António Lopes volta a apelar ao “clima de diálogo e de negociação”

O reconduzido presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital não se desvia daquela que considera ter sido a maior vitória do mandato anterior. No momento da tomada de posse, António Lopes voltou a apelar “ao clima de diálogo e de negociação”.

“Todos ouvindo, todos respeitando e com todos construindo”. É esta a postura que o reconduzido presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital espera ver continuada nos próximos quatro anos, período em que deve imperar “o diálogo e a negociação” e em que a “bandeira do concelho estará à frente da bandeira partidária que aqui nos trouxe”.

António Lopes falava assim naquela que foi a sua primeira intervenção oficial após tomar posse como presidente da Assembleia Municipal onde não deixou de avaliar o trabalho feito por aquele órgão nos últimos quatro anos, chegando até a notar que “se algo correu mal, tal responsabilidade não pode ser assacada à oposição que nos locais próprios soube estar à altura das responsabilidades, algumas vezes em desacordo com as lideranças partidárias”.

Uma postura que o autarca espera ver continuada nos próximos quatro anos, não querendo contudo uma Assembleia e Câmara “amorfas”. Contra o “conformismo e o desânimo”, Lopes entende que só uma “oposição empenhada, crítica e construtiva pode ajudar a uma boa governação.

“O dever da maioria é governar de preferência bem. O dever da oposição é opor-se de preferência muito bem”, registou ainda o presidente da Assembleia que encara o respeito pelos votos da oposição como “um dever” e não um “favor”.

Neste domínio, o reconduzido autarca que muito agradeceu a confiança que lhe foi depositada pelos eleitores no dia 29 de setembro e pelos deputados que na 1ª reunião da Assembleia o reconduziram na presidência de Mesa, disse também esperar que os que “teimam em fazer da arrogância e arruaça uma forma de estar na política” compreendam que “outros terão que ser os caminhos”. “O eleitorado demonstrou que sabe o que quer e é dono do seu voto. Não há tempo, nem lugar para discussões estéreis, nem partidarites agudas e muito menos para satisfação de egos”, registou António Lopes, notando que “os tempos são de responsabilidade, empreendedorismo e solidariedade”.

Primeiras declarações proferidas pelo presidente da Assembleia naquela que foi a primeira reunião daquele órgão e onde foi dada voz a cada um dos partidos que ali ganharam assento.

“A quem tem um resultado destes tudo lhe é exigido e tudo ou quase tudo deve ser cumprido”OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A recuperar para o CDS-PP um lugar perdido há já 12 anos, Luís Lagos apreciou a “grande vitória” conseguida por José Carlos Alexandrino – “esta vitória do PS não será repetível sem a sua figura”, frisou – chamando porém a atenção do reconduzido presidente de Câmara para as responsabilidades acrescidas que resultam da expressiva confiança manifestada pelo eleitorado. “A quem tem um resultado destes tudo lhe é exigido e tudo ou quase tudo deve ser cumprido”, referiu o jovem centrista, manifestando a disponibilidade do CDS-PP para se afirmar como uma “oposição empenhada” e para regressar a um órgão autárquico para defender o emprego e os empresários, ajudar a crescer as IPSS, defender os os jovens e todos “e não apenas os que votaram em nós”.

“Propor e não apenas criticar, unir e não dividir”é o propósito de Luís Lagos, certo de que o CDS-PP “merece” regressar à Assembleia Municipal, ainda que naquele fórum o seu partido passe a ser o concelho. Uma postura que espera venha a ser adotada por todos os deputados, por entender que “esta Assembleia não deve ser de partidos, mas de homens bons e justos que lutam pela sua terra”.

“Governarmos com todos é juntarmos todos e não começar os discursos de uma forma agressiva que não contribui para um concelho mais justo”

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“Queremos fazer parte das soluções e não dos problemas”, disse por sua vez o social democrata Luís Correia que apesar de “novato” na vida autárquica, assegurou que os oliveirenses poderão esperar dos deputados do PSD “uma dedicação permanente”. “Estaremos sempre prontos para os ouvir e dar seguimento aos seus anseios e preocupações”, continuou o eleito que sem deixar de felicitar o presidente da Câmara Municipal pelo resultado obtido nas eleições de 29 de setembro, também fez questão de lamentar o facto de a oposição não ter sido convidada a fazer parte da Mesa da Assembleia.

“Era assim que as palavras corresponderiam aos atos. Governarmos com todos é juntarmos todos e não começar os discursos de uma forma agressiva que não contribui para um concelho mais justo”, observou o social democrata. Um lamento a que António Lopes não deixou de dar resposta, notando que também ele há quatro anos defendeu a presença da oposição na Mesa mas a sugestão não foi aceite pela Assembleia.

“Não se pode pedir ao executivo que faça milagres”

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Reconhecendo o mérito que os protagonistas António Lopes e José Carlos Alexandrino e cada um dos outros intervenientes na campanha tiveram na conquista da expressiva maioria absoluta, Rodrigues Gonçalves agradeceu a confiança depositada pelo eleitorado. Contudo, à entrada de um novo mandato autárquico, o deputado e eleito pela assembleia 2º secretário da Mesa alertou para o momento em que decorreram as eleições autárquicas – “no meio de uma crise profunda”, frisou – para notar que com a chegada de mais medidas recessivas por parte do governo “o futuro é uma incerteza que a todos deve preocupar”.

“Não se pode pedir ao executivo que faça milagres”, advertiu o socialista, notando que pese embora a maioria absoluta conseguida também não se pode exigir ao novo executivo que “inverta processos indignos para o concelho” e de que é “exemplo acabado a constituição de um mega agrupamento que é único no país”. “constrangimentos que, ainda assim, garante Rodrigues Gonçalves, não vão impedir a Câmara de continuar “cada vez mais próxima das pessoas”.

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