“Ao invés de promover marchas lentas, deveria este executivo pedir desculpa às populações afetadas”

 

… refere o presidente da Comissão Política de Secção do PSD, António Duarte.

É de dedo em riste ao executivo municipal e presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, que o PSD oliveirense se posiciona no processo de reorganização administrativa do território.

“A sobranceria e a forma manipuladora como os senhores presidentes da Câmara e Assembleia Municipal conduziram este processo pouco claro e transparente levou a este desfecho em que os únicos prejudicados foram claramente o concelho, as freguesias e especificamente as populações das cinco freguesias”, denunciou ontem António Duarte numa conferência de imprensa onde deu voz a uma posição política que, por esta hora, já é do conhecimento de grande parte dos oliveirenses, por a mesma lhes ter sido entregue na própria casa.

Para o PSD de Oliveira do Hospital a proposta da unidade técnica mais não é do que o resultado da “atitude populista, demagógica e irresponsável do executivo socialista” que, por via da não pronúncia, levou à agregação de cinco freguesias “quando poderiam ter sido exclusivamente três”. “Como não houve pronúncia, a flexibilidade que estava prevista pelo governo acabou”, explica António Duarte, desvalorizando o papel reivindicado pela Câmara e Assembleia Municipal de salvadores de Nogueira do Cravo.

“Mais não foi do que uma questão burocrática facilmente ultrapassável”, referiu, notando que apenas quatro freguesias estariam destinadas a agregação, ficando sem efeito, por via da não pronúncia, a benesse prevista pelo governo e que conduziria à extinção de apenas três freguesias. O PSD entende estar em face de um “erro” cometido pelo executivo, que “num gesto de humildade” deveria ser reconhecido.

“Ao invés de promover marchas lentas, deveria este executivo pedir desculpa às populações afetadas”, argumenta António Duarte que, chega até a colocar em causa a interferência do executivo municipal na escolha das freguesias propostas para extinção, sendo que do grupo de cinco, três são do PSD. “Parece que houve aqui clara manipulação”, sustenta António Duarte.

Entendendo não caber ao PSD oliveirense a apresentação de uma proposta de pronúncia – “não ia a Comissão Política sobrepor-se ao poder democraticamente eleito”, explica – António Duarte tem ainda a lamentar o modo como o presidente da Assembleia Municipal ditou a extinção da comissão pluripartidária destinada a trabalhar o processo de reorganização administrativa. “O senhor presidente da Assembleia autonomeou-se presidente da comissão, com a intenção de logo a abortar”, denuncia António Duarte, aproveitando ainda para aconselhar António Lopes a não continuar a “manipular consciências relativamente a factos que são tudo, menos verdadeiros”. “Terei que tomar medidas judiciais”, avisa.

“Mário Alves era um perfeito anjinho ao pé destes senhores”

Num encontro onde o presidente da CPS do PSD deu como certa a vitória nas próximas eleições autárquicas – “na altura certa o candidato à Câmara irá aparecer” – e assegurou que já há candidatos em “praticamente todas as freguesias”, António Duarte foi duro na avaliação do caminho trilhado pelo executivo socialista, criticando duramente a “tentativa de boicote permanente” às iniciativas do PSD.

“É inadmissível , lastimável e até obsceno o que se está a passar no concelho”, entende o presidente do PSD que, comparando o atual executivo com o anterior presidente da Câmara, chega a constatar que “Mário Alves era um perfeito anjinho ao pé destes senhores”. Duarte, referiu em particular as estratégias seguidas pelo atual executivo de “amedrontamento, subserviência e intimidação”.

Posturas que o líder concelhio do PSD não duvida de que são resultado da “pouca formação democrática do presidente da Câmara e da deformação provocada pela ideologia do presidente da Assembleia Municipal. “Enganam-se. Neste concelho ainda há gente que pensa pela sua cabeça e não se deixa seduzir por falsos mecenas que usam o livro de cheques para cumprir os obscuros desígnios”, avisa o líder laranja, denunciando as “chantagens escandalosas” protagonizadas por “agentes locais ligados ao PS que usam dinheiro da autarquia no sentido de virar autarcas com promessas de emprego”. Métodos que, António Duarte, classifica de repugnantes.

“O que se passa é indecoroso e lastimável”, continua, certo de que “o sistema clientelar funciona na sua plenitude”.

A preparar uma “alternativa a este deplorável estado de coisas”, o PSD de Oliveira do Hospital não deixa de desafiar o presidente da Câmara a “rapidamente” dar resposta a um conjunto de questões relativamente ao trabalho feito e ao dinheiro gasto nos últimos três anos.

“Terá que justificar o seu despesismo incontrolável que levará a curto prazo a autarquia a uma derrocada económica de proporções inimagináveis”, entende a estrutura laranja que, entre outras matérias, questiona o dinheiro gasto com um novo vereador a tempo inteiro e a contratação “fora do concelho” do novo diretor da Eptoliva que “por acaso foi o mentor da campanha PS em Oliveira do Hospital”.

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