António Lopes reage a entrevista de João Abreu e aconselha-o a honrar a memória do PCP

“Sirva o PCP com o mesmo ardor e convicção com que sempre o servi. Talvez nos voltemos a encontrar. Honre a memória dos que o fizeram um partido respeitável, que sempre foi. Até lá, pelo PCP e pelo concelho, não me arrependerei da decisão tomada. O concelho me julgará…”, afirma António Lopes, numa declaração editada ontem na secção de comentários deste diário digital, em jeito de reacção à entrevista dada na semana passada ao jornal Folha do Centro por João Abreu.

Sublinhando ter já exposto o seu “pensamento e posicionamento” relativamente ao PCP e à sua candidatura nas listas do PS, numa entrevista que recentemente concedeu ao Diário de Coimbra, Lopes reafirma que militou “orgulhosamente” 35 anos no PCP, e sublinha que continua a respeitar o partido “por respeito aos muitos que lutaram e morreram, e pelo papel insubstituível na democracia portuguesa, a sempre defender”.

Contudo, o ex-comunista diz não ter obrigações “perante aqueles que, com responsabilidades” que ele nunca teve – o autarca de Meruge é membro do comité central do PCP –, “se esquecem destes valores e responsabilidade histórica”. Confessando-se pouco impressionável com “fidelidades de retórica, que não de comportamento”, Lopes salienta também que a “a lealdade ao PCP só foi posta em causa quando ela chocou com a lealdade ao eleitorado, que em nome do PCP, em mim e no PCP, confiaram, e a quem me recuso terminantemente defraudar”.

Recordando que o pedido de auditoria, apresentado em Assembleia Municipal, derivou da denúncia de que o presidente da Câmara “ficava mal na fotografia” feita pelo próprio ex-chefe de gabinete, António Duarte, Lopes desvaloriza o sentido de voto – a abstenção – assumido pelo PS, já que “em nada alterava a eficácia do documento”. “O que se pretendia era marcar a posição da CDU, que foi aquilo que é conhecido”, esclarece.

“De facto, não somos ingénuos”, assegura António Lopes que diz ter virado o “casaco” por “um concelho e por um compromisso, um dia assumido de o reconduzir ao lugar a que tem direito”. Revelou-se crítico em relação a quem o fez “por uma freguesia de 650 eleitores e um conjunto de situações” que considera “pouco compreensíveis, situações incompatíveis” com o que apelida de seu PCP.

Não disposto a perder tempo com o “anti-comunismo do CBS”, Lopes remete para os “melhores juízes” – os munícipes e os leitores – a avaliação da postura do jornal, lembrando porém que o PCP, pela escrita do seu representante “é o que mais espaço ocupa neste jornal”.

Lopes informa ainda que o programa do PS será conhecido “a seu tempo” e esclarece que o partido “não diaboliza ninguém”. “Nem eu, que não morro de simpatias pelo senhor presidente da Câmara, titular do cargo, que não pela pessoa, me atreveria a elevá-lo à condição de Diabo”, frisa o candidato independente do PS, notando que “quando muito mafarricaria”.

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