António Lopes renuncia ao mandato na Assembleia Municipal

… de renunciar ao cargo para o qual foi eleito nas autárquicas de 2005 com mais de 800 votos. O pedido de renúncia já seguiu para o presidente da Assembleia Municipal e António Lopes agendou para amanhã, 22 de Novembro, pelas 18h30, uma conferência de imprensa a realizar no Hotel São Paulo, em Oliveira do Hospital.

Contactado há instantes pelo correiodabeiraserra.com, António dos Santos Lopes justificou a decisão de renúncia com a sua “vida profissional e a vontade manifestada pela CDU de rotação dos quadros eleitos”.

Confessando não ser “muito homem para demissões”, Lopes – que deveria retomar o seu lugar na Assembleia Municipal extraordinária do próximo mês de Dezembro – admitiu que para a sua tomada de decisão “pesou bastante a vontade” que lhe foi transmitida pelo partido e que acabou por aceitar pelo facto de não estar “agarrado aos lugares”. “O lugar não é meu, é do partido”, referiu a este diário digital, recusando ser igual aos que “estão agarrados ao poder”.

Convidado pelo correiodabeiraserra.com a avaliar a vontade manifestada pelo partido pelo qual foi eleito em 2005, António Lopes disse não ter “mal” a dizer sobre a CDU, sem deixar no entanto de referir que “as ambiguidades não existem só na casa dos outros”. “Nas nossas também as há”, sustentou, considerando que se fosse ele a decidir “não fazia as coisas de determinada maneira”.

No lugar de António Lopes, está desde Dezembro de 2007, o eleito pela CDU Luís Almeida, a quem o deputado demissionário reconhece qualidades. “Acho que os eleitos da CDU são, em princípio, de alguma qualidade”, frisou a este diário digital, entendendo como uma “mais valia” a rotação dos eleitos, até porque no seu caso concreto – como disse – está “normalmente ausente do concelho”.

Recorde-se que foi a 22 de Dezembro, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, que António Lopes solicitou a suspensão de mandato daquele órgão. No mesmo dia, renunciou ao mandato de presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira. “Não escondo algum desencanto com a actividade política no concelho, onde não se respeitam os princípios básicos da democracia”, afirmou na ocasião António Lopes a este diário digital, sem deixar de considerar “um bocado «sui-géneris» que o partido que detém o poder, seja um dos principais opositores ao poder autárquico e continue a não retirar a confiança política ao presidente da Câmara”.

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