto à rectidão e civismo demonstrados por António Lopes, ao invés da falta destes predicados evidenciada pelos deputados socialistas e toda a edilidade camarária, sendo a mais grave a do Presidente José Carlos Alexandrino.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    «A Honra do Cargo»
    “A honra do cargo é a opinião geral de que um homem incumbido de um emprego possui efetivamente todas as qualidades exigidas e cumpre estritamente as obrigações de seu cargo. Quanto mais importante e ampla é a esfera de influência de um homem no Estado, mais elevado e influente é o posto que ocupa e mais elevada deve ser também a opinião que se tem das qualidades intelectuais e morais que o fazem digno desse posto. Por conseguinte, possui um grau de honra correspondentemente superior, como evidenciado pelos seus títulos, condecorações etc., e também pelo comportamento diferenciado dos demais para com ele. Em mesma escala, a posição de um homem é a que determina o grau particular de honra que se lhe deve, mesmo que esse grau possa modificar-se em função da capacidade das massas em compreender a importância dessa posição. Mas sempre se atribuirá mais honra ao que tem obrigações especiais a cumprir que ao simples burguês, cuja honra se funda principalmente em qualidades negativas.
    A honra do cargo exige, ademais, que aquele que ocupa um posto faça respeito à causa de seus colegas e de seus sucessores. Isso é realizado através do rígido cumprimento de seus deveres e também pelo fato de nunca deixar impune nenhum ataque contra o posto ou contra si mesmo, enquanto funcionário; em outras palavras, não permitindo que se chegue a dizer que não cumpre meticulosamente os deveres de seu cargo ou que esse não tem qualquer utilidade para o país. Pelo contrário, deve provar através de punições legais que tais ataques eram injustos.
    Como subdivisões dessa honra, encontraremos a do empregado, do médico, do advogado, de todo professor público, de todo graduado, em suma, de todo aquele que foi publicamente declarado capaz de realizar algum trabalho intelectual, tendo, desse modo, se comprometido a executá-lo; em uma palavra, a honra de todos os que se comprometeram publicamente com alguma tarefa. Nesta categoria deve incluir-se também a verdadeira honra militar; esta consiste no fato de que todo homem que se comprometeu a defender sua pátria possui realmente as qualidades necessárias para tal, principalmente o valor, a bravura e a força, e que está realmente disposto a defendê-la até a morte e a não abandonar a bandeira, à qual prestou juramento. É dada aqui à honra do cargo uma significação muito mais ampla que a normal, em que designa o respeito devido pelos cidadãos ao próprio cargo.” — Arthur Schopenhauer, in Aforismos Para a Sabedoria de Vida.

  • JPCRUZ

    é pena que tenha que ser uma pessoa independente a fazer o trbalho de uma verdadeira oposição. é bom que o PSD e CDS vejam como se faz oposição á seria.

  • Dr. Lacrau

    Boa iniciativa ! Gosto daquela da contestação aos grandes aumentos da água e do saneamento. Justifica-se toda a intervenção “contra” tamanha violência, “contra” tanta contradição em relação à propaganda PS-Alex do “tudo pelas pessoas! “.
    Quanto ao processo do funcionamento da Assembleia Municipal – a destituição do (ex) Presidente da Mesa e a eleição da nova Mesa – é a prova provada em como estes tipos PS afinal são pouco ou nada democratas. Já agora, estamos com alguma expectativa quanto à decisão do Juiz sobre a tal Providência Cautelar interposta por António Lopes, segundo ele. Quando sai a decisão do Tribunal sobre isto ? Que acontece a seguir caso o Tribunal dê razão a António Lopes ? Para quando está marcada a sessão da Assembleia Municipal deste mês ? (aceitam-se apostas…)

  • António Lopes

    Posso dar uma ajuda: A Assembleia, estranhamente,anda a ser pensada para dia 19.Costuma ser uma semana depois.O que acontece a seguir? No caso de me ser dada razão, no que estou convicto, ou marcam uma assembleia extraordinária exclusivamente para eu ser demitido, ou se for em tempo útil, pedem o agendamento de um ponto na ordem do dia, com o mesmo objectivo.Politicamente, não tenho dúvidas que estou demitido.Juridicamente, ainda posso ser o Presidente da AM, meia hora.Mas como dizia a Luísa de Gusmão, no caso, também politicamente, “vale mais meia hora a reinar que toda a vida a servir”..! O problema de fundo, para mim, se não se respeitou a vontade popular- de onde todo o poder imana- sufragada nas urnas, o resto tem significado apenas político.Naturalmente, voltar a sentar-me na cadeira dar-me á um prazer, mais ou menos igual, ao desgosto dos autores da “democrática” decisão.Neste momento, é apenas isso que está em causa.E não é pouco. Sendo que, para mim, o que está verdadeiramente em causa é honrar o compromisso que assumi e que não querem que eu cumpra.Pelo menos, tentar,vou tentar… ´´E esse o meu compromisso com os Oliveirenses.

  • PedMiguelGarciaGomes

    Este AL perdeu toda a credibilidade politica.
    è uma anedota

  • PedMiguelGarciaGomes

    o lacrau (que nome bem escolhido) regressou. depois de salvo, ei-lo que reaparece para dar mais umas facadas nas costas, que aliás, sempre foi a sua natureza, e por isso é que nunca passou de um frustado politico ….

  • CDU

    António Lopes afinal revela o que tanto quer pelo Concelho – PODER.
    A vontade popular elegeu deputados da Assembleia Municipal. Quem elege a Mesa, que inclui o Presidente são os seus pares. Qual vontade popular? Em que Lei se baseia para afirmar tal coisa?
    É o comunismo no seu melhor. Está tudo mal! Nem sei como há comunistas ricos, não seria lógico distribuir toda a riqueza?

    O ideal é fabricar notas, fazer muita obra, colocar a água à borla….
    Com comunistas no poder seria o paraíso.

    • Assurancetourix Das Beiras

      Quem foi apresentado aos eleitores como primeiro candidato à AM? Por essa ordem de ideias, mais legítimo seria dizer que os vereadores não são eleitos pelas pessoas. Ninguém sabe quem são, nem que pelouros vão ocupar.

      • Eu

        O Presidente da Câmara é eleito diretamente, os Vereadores só têm os pelouros que o presidente bem entender.
        No caso da Assembleia o processo é diferente, é eleito o Órgão que posteriormente elege a Mesa. Há vários casos no país em que o Presidente não é o cabeça de lista nem tampouco pertence ao partido mais votado. Por exemplo, algumas vezes a Presidência da Assembleia é entregue ao Deputado mais antigo.

        • Assurancetourix Das Beiras

          A falar é que a gente se entende!

  • Politicalex

    “CDU” Se o Lopes quisesse o poder era ele o presidente da Câmara:.! Ele é que quer o poder, mas nem quiseram esperar para discutir a demissão de forma legal. Ele não perguntou qual era a pressa? Agora correm o risco de andar uma ano ou mais a fazer Assembleias ilegais, arranjar um problema que nunca mais se livram dele. Para o que é que o Lopes precisa do poder? Se o quisesse fazia como os outros e estava lá. O Lopes não votou a favor do aumento da água? Não o defendeu várias vezes? Só que foram propostos e aprovados 400 mil ano. Porque é que aumentaram mais de dois milhões? Podes explicar? Só tens isso para dizer? Espera pela volta que já vais ver o que acontece ao poder… O Vara e mais uns poucos já começaram a perceber, hoje. Deixa lá vir a inspecção depois falamos. Ganha é vergonha..

    • Emdesacordo

      Eu da minha parte já mandei arrancar o contador da água da rede e estou a gastar do poço do quintal , agora o contador que o enfiem num sitio que eu cá sei e se consolem com o lucro que lhes vai dar na sucata

      • Acorde

        É obrigado a fazer a ligação à rede pública de abastecimento de água ou de saneamento de águas residuais disponível a menos de 20 metros do limite da propriedade. Nestas situações devem ser abandonadas as soluções privativas de abastecimento de água para consumo humano ou de drenagem de águas residuais (furos e outras captações, assim como fossas sépticas) que até aí eram utilizadas.

        A ser como diz, tinham de se os outros consumidores a pagar o que produz de saneamento e a pagar o seu lixo.

        • zelador

          mas há vaias pessoas a consumir de poços e furos e não pagam nem esgotos nem lixo e usufruem como os outros. Como ficamos?

  • Politicalex

    Pedrinho Gomes: Só não tens coluna se não quiseres.Escreve, jovem. Eles publicam..Então o Lopes não tem credibilidade? Não é isso que diz a CADA e o professor da Universidade. Vieram dizer o que o Lopes diz há anos… Deixai-vos andar .. logo vêm onde chega a vossa…Não notas nada? Ainda ontem um ex-presidente de junta se queixava que lhe exigiram tudo e não cumpriram nada..só promessas….dizia…Credibilidade é gastar um milhão em campos e bola e aumentar a água e não ligar nada às necessidades das pessoas..? Ides longe…

  • Combate

    Quero dar os parabéns ao António Lopes e ao novo jornalista Manuel Mendes. Finalmente temos um jornal em Oliveira, que sabe a sua função. Com equilíbrio, acutilante, mas seguindo as melhores regras do jornalismo.Pena que o Sr.Presidente da Câmara não tenha respondido.Teria-mos todas as partes como mandam as regras. Registo o alargamento aos Concelhos vizinhos bem como as noticias relevantes que fazem a actualidade nacional. Parabéns

    • Emdesacordo

      Teríamos parece-me bem …

  • António Lopes

    É natural que quem tem do poder o conceito de alavanca para arranjar a vidinha,”invente” o que não é “inventável”, para se justificar. Tive o cuidado, na Assembleia Municipal, de explicar a estas cabecinhas, que o previsto no artº46-nº2 da lei169/99,que determina que a mesa pode ser substituída a qualquer tempo, se destina a permitir fazer maiorias não a disciplinar quem discorda dos mandantes.Acaso não me apresentei como independente? As palavras tem o valor que têm não o que alguns lhe querem dar.Se é independente não é filiado ou alinhado.Certo? Voltando ao artº46,em 2009 não houve maioria absoluta.Teve que se negociar a eleição do presidente da AM.Se tivesse havido desentendimento, poderia ter que se constituir maioria com outra força política.Ninguém faz negócio a troco de nada.Poderia ser necessário dar o lugar de presidente da AM a troco da maioria, logo da estabilidade. É para isso, e por causa disso, que existe o artº 46. Não é para obrigar o presidente da AM, a ser “a voz do dono”.Quando me vieram convidar(agora dizem que me acolheram), sabiam a minha forma de estar. Mudei alguma coisa..? Querem que bata palmas perante o que sempre combati..? Eu posso compreender que a necessidade obrigue a muito. Não queiram é que pactue com esta forma de estar na política.

  • António Lopes

    “EU”: As leis cumprem-se.Não se discutem.No limite. defendem-se as que gostamos e contestamos as que não gostamos, mas lá cumprir, tem que se cumprir. O PS apresentou um independente.Nada o impedia de apresentar um militante. O Independente é independente.Não pode ser independente para “caçar” votos e dependente depois de eleito. A democracia tem regras.Se eu não servia, tivessem apresentado outro.Foi este que foi apresentado e foi neste que os Oliveirenses votaram.Não conheço, em caso de maioria absoluta, nenhum caso como o que relata, a não ser por interesse ou indisponibilidade forçada(saúde ou outra similar) casos como os que relata,Nem faria nenhum sentido.Seria enganar o eleitorado. Afinal de que é que me acusam? Traí os compromissos com os Oliveirenses? É só a esse que eu devo explicações. Está super discutido o que há a discutir.O problema é o respeito pelo artº239 da Constituição e o artº 5º e 44º da lei 75/2013 e a Carta Europeia das Autarquias Locais. A mim só me competia respeitar e fazer respeitar a lei, que não é a mesma coisa que a vontade do Senhor Presidente nem os interesses do PS e de alguns dos seus militantes e simpatizantes.O meu compromisso é com 20 841 Oliveirenses registados no Censos. Dá para perceber?

  • Combate

    Acorda mas é tu.Então a Câmara pode faltar ao respeito, pode violar a lei, pode aumentar 5 vezes mais o autorizado e nós não podemos mandar o executivo e a Câmara dar uma volta? Quem quer respeito guarda-o..! Nunca te ensinaram..?

  • Politicalex

    O que mais aprecio é o “jornalismo” que alguns praticam por aí!!! A preocupação é justificar os 500 euros que lhes pagam. Em Alvôco foram tentar lavar a cara da Câmara, no caminho ao deputado Municipal . Agora é a vez do Pólo da Cordinha. Pelos vistos, 5 anos não dá tempo para se fazer nada!!! A vida está mesmo difícil…Ao que alguns se sujeitam…

    • Guerra Junqueiro

      O engraçado, ao ver aquela lenga-lenga, foi ouvir o Sr Presidente, dizer que a Zona Industrial (já deixou de ser o seu famoso Pólo Tecnológico) não avança por outros problemas, que não aqueles míseros terrenos que ele ofereceu um balúrdio e que o Mário Alves ao opor-se ao preço levando o dono a pedir muito menos ao Sr Presidente.
      Quais são os outros problemas Sr Presidente?
      Há quanto tempo existem esses “outros problemas”? São anteriores ás últimas eleições que lhe deram esta maioria? O Batista diz que é uma vergonha, este “elefante branco”. Os que eram para se instalarem no pavilhão dizem que foi o Sr que lhes pediu para irem para lá, e houve assinaturas de protocolos presenciadas pela comunicação social que atestam que foi antes das eleições, serviram até para a campanha da maioria. O padeiro diz que quando quiser se instala lá, que depende dele.
      Em suma, só o Sr Presidente sabe quais são esses “outros problemas”, era bom esclarecer toda a gente, pois uns queriam ir e não sabem porque não vão, e outros não querem ir e pensam que vão quando quiserem.
      A isto Sr Presidente, chama-se enganar as pessoas, aquelas que quando votaram, pensavam que de si, podiam contar com tudo.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

      • Tudo pior do que antes

        Sr Guerra Junqueiro, esqueceu-se de referir que até o vice presidente não sabe que há “outros problemas”. O Dr Bizú que já acompanha esta situação à muitos anos, e que tanto a criticava quando era oposição, desconhece os “outros problemas”.
        Pelos vistos, só o Sr Presidente sabe quais são os “outros problemas”.
        Será falta de dinheiro Sr Presidente? Mas está lá um pavilhão, que não deve ter caído do céu? Esclareça-nos sobre esse tal problema que o Batista define como vergonhoso e que o Sr só engordou o elefante.
        Será que com a dinheirito que nos rouba com a água, vai resolver esses “outros problemas”? Tudo como antes no quartel de Abrantes.