“Ao fim da sétima edição, a Festa da Castanha é mais do que obrigatória”

… visitantes que ali acorreram para participarem em mais uma edição da Festa da Castanha. Ao início da tarde, o presidente da Junta de Freguesia, António Dinis, já fazia um balanço positivo da sétima edição do certame, apontando para seis mil o número de visitantes que até àquela altura teriam passado pelo recinto.

Em face do sucesso comprovado, Dinis nem hesitou em considerar que “ao fim da sétima edição, a Festa da Castanha é mais do que obrigatória” no Santuário de Nossa Senhora das Preces.

Composta por 70 expositores, a Mostra Gastronómica e Etnográfica da Beira Serra contou ainda com animação musical, pela actuação de grupos etnográficos, com exposições de escultura e fotografia, o concurso da maior abóbora exposta e a oferta do tradicional magusto.

Mas, foi sobre o grupo Viv’Arte que recaíram todas as atenções, com destaque para o teatro de rua espalhado por todo o recinto, numa recriação dos mercados medievais e em que a interactividade com os visitantes marcou pontos. A cozinha solar foi outras das curiosidades da festa, por permitir assar as castanhas apenas com recurso à energia solar.

Mas, bastou que o fumo do tradicional magusto deixasse no ar o cheiro a castanha assada para que miúdos e graúdos se aproximassem em busca das “quentes e boas”.

“A castanha é o pretexto porque o móbil é divulgar o santuário”

O certame é dedicado à castanha, mas na passagem pelos expositores facilmente se constatava que a sua venda não era abundante. Uma realidade que o presidente da Junta de Freguesia de Aldeia das Dez justificou com o argumento de que “a castanha é o pretexto, porque o móbil é divulgar o santuário”.

Ao correiodabeiraserra.com, Dinis explicou que o mote da festa resultou do facto de todo o santuário e a própria freguesia de Aldeia das Dez estarem rodeados de soutos e por a época do ano em que se realiza a festa estar associada à castanha. Contudo, realçou que o objectivo primeiro do certame é o de levar as pessoas ao Santuário e de promover aquele espaço de culto.

“Esta festa é a nossa contribuição para a angariação de verbas para a preservação do santuário”, sublinhou António Dinis, dando conta da intenção da Irmandande, em continuar a restaurar o conjunto religioso que constitui o Santuário, sendo que até ao momento se encontram restauradas apenas duas das 16 capelas.

“Quanto mais se demorar o restauro, mais degradado fica o património religioso”, acentuou o autarca, destacando ainda a imponência da envolvente natural, com destaque paras árvores centenárias consideradas – como disse – património natural nacional.

Quanto à falta de vendedores de castanha na festa realizada ontem, António Dinis referiu que os proprietários locais de soutos não têm, por motivos de idade e de saúde, condições para expor o produto, notando também que este ano não foi favorável para a produção de castanha.

Para colmatar a lacuna, a organização do certame – Dinis destacou o apoio da Câmara Municipal – disponibilizou a venda de meia tonelada de castanha, pelo preço simbólico de 1,50€ por quilo.

Um dos poucos vendedores no certame – Manuel Campeão, da Lousã – manifestou ao correiodabeiraserra.com, o seu descontentamento pelo reduzido número de expositores na festa, notando que “todos os anos acontece isto”. Quanto à procura do produto, considerou-a razoável, até porque, até ao meio da tarde de ontem já tinha vendido, quase na totalidade, os 100 quilos que levou para Aldeia das Dez, praticando o preço de 3€ por quilo.

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