Assembleia Municipal pretende ratificar destituição António Lopes que considera este acto mais uma ilegalidade

António Lopes revelou-se disposto a “empobrecer um pouco”

“Sei o que estes dramas representam dentro de casa. Já fui trabalhador, dirigente sindical e já os vivi. Agora, em tempo de vacas magras, também devo empobrecer um pouco”, disse à agência Lusa o conhecido empresário, justificando a decisão de manter as quase três dezenas de trabalhadores na unidade têxtil de que é proprietário no Teixoso e, que no total assegura meia centena de postos de trabalho. 

O também candidato pelo PS à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital (AMOH), já conhecido pelos seus gestos de benemerência, justifica a tomada de decisão com melhores proveitos obtidos noutras áreas de negócio.

“Ainda ontem [quarta-feira] vendi terrenos e tive uma margem razoável de lucro, que nos deu alguma liquidez e contribuiu para a decisão de passar toda a gente a efectivos”, adiantou António Lopes que, anteriormente esteve no ramo das obras públicas e abriu parte dos túneis da ilha da Madeira com a sua empresa Tecnorocha, que vendeu em 2000 por 35 milhões de euros.

Segundo informação adiantada pelo ex-deputado da AMOH, eleito pelo PCP, a Fiper acumula um prejuízo de um milhão de euros. Assegurou, contudo que na Fiper, os pagamentos “estão em dia”.

“Devemos 100 mil euros às Finanças, que vamos pagar quando pudermos. Até porque também temos dinheiros a receber”, disse, garantindo “aguentar” a empresa “tanto quanto possível”. “Os despedimentos serão a última coisa possível”, afiançou.

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