Apareceram peixes mortos no rio Alvôco

 

Apareceram peixes mortes no rio Alvôco. A situação foi detetada no final da semana passada em Vide, concelho de Seia, numa zona próxima do local onde decorrem as obras de construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais.

Chamada ao local para investigar o caso, uma equipa de Proteção da Natureza do Destacamento da GNR de Gouveia procedeu à fiscalização das obras de construção daquela infra estrutura, mas, de acordo com informação avançada ontem pelo Correio da Manhã, não detetou qualquer tipo de infração.

Tomando por base as elevadas temperaturas que, na semana passada, foram uma constante, a GNR chegou a apontar o aumento da temperatura e a diminuição do curso de águas como as causas que terão provocado a morte de peixes no rio Alvôco.

Foram, no entanto, recolhidos peixes e amostras de água a montante e a jusante da obra para análise.

O caso que está a preocupar o presidente da Junta de Freguesia de Vide e já levou a empresa Águas do Zêzere e Côa a proceder à suspensão dos trabalhos da ETAR, até que sejam conhecidos os resultados das análises, está também a provocar uma intensa discussão no facebook.

São vários os utilizadores da conhecida rede social a considerarem estar em face de um “crime ambiental”, imputando por isso responsabilidades ao empreiteiro e dono da obra. São vários os que não aceitam a justificação dada pela GNR e associam a morte dos peixes a descargas de “um produto ainda desconhecido”.

Mortandade não chegou a Alvôco de Várzeas

A morte dos peixes ficou-se, contudo, pela freguesia de Vide. Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas garantiu que no curso de água que atravessa a freguesia não se avistaram peixes mortos.

Sem certezas relativamente às causas da situação detetada em Vide, Agostinho Marques garante já ter contactado os serviços da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital responsáveis pela análise da água do rio Alvôco e que lhe foi dito que não houve qualquer alteração nos valores habituais.

Sublinhe-se que é da freguesia da Vide que provém uma das principais ameaças à boa qualidade da água do Rio Alvôco, já que continua por resolver o problema dos efluentes que, desde há vários anos, continuam a vazar para o rio.

Este é um problema que Agostinho Marques espera que seja resolvido com a entrada em funcionamento da ETAR agora suspensa, em Vide, pela Águas do Zêzere e Côa.

Em fase adiantada de construção está também a ETAR de Alvôco de Várzeas que vai colocar termo aos problemas decorrentes das velhas fossas sépticas, nomeadamente dos esgotos que escorrem pelos campos de cultivo e entram na linha de água.

Este não tem sido, contudo, um processo pacífico, já que a localização da obra não é aceite pelo Movimento Salvem Alvôco de Várzeas que conta com o apoio da QUERCUS.

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